sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

APRENDENDO A VIVER MELHOR...


"Quando nós paramos de aprender, nós paramos de crescer; e quando nós paramos de crescer, nós paramos de viver". Fernando Pessoa

Uma das decisões mais importantes que uma pessoa pode tomar é decisão de aprender. Há tantas coisas que nós precisamos aprender a fim de viver para glória de Deus, para abençoar o próximo e para nossa alegria.

No último dia do ano quero compartilhar com você duas verdades que uma vez aprendidas e postas em prática torna a vida melhor e mais interessante.

Vive melhor quem aprende que...
1) CRISES SÃO PORTUNIDADES PARA CRESCER EM MATURIDADE.Todos nós estamos sujeitos a viver uma crise. Um tempo de adversidade extrema. Há crises de todo tipo. Há crises financeiras, familiares, relacionais, emocionais. Há crises de fé.

Talvez você tenha vivido muitas crises em 2010. É possível esteja vivendo uma crise. Crises chegam sem aviso prévio e em 2011 não será diferente. Não adianta dá sete pulinhos no mar de Copacabana. Precisamos entender que as crises, que são inevitáveis, envolvem perigos, mas também oportunidades. A crise pode ser uma porta de esperança, como também a sepultura dos sonhos.

Ninguém gosta de passar por uma crise. A crise gera medo, insegurança e instabilidade. Mas uma crise pode gerar o benefício do crescimento. É por meio das crises que a nossa fé é fortalecida.

É curioso notar que a palavra crise na língua chinesa é formada pela composição de duas outras palavras: perigo e oportunidade. Isso significa que uma crise pode implicar numa série de problemas, mas também em uma excelente oportunidade para Deus agir.
“A crise é uma encruzilhada: onde uns colocam os pés na estrada da vitória, outros descem a ladeira do fracasso. A crise revela os verdadeiros heróis: uns ficam esmagados debaixo da bota dos gigantes, outros olham para os horizontes largos por sobre os ombros dos gigantes. Na crise uns fracassam, outros triunfam. É no ventre da crise que surgem os grandes vencedores”. HDL

Qual é a sua atitude quando a crise chega?
Cada pessoa reage de uma maneira.

FUGIR. Existem aquelas que fogem. Na vida é muito comum nos vermos diante de gigantes aparentemente insuperáveis. Crises que chegam sem aviso prévio. Quando isso acontece somos impelidos a correr, a fugir, a buscar uma solução qualquer, menos o enfrentamento do problema.
Existem maneiras de fugir (FUGAS) Isolamento. Amargura. Ativismo. Drogas. Prazeres. Religiosidade. Fugir da crise é afundar na mediocridade. Fugir é desperdício de oportunidade.

SUPORTAR. Existem aqueles que suportam a crise, mas não tiram proveito dela. Simplesmente resistem, mas ficam no prejuízo, pois agem na sua própria força e muitas vezes acabam esgotadas. Perdem a alegria e o ânimo e acabam vivendo como céticos. São cristãos que na prática aderem ao existencialismo de Paul Sartre que dizia que vida humana é uma ruga no universo, não faz sentido, é um completo absurdo. É impressionante a quantidade de pessoas céticas nas igrejas. Gente que apenas suporta os problemas, mas não crê que haja solução.

APROVEITAR. Mas graças a Deus que existem aqueles que vêem na crise uma oportunidade pedagógica. São pessoas que tiram proveito das adversidades, enfrentam os gigantes na força que vem de Deus. As pessoas maduras são aquelas que justamente sabem lidar com crise. Pessoas podem ter muitos anos de vida e ao mesmo tempo não demonstrar sinais de amadurecimento.

Diante da crise, antes de qualquer decisão, devemos consultar a Deus. Nós somos pegos de surpresa, mas Deus sabe de tudo e tem orientação segura para nós.

Faze-me, Senhor, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia. Salmo 25.4-5 

DOIS ELEMENTOS QUE FAZEM A DIFERENÇA NA HORA DA CRISE

A) VISÃO ESPIRITUAL
A experiência de Eliseu e seu assistente.

Uma tropa enviada pelo rei da Síria foi enviada para capturar o profeta Eliseu. O jovem assistente ao ver o grande contingente de homens com carros de guerra se desesperou. Então Eliseu fez uma oração:

“O profeta respondeu: Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles. E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja”. E então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu”. 2 Rs 6.16-17

Nossa atitude diante das crises que surgem depende muito da nossa capacidade de vê-las sob a ótica de Deus. Muito do nosso desespero é porque agente só enxerga o físico, o visível. É olhando o invisível que podemos crer no impossível.

A visão é um dos prodígios mais extraordinários da criação. Uma dádiva de Deus. Segundo o renomado oftalmologista John Wilson, nós temos 60 milhões de fios duplos encapados em cada olho. Nosso olho muito mais sofisticado do que todas essas câmeras digitais modernas que se tem por aí.

Nós precisamos de visão espiritual para discernir os propósitos de Deus para nossa vida. Sem discernimento ficamos vulneráveis. Sem visão estamos sujeitos a criar falsas expectativas, vivendo ilusões que uma vez frustradas adoecem o coração.
“O Senhor cumprirá o seu propósito para comigo! Teu amor, Senhor, permanece para sempre; não abandones as obras das tuas mãos!” Salmo 138.8

b) CONFIANÇA EM DEUS.
As tragédias que nos atingem não têm a última palavra em nossa vida. Nosso desafio é esperar com confiança em Deus.

Esperar é um dos verbos mais difíceis de viver. Nós todos temos certa dificuldade com a espera, sobretudo, quando julgamos que já esperamos demais. Nós somos inclinados a cantar: Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Esperar nunca foi tarefa fácil. O livro de provérbios, sabiamente diz que: “A esperança que se adia faz adoecer o coração” (Pv 13.12).
Há muita gente cansada nas igrejas. Pessoas emocionalmente esgotadas e sem forças porque se cansaram de esperar.

Casados de esperar por mudanças que nunca acontecem, por sonhos que nunca se realizam, e por alegrias que nunca chegam.

Se formos honestos, iremos reconhecer que é assim que muitas vezes nos encontramos. Entristecidos, abatidos e sem nenhuma esperança. É como está morto sem que haja um atestado de óbito.

Há pessoas diante dos problemas e desafios da vida correm para caverna. Muitos se escondem e vivem atormentadas duas vezes. Pelo problema que continua e pela culpa que surge. O sentimento intrapunitivo que o desanimo gera.

Todos nós podemos passar por isso. O salmista disse assim: “Esmorecem os meus olhos de tanto esperar por tua promessa, enquanto digo: quando me haverás de consolar. Já me assemelho a um odre na fumaça; contudo, não me esqueço dos teus decretos”. Salmo 119.82

Muitas vezes chegamos ao final da linha. Tudo parece ir de mal a pior, em direção ao caos total e miséria irremediável. Somos invadidos por uma assombrosa sensação de desalento, perdição e desesperança.

Mas é justamente essa a hora oportuna para voltar os nossos olhos para o Senhor nosso Deus, pois dele que vem o socorro. Deus muda a nossa história. O Senhor transforma o nosso pranto em sorriso, nosso deserto em manancial. Glórias sejam dadas ao Pai de muitas misericórdias e Deus de toda consolação.

O EXEMPLO DE JOSÉ: José viveu uma crise terrível. Foi vendido como escravo pelos próprios irmãos. Mas enquanto ele sofria por 17 longos anos de injustiça Deus estava preparando todas as coisas para que ele fosse o governador do Egito. José aprendeu por experiência que ESPERAR EM DEUS NÃO É FACIL, MAS RECOMPENSA.

Há uma canção que diz: Jesus, plano melhor, nunca chega atrasado, sua hora é perfeita, sua maneira, a mais linda. Eu só quero a tua vontade.

Alexander MacLaren, foi um dos mais poderosos pregadores batistas que já existiu. Ele teve a honra de presidir o primeiro Congresso da Aliança Batista Mundial, no ano de 1905. Em uma de suas mensagens ele disse algo precioso.

"Às vezes, Cristo demora a vir em nosso auxílio, a fim de provar a nossa fé e avivar as nossas orações. O barco pode estar coberto pelas ondas, e o Mestre dormindo; Mas ele despertará antes que se afunde. Ele está dormindo no barco, mas nunca passa da ora; e com ele não há tarde demais". Alexander MaclarenO Deus Eterno diz: Os meus pensamentos não são como os seus pensamentos, e eu não ajo como vocês. Assim como o céu está muito acima da terra, assim os meus pensamentos e as minhas ações estão muito acima dos seus. Isaías 55.8-9

“Bendito é o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”. Jr 17.7

Vive melhor quem aprende que...
2. PLANTAR SONHOS E CULTIVAR ESPERANÇAS É ESSENCIAL

Sonhos têm a capacidade de nos manter vivos. As pessoas que nutrem em seus corações a realização de projetos e estabelecem alvos e metas têm maior vigor diante dos desafios da vida. A história está repleta de exemplos de personalidades, hoje mundialmente conhecidas que foram motivadas por sonhos, que um dia eram apenas sonhos, mas que hoje são realidades que afetam milhões de pessoas no mundo todo.
Há muita gente que já morreu embora continue vivendo. Essa é uma realidade paradoxal. Estou falando de viver sem rumo, sem projeto, sem sonhos e sem esperança.

O filósofo Gardavasky disse acertadamente que uma das grandes ameaças que estamos sujeitos é “o perigo de morrermos antes de realmente morrer, antes que a morte se torne uma necessidade natural. O verdadeiro horror repousa exatamente sobre essa morte prematura, após a qual continuamos a viver por muitos anos”.

A DESEPERANÇA É A MORTE PREMATURA DOS QUE CONTINUAM VIVENDO.

Eu deliberadamente usei os verbos plantar e cultivar fazendo ligação com a idéia de sonhar. Plantar tem o seu valor e é o ponto de partida, mas para se obter resultado é preciso cultivar, tomar os devidos cuidados para que o sonho se torne realidade.

PERGUNTAS: Qual é o seu projeto de vida? Quais são os seus planos e objetivos? Uma atitude é fundamental para quem deseja realizar sonhos.

Estabeleça alvos. Meta é o sonho com data marcada!
“Se você falhar em planejar, inconscientemente você está planejando falhar”. Henry Ford.

Estudos indicam que 97% das pessoas em nossa sociedade não elaboram um programa organizado de metas e por isso não conseguem alcançá-las.

Há diversas razões pelas quais as pessoas não estabelecem metas nem planejam como alcançá-las: Medo, auto-imagem negativa; indisciplina; comodismo; miopia situacional.

Precisamos de muitas e diferentes metas na vida. Tipos de metas: Intelectuais; financeiras; familiares; sociais; culturais; emocionais; espirituais; profissionais; educacionais.

ALVOS PIEDOSOS.

A. CONHECER A DEUS.O ser de Deus pode ser comparado a um grande e vasto oceano e muitos de nós apenas molhou as solas dos pés, quando deveria mergulhar e se deleitar nas profundezas do grande e amável Deus.
“Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão, sobre a terra, pois dessas coisas que me agrado, declara o Senhor” Jeremias 9.23-24 (NVI)

B. CUIDAR DA FAMÍLIAVocê tem uma família e é seu dever cuidar dela. Nosso lar é nosso tesouro. Os pais devem sonhar com seus filhos todos aos pés do Senhor. Buscar edificar a nossa família na Rocha que é Cristo Jesus. Como vai a sua família?
Valorize a sua família. Planeje ter mais qualidade de vida.

C. CUMPRIR A VOCAÇÃO.
Deus lhe chamou para e lhe deus dons para servir a sociedade e edificar a igreja.
Tanto no trabalho na esfera da criação quanto na esfera do reino, precisamos cumprir a nossa vocação. Com que propósito Deus lhe colocou no mundo?

Em todas as coisas, o alvo maior, e o propósito central é viver para a glória de Deus. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. 1 Coríntios 10.31

Precisamos buscar a face de Deus e conhecer os seus propósitos para a nossa vida. O que Deus um dia disse aos judeus exilados na Babilônia, também se aplica a nós em relação ao nosso futuro.

"Sou eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Eterno, quem está falando. Então vocês vão me chamar e orar a mim, e eu responderei. Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração". Jeremias 29

Na dependência de Deus podemos viver bem e sonhar com um futuro melhor.

Vamos viver bem e cada vez melhor.

Judiclay S Santos

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A SECULARIZAÇÃO DO NATAL.


O nascimento de Jesus Cristo foi uma decisão de Deus. O natal não foi a história de um nascimento casual, sem planejamento. O nascimento de Jesus não foi um descuido nem simplesmente a escolha de um casal comprometido pelo amor. O natal foi decisão de Deus. Foi iniciativa do céu, decretado na eternidade e realizado na plenitude dos tempos.

O natal foi um nascimento singular. Não houve nem haverá nenhum outro igual. O nascimento de Jesus não foi o concurso do relacionamento conjugal de José e Maria, mas a intervenção soberana do Espírito Santo de Deus nela, de tal maneira, que o seu filho não herdaria o pecado de Adão, nem seria semente do homem, mas da mulher.

O natal é um nascimento majestoso. Mesmo cercado de pobreza, pois não havia lugar para José e Maria nas hospedarias de Belém, precisando eles encontrar abrigo numa manjedoura para Jesus nascer, ele nasceu como Rei dos reis. Os magos do Oriente prostraram-se aos seus pés reconhecendo nele o rei, o sacerdote e o profeta.

No entanto, a despeito dessa história sem igual o Natal tem sofrido um processo de secularização. O povo brasileiro, demasiadamente crédulo e supersticioso, por inadvertidamente distorce o sentido do verdadeiro Natal e favorece a paganização. A secularização do Natal tem duas marcas principais:

1) UM INTRUSO CHAMADO PAPAI NOEL.Papai Noel começou a existir, segundo a tradição, na pessoa de São Nicolau, bispo de Mira, na Ásia Menor, no século IV d.C. Ele, segundo a tradição, foi um homem bondoso, que gostava muito das crianças, principalmente das pobres, a quem dava presentes. Essa figura mais tarde imortalizou-se num símbolo, que recebeu o nome de Papai Noel.

O tempo passou e um mito tomou o lugar de uma pessoa, Papai Noel tomou o lugar de Cristo. O Natal foi paganizado e secularizado. O sentido do Natal mudou. Até o Papai Noel mudou. O Papai Noel moderno é um mito, uma lenda, uma criação do comércio voraz. O Papai Noel de hoje é uma caricatura do espírito natalino; ele está na contra mão do sentido do Natal. O Papai Noel foi concebido no ventre do consumismo materialista. Ele está a serviço do espírito mercantilista

Papai Noel é um intruso, é uma farsa, uma mentira, um roubador de cena. Os holofotes precisam estar colocados sobre Jesus e não sobre ele.

Jesus é o dono, o sentido e a razão do Natal. Natal sem Jesus é festa pagã. Natal sem Jesus é festa gastronômica. Natal sem Jesus é apenas mercantilismo vazio. O conteúdo do Natal é salvação. O espírito do Natal é doação. É Deus se fazendo homem, o rico se fazendo pobre, o senhor se fazendo servo. Natal é dádiva de amor. O Natal é para todos. O Natal é Jesus.

Precisamos devolver o Natal ao seu legítimo dono. Precisamos dar a glória devida a Jesus e fazer dele o centro do Natal.

Outra marca da secularização do Natal é a...
2) UM JESUS QUE A BÍBLIA NÃO RECONHECE.

O nome de Jesus é muito conhecido e ignorado. Esse é um grande paradoxo. Ao mesmo tempo que se fala muito em Jesus, se conhece muito pouco sobre a pessoa bendita de Jesus Cristo, tal como a Bíblia o apresenta. QUEM É JESUS PARA O POVO BRASILEIRO? Essa pergunta é importante, tendo em vista que há uma absurda deturpação perceptível nas muitas caricaturas de um Jesus que a Bíblia não reconhece. Vejamos:

1) O Jesus milagreiro.A visão difundida por muitos, inclusive por algumas igrejas, é que Jesus é um milagreiro, pronto para curar qualquer de caso de enfermidade com a manifestação de uma força espiritual. Por trás desse espírito algumas igrejas se autodenominaram prontos-socorros espirituais quando na verdade o que acontece é curandeirismo em nome da fé. Isso é um desserviço ao evangelho. Esse suposto Jesus que mais parece um curandeiro é uma deturpação da pessoa do Senhor Jesus.

2) O Jesus Morto.Na maioria das repartições publicas, no retrovisor dos automóveis e estabelecimentos comerciais é possível observar o cristo morto dos crucifixos. Uma figura inoperante que não inspira esperança, mas comiseração. O crucifixo retrata e difunde a cruz como a derrota de Jesus Cristo. A figura do mártir bonzinho que foi morto e ponto final é um crime contra a pessoa do Senhor Jesus.

3) O Jesus da publicidade.Da camiseta ao chaveiro. Do adesivo no carro ao boné e em tantas outras bugigangas observamos um Jesus que é uma marca. É altamente rentável trabalhar com a imagem de Jesus, tendo em vista que ele parece cobrar direito de imagem. No Maranhão até um refrigerante levou a marca Jesus e fez tanto sucesso que a Coca Cola foi obrigada a comprar para não perder espaço no mercado.

4) O Jesus da LBV
O Jesus, de cabelos loiros e olhos azuis, é o maior garoto propaganda das instituições sociais. A maioria das campanhas com apelo social para socorrer os necessitados tem na figura de Jesus o marketing perfeito. Para muitas pessoas Jesus não é um ser real, mas um espírito que inspira o que há de melhor na humanidade. Para sensibilizar as pessoas não existe nada melhor do que mostrar o Jesus dos pobres e indefesos.


Precisamos comemorar o Natal com uma celebração festiva ao rei Jesus, que nasceu numa manjedoura, viveu como carpinteiro, morreu numa cruz, mas ressuscitou gloriosamente, para oferecer-nos o banquete da salvação. Que prevaleça a verdade sobre o mito!

Não temais, eis que trago boas novas de grande alegria: é que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2.11

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Suíça considera legalizar o incesto


Por Michael Borges


Em mais um passo que demonstra de forma conclusiva os malefícios que descendem sobre uma sociedade que deixa de temer a Deus, políticos suíços tencionam legalizar o incesto. Eles consideram repelir as leis contra o incesto por as considerarem “obsoletas”. A câmara superior do parlamento suíço concluiu uma lei que visa a descriminalizar o ato sexual consentido entre membros da mesma família. Essa lei vai agora ser avaliada pelo governo. Só houve três casos de incesto no país desde 1984. Pelo menos casos reportados. A Suíça, que recentemente teve um referendo que aprovou uma lei que pune os imigrantes com a extradição por prática de alguns crimes, insiste que as crianças dentro das famílias vão continuar a ser “protegidas pelas leis que governam os abusos e a pedofilia”. Não se sabe como é que os esquerdistas vão fazer isso, mas eles de certo que têm tudo controlado.

Daniel Vischer, membro do Partido “Os Verdes”, afirmou que não vê nada de mal no ato sexual consentido entre adultos - mesmo que eles sejam da mesma família. Essa declaração não é surpresa uma vez que os esquerdistas apoiam qualquer medida que vise a destruir a instituição da família. O esquerdista afirma: “O incesto é uma questão moral delicada, mas não é uma que possa ser respondida pela lei penal.”

Barbara Schmid Federer, do Partido do Povo Cristão da Suíça, afirmou que a proposta da câmara superior é “totalmente repugnante”. O Partido Protestante Popular está também em oposição a essa lei. Um dos porta-vozes afirmou: “O assassínio também é bastante raro na Suíça, mas ninguém sugere que se removam dos nossos estatutos as leis que o castiguem.”

Conclusão: para aqueles cristofóbicos que supunham que seria possível manter a ordem social mesmo depois do desaparecimento da moral cristã, a realidade vai ser dolorosa. O que vocês vão ter é a total subversão da moral e dos costumes que serviram de fundamento para o sucesso social e econômico do mundo ocidental. Deus é o Fundamento Essencial para uma sociedade funcional e a História demonstra isso. Se rejeitamos o que Ele diz (e criamos nossa própria moral), a sociedade invariavelmente se degenera. Aconteceu com Israel dos tempos bíblicos, aconteceu com a Inglaterra e vai acontecer com os EUA, se eles continuarem a descender para a normalização da cristofobia. Não há uma única sociedade mundial que tenha sido criada, mantida e elevada à posição de relevo com base em ideologias anticristãs ou anti-Deus. A religião no geral, e o cristianismo, em particular, têm sido forças de orientação e controle sobre as paixões e falhas dos homens. Removendo esses limites, o homem fica à mercê dos demônios e do seu pecado.

“Na verdade que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” (Salmo 11:3).

“O Senhor está no Seu santo templo: o trono do Senhor está nos céus; os Seus olhos estão atentos, e as Suas pálpebras provam os filhos dos homens. O Senhor prova o justo; mas a Sua alma aborrece o ímpio e o que ama a violência. Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso: eis a porção do seu copo” (Salmo 11:4-6).

A SABEDORIA DE DEUS NOS BATISDORES DO NATAL




Por Judiclay Silva Santos

A vinda de Cristo ao mundo foi resultado de uma minuciosa preparação. Aquele que está assentado no trono e dirige a história, preparou todas as coisas para que seu Filho nascesse na plenitude dos tempos. Que tipo de preparação foi feita?


A preparação cultural – Deus preparou o berço cultural para a chegada do Messias, através do povo grego. O império grego disseminou a cultura grega e helenizou o mundo. A língua grega tornou-se universal. A comunicação ágil e ampla tornou-se possível. A disseminação das idéias ganhou celeridade. A mensagem do evangelho ganharia asas para voar até os rincões da terra através da língua grega. O Novo Testamento foi escrito na língua grega e por ser essa língua universal, a mensagem cristã alcançou todo o mundo em menos de um século.


A preparação política – Deus preparou o berço político para a chegada do Messias, através do povo romano. Se os gregos eram afeitos à filosofia, os romanos eram inclinados à política. O império romano dominou o mundo e estendeu o seu governo para quase todas as regiões do mundo antigo. Quando Cristo nasceu em Belém, o mundo estava sob o domínio de Roma. Através da conhecida Pax Romana, as guerras foram cessadas, os motins estancados, as rebeliões inibidas e um clima favorável à divulgação do evangelho estabelecido. Estradas foram abertas criando pontes de comunicação por todas as províncias do império. As viagens missionárias tornaram-se possíveis graças a esses avanços conquistados pelo império romano.


A preparação espiritual – Deus preparou o berço espiritual para a chegada do Messias, através do povo judeu. Em Abraão Deus escolheu um povo e fez dele seu instrumento para trazer ao mundo a sua revelação especial. Deus chamou dentre esse povo profetas que receberam e registraram as profecias sobre a vinda do Messias ao mundo. Israel deveria ser luz para as nações e manter viva a promessa da vinda do Messias. Deus usou os judeus como os instrumentos para escreverem o Antigo e o Novo Testamentos. Louvado seja o seu nome.


O Natal não é uma criação da igreja nem um subproduto do comércio, mas uma expressão graciosa dos eternos decretos de Deus, que nos amou a ponto de enviar seu Filho ao mundo para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus planejou tudo e levará tudo a bom termo por seu eterno poder e sua perfeita vontade.

sábado, 18 de dezembro de 2010

PAIS E FILHOS

Por Judiclay Santos


Hoje em dia, muitos filhos são órfãos de pais vivos. Uma das crises mais agudas na sociedade contemporânea é ausência dos pais na vida dos filhos.

Os pais estão sempre dizendo para os filhos: “Um dia desses teremos mais tempo. Esse dia nunca chega.” O diálogo está morrendo dentro dos lares. O silêncio no lar pode fatal para família; uma arma de terrível poder de destruição.

Quando os filhos são pequenos eles querem brincar com os pais e ficar com eles, mas quando crescem os pais querem ficar com os filhos, mas os filhos já não querem mais. O tempo de se dá tempo faz toda diferença.

No dia 16 de setembro de 2005 chegou ao fim a trajetória de crimes cometidos por um jovem chamado Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom. Um rapaz de classe média, criado na zona sul do Rio que começou a roubar movido pelo vício na cocaína, e que ganhou as páginas policiais pelos assaltos a residência e modo ousado como vivia.

Morreu aos 23 anos em um confronto com a polícia na Lagoa Rodrigo de Freitas, área nobre da capital carioca. Filho de pais divorciados, Pedro Dom, também era vítima de uma família desajustada, onde o seu pai fracassou no exercício da paternidade. Semanas depois da sua morte, seu pai deu uma entrevista. Com lágrimas ele confessou: “meu pecado foi estar ausente da vida do meu filho”. Aquele pai aprendeu, embora tarde demais, que nenhum sucesso compensa o fracasso do seu lar.

É preciso reconhecer que nós vivemos em um mundo caracterizado pela velocidade e escravizado pela pressa, onde todos lamentam a falta de tempo. Cuidado com o PRINCÍPIO DE PARKINSON: O trabalho aumenta a fim de preencher o tempo disponível.

Pesquisas indicam que nos últimos anos aumentou em mais de 100% os lares com mais de uma fonte de renda. Isso quer dizer que em muitos lares não apenas o pai, mas também a mãe e, em alguns casos, os próprios filhos também trabalham fora de casa. O reflexo direto dessa nova dinâmica da vida pós-moderna é a falta tempo para a família estar junta e nutrir um relacionamento saudável.

Essa dinâmica da família urbana das grandes cidades veio pra ficar. Sendo assim, o maior risco que todos nós corremos é permitir que aquilo que é urgente tome o lugar do que é importante.

A urgência é uma necessidade imediata, que exige uma resposta na hora. Aquilo que é urgente pode tomar horas de nosso tempo. O importante nem sempre exige uma ação imediata, e por essa razão vai sendo deixado para depois. O relacionamento com os filhos não é urgente, mas é sumamente importante.

C. S. Lewis nos dá um sábio e oportuno conselho:
"Ponha as primeiras coisas em primeiro lugar e teremos as segundas a seguir; ponha as segundas coisas em primeiro lugar e perderemos ambas".

A questão não é a falta de tempo mais a escolha do que você faz. O segredo não é priorizar as atividades em sua agenda, mas agendar suas prioridades pré-estabelecidas. Pergunta chave que cada um deve fazer: Quem são as pessoas mais importantes em minha vida e qual o espaço que possuem em minha vida?


Li alguns anos atrás uma interessante história de um bem sucedido advogado de Nova Iorque. Falando a um grupo de profissionais liberais ele compartilhou sobre O MELHOR PRESENTE: “O maior presente que já recebi foi uma pequena caixa que recebi de meu pai um Natal. Dentro estava um recado que disse, ‘Filho, este ano eu lhe darei 365 horas, uma hora a cada dia depois do jantar. É sua. Falaremos daquilo que você quiser falar, iremos por onde você quiser ir, brincaremos com o que você quiser brincar. Será sua hora!’ Meu pai não somente guardou aquela promessa”, disse o advogado, “Mas, a cada ano ele a renovou – e é o melhor presente que recebi na minha vida. Eu sou o resultado do tempo dele.”

Dê tempo para os seus filhos para o bem deles e seu também. Lembre-se: O tempo de dá tempo faz toda diferença. O que é mais importante deve vir em primeiro lugar.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.

Eclesiastes 3.1.

Que Deus abençoe a sua vida e lhe dê a graça de ser um pai vitorioso.




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A MORTE DA MORTE



Por Judiclay Santos




A derrota da morte pela ressurreição é um tema predominante nos escritos espirituais da tradição cristã. O famoso poeta metafísico inglês John Donne (1571-1631) elabora com maestria as implicações da doutrina da ressurreição para nossa atitude em relação à morte. Em sua monumental obra Divine Meditations, Donne apresenta a derrota da morte pela ressurreição. Segue abaixo um pequeno e instrutivo extrato do seu poema:


Não te orgulhes, ó morte, embora alguns te chamem
Poderosa e valente, tu não o és,
Pois aqueles que pensas que abateste
Não morrem, pobre morte, tampouco podes matar;

Do descanso ao sono, que refletes quem és.
Muito prazer vem de ti, muito mais deve fluir,
E logo o melhor de nós contigo irá,
Descanso dos ossos e entrega da alma.

És escrava do destino , da sorte, de reis e homens desesperados,
Habitas com o veneno, a guerra e a enfermidade,
Papoulas e encantamentos também nos fazem dormir,
Melhor do que teu golpe; por que então te envaideces?
Um rápido descanso, acordamos eternamente,
E não haverá mais morte; Morte, tu morrerás.



A morte é retratada em termos pessoais como alguém que diz ter poder sobre a humanidade. A última declaração de Donne é que a própria morte foi derrotada. Embora não se mencione explicitamente a ressurreição de Cristo, está claro que ela representa a força por trás do pensamento.


Nas palavras de outro notável inglês, o erudito puritano John Owen, A MORTE FOI MORTA NA MORTE DE CRISTO. Graças à obra de Cristo na cruz e sua subseqüente ressurreição, “a morte é como uma espada embotada, fere, mas não mata”, diz o ilustre reformador João Calvino.
O cristão pode celebrar a vitória de Cristo sobre a morte e fazer coro com o apóstolo Paulo:


Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
1 Coríntios 15.55-57

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

LEORNAD RAVENHILL

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Leonard Ravenhill, por meio de sua poderosa e eficaz pregação, nos leva a entender porque o Dr. Lloyd Jones definia pregação como "lógica em fogo". A verdadeira pregação é algo distintivo e muito especial. Pregação é um meio de graça.

Existem hoje muitos palradores, mas bem poucos pregadores. Medite nisso e peça a Deus que levante homens que preguem a Palavra, no poder do Espírito Santo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

ADORE TE DEVOTE

Por Judiclay S. Santos

Adore te devote é um famoso hino, tradicionalmente atribuido a Tomas de Aquino(1225--74). A leitura desses hinos revelam, entre outras coisas, a abissal diferença entre a liturgia de ontem e a de hoje. A igreja contemporânea, via de regra, tem sido tão empoprecida na sua liturgia que sua mediocridade chega a níveis íntoleráveis. Estou cansado de ouvir canções rasas, insípidas e monocromáticas, e o pior de tudo, heréticas. Precisamos regressar as antigas veredas e cantar as Escrituras, usando os dons e talentos dados pelo bendito Deus para enaltecer seu nome e sua obra, na criação e na redenção.

Ouvir e cantar esses clássicos da hinódia cristã não significa despreza o presente nem negar o fato de temos bons compositores e excelentes músicos na atualidade (embora sejam poucos). O que pretendo dizer é que adoração não é apenas cantar, mas é fundamentalmente é reconhecer quem Deus é e o que ele tem feito e ser tomado por um senso de maravilha tal que sejamos inclinados a glorificá-lo com tudo o que temos e somos.

O hino ADORE TE DEVOTE está cheio de santa reverência diante do Eterno.



Divindade escondida, a quem eu adoro,
Escondida nessas simples sombras, formas e nada mais;
Vê Senhor, ao teu serviço meu coração se dedica,
Tudo desfalece ao contemplar a ti, ó Deus.



Tu, que nos fazes lembrar do Cristo crucificado.
Ó pão da vida que por nós morreu,
Concede a vida a mim: nutre e alegra a minha mente,
Encontra nela sempre a ternura do saber.



Jesus, a quem ainda vejo de forma escondida,
Suplico, envia-me aquilo que tanto anseio:
Um dia comtemplar-te-ei face a face.
Que eu seja bedito para sempre diante da tua glória.



Meus caros leitores, que o Deus de toda graça nos dê um coração, cujo maior anseio seja conhecê-lo, amá-lo e adorá-lo no tempo e na eternidade.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A DOUTRINA DA ENCARNAÇÃO

Por Judiclay Silva Santos

A doutrina da encarnação é uma das mais peculiares e importantes doutrinas cristãs. A palavra encarnação vem do latim e significa “ser em carne”. No prólogo do evangelho de João (Jo 1.1-18) está escrito: “Aquele que é a Palavra de Deus tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como a do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e verdade. (Jo 1.14) Observe que a Palavra, termo empregado para alguém vivo e imortal, tornou-se (entrou na história humana) carne, algo finito, humano e mortal. A idéia da “encarnação” significa Deus tomando a forma de corpo humano, submetendo-se a um processo voluntário de humilhação para entrar na história humana e assumir toda a experiência da existência como ser humano. O brilhante teólogo, Anselmo de Cantuária (1033-1109), tratou com maestria essa doutrina em seu livro Por que Deus se fez homem? Segue abaixo um resumo da perspectiva teológica de sua monumental obra.

1) Deus criou a humanidade originalmente em estado de retidão com o objetivo de conduzi-la a um estado de bem-aventurança.

2) O estado de eterna bem-aventurança depende da obediência humana a Deus. Entretanto, por causa do pecado, a humanidade é incapaz de alcançar a necessária obediência, que parece frustrar o propósito inicial de Deus quando criou a humanidade.

3) Uma vez que é impossível frustrar os propósitos de Deus, deve haver algum meio pelo qual essa situação pode ser reparada. Contudo, isso só pode acontecer se houver compensação pelo pecado. Em outras palavras, algo precisava ser feito para que a ofensa provocada pelo pecado humano pudesse ser removida.

4) Entretanto, não há como a humanidade providenciar a compensação necessária. Ela não possui os recursos necessários para atender a compensação exigida.

5) Portanto, um “Deus-homem” teria tanto a habilidade (como Deus) quanto a obrigação (como ser humano) para atender à compensação exigida. Portanto, a encarnação acontece para que a compensação exigida seja atendida; a humanidade, redimida.

O natal é a celebração do nascimento de Jesus, nosso bendito Emanuel. O Deus Filho, co-igual e co-eterno com o Pai, escolheu encarna-se, assumindo um corpo humano, para assim sofrer as nossas dores e morrer a nossa morte. Jesus é único porque somente ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, nosso Salvador.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CRER É TAMBÉM PENSAR


Por Judiclay S. Santos

O cristianismo, ao contrário do que alguns acreditam, não propõe um salto no escuro. Seguir a Cristo não é cometer suicídio intelectual, entregando-se ao um misticismo irracional. Em nome de uma falsa e espúria “simplicidade”, há muitos cristãos rasos e superficiais, incapazes de dialogar com a cultura e mostrar a verdade e a beleza da vida cristã. 


Pregando a um grupo de jovens cristãos, que dava sinais de subjetivismo alienante, John Stott disse: “Fé não é enterrar a cabeça na areia, nem `torrar os miolos´ para acreditar naquilo que sabemos não ser verdade, ou então assobiar no escuro para esquecer o medo. Pelo contrário, fé é uma confiança racional. Não se pode crer sem pensar”. A fé cristã alcança a mente e o coração dos homens. 


À luz das Escrituras, e com o apoio da nossa rica tradição cristã, podemos deduzir que aderir ao espírito antiintelectual é uma atitude obscurantista totalmente equivocada. Crer é também pensar!


A vocação cristã é para andar na luz da verdade. Conhecer a vontade de Deus revelada nas Sagradas Escrituras é o sine qua non para o desenvolvimento de uma espiritualidade sadia. Por isso, Lutero enfatiza a primazia da Palavra: “A alma pode dispensar de todas as coisas, menos da Palavra de Deus (...) se ela possui a Palavra, é rica, e nada lhe falta, visto que essa Palavra é a palavra da vida, da verdade, da luz, da paz, da justiça, da salvação, da alegria, da liberdade”.

INAUGURAÇÃO DA BIBLIOTECA DA IGREJA BATISTA BETEL DE MESQUITA


Hoje é um dia de grande alegria para nós, membros da igreja Batista Betel de Mesquita. Tendo em vista a importância da Palavra e a necessidade de crescer no conhecimento das doutrinas cristãs, a igreja decidiu organizar uma biblioteca. 


O propósito central é proporcionar aos irmãos a oportunidade de ampliar o entendimento acerca da teologia cristã, bem como de outros campos do saber. As obras disponíveis são preciosas e de grande valor para promover a edificação do povo de Deus. Portanto, queremos lhe encorajar a estudar, a ler, a crescer... Nesse processo rumo ao saber, é bom ter em mente um princípio de sabedoria, escrito por William Cowper: “O conhecimento é orgulhoso por ter aprendido tanto; a sabedoria é humilde por não saber mais".

O NOTÁVEL OTHON ÁVILA AMARAL

Por Judiclay S. Santos

Sinto-me profundamente honrado pela oportunidade de escrever o prefácio ao opúsculo biográfico de Othon Ávila Amaral, um notável servo de Deus. Convertido ao evangelho de Jesus Cristo no ano de 1965, desde então sua vida tem sido uma prova viva do poder transformador do evangelho de Jesus Cristo. Tendo recebido um novo coração, na qualidade de discípulo do Senhor, o irmão Othon sempre buscou servir à causa do Reino com exemplar dedicação e inspiradora abnegação. Ao longo desses anos todos tem empregado seus dons e talentos na edificação da igreja, aproveitando cada oportunidade para servir ao Senhor com alegria. Não obstante às dificuldades, permanece resoluto em sua missão, esmerando-se no exercício de sua vocação.

Na denominação batista, sua fama o precede. Conhecido e respeitado como brilhante jornalista e exímio historiador, seu prestígio e livre trânsito nos círculos denominações é notório. Seu diligente e heróico esforço para investigar, pesquisar, escrever e divulgar a história, sobretudo do povo batista, faz dele uma pessoa sui generis. Na atual conjuntura, cooptada pela cultura gnóstica, caracterizada pelo desprezo da história e profanação da memória, homens como Othon são raros e necessários.

A máxima latina: Ex digitus, gigas, (pelo dedo se conhece o gigante) se aplica a esse irmão querido. Othon é um gigante das letras; uma pessoa de memória privilegiada e de vasto conhecimento nos mais diversos campos do saber. A história testemunha que homens assim são raros, pois coadunam três características distintivas, a saber: estatura espiritual, envergadura moral e profundidade intelectual.

Quem conhece a sua ampla e preciosa biblioteca, percebe que não se trata de um religioso de mente estreita obcecado pelo arcaico. Contam-se, no máximo, algumas dezenas de brasileiros que têm uma biblioteca tão rara. Lembro-me da primeira vez que lá estive, ao ver todas aquelas obras, escritas por uma plêiade de ilustres homens e mulheres, lembrei-me da famosa frase de Francis Schaeffer, em seu discurso em Sorbonne: “O cristianismo não é uma série de verdades no plural, mas é a Verdade escrita com V maiúsculo. É a verdade sobre a realidade total, não apenas sobre assuntos religiosos”.

A igreja Batista Betel de Mesquita, objetivando oferecer aos seus membros a oportunidade de crescer no conhecimento da teologia cristã, decidiu organizar uma biblioteca. Por unanimidade, a igreja deliberou denominar esta biblioteca com o nome de OTHON ÁVILA AMARAL, fazendo assim uma justa homenagem a um de seus mais ilustres membros. Mas na verdade, somos nós que recebemos a honra por tão excelente e distinto nome, cuja presença tem sido um presente para nós. Somos gratos a Deus por sua esposa, Jane Teixeira Ávila Amaral, com quem está casado desde 1970. Desse abençoado casamento, uma linda família foi formada, composta de três filhos, duas noras, um genro e seis netos. Ao Deus de amor e de imensa bondade, ao Cristo que nos amou e por nós quis morrer, ao Espírito do Senhor, cuja presença santifica o coração e ilumina a mente, seja a glória e o louvor por sua obra na vida de nosso estimado irmão, a quem amamos.

Homolatria: As vítimas VIP da violência no Brasil


Prática homossexual torna-se cada vez mais garantia contra impunidade e descaso policial.


Julio Severo


Um morto na rua. A polícia cumpriu o seu dever de fazer suas averiguações do crime e comunica o caso ao delegado, que pergunta: “A vítima era gay?”
Quando a resposta é negativa, o delegado diz: “Joguem então esse caso nas estatísticas dos mais de 50 mil brasileiros assassinados todos os anos”.


Não é que a polícia seja amante da impunidade. Com dezenas de milhares de assassinatos ocorrendo, fica difícil para poucos policiais mal pagos e mal treinados resolverem tantos crimes. Tudo o que lhes resta é cuidar dos casos que recebem holofotes.


Em 2007, o menino Gabriel Kuhn, de 12 anos, foi estuprado e esquartejado ainda vivo, morrendo de hemorragia depois que suas duas pernas foram arrancadas a golpes de serra, mas o caso nunca ganhou fama na grande imprensa. Um crime comum — estupro, esquartejamento e assassinato de um menino — não atrai tanto a atenção da mídia quanto o caso de um gay que sofre uma agressão.


A moda é, por causa da pressão do movimento homolátrico, tirar da nuvem negra do descaso somente incidentes onde homossexuais sofrem arranhões, agressões e assassinatos — ou até mesmo, como muitas vezes ocorre, aqueles que simplesmente se sentiram ofendidos. O PLC 122/06, por exemplo, pune o autor de uma simples “ofensa” contra a prática homossexual com uma pena tão pesada quanto leva um estuprador de crianças.


Na classificação dos crimes, a prática homossexual dá a uma vítima o direito de não ser tratada com a mesma indiferença com que são tratadas todas as outras vítimas.
A impunidade que afeta crimes contra bebês, meninos, meninas, rapazes, moças, homens e mulheres está perdendo sua força quando a vítima é viciada naqueles impudicos atos privilegiados, pois legisladores, jornalistas e grupos de direitos humanos colocaram os praticantes do homossexualismo na categoria de indivíduos que merecem atenção VIP.


Se você é homossexual, há agora as delegacias especializadas de “direitos humanos”, onde você terá atendimento personalizado. Há o disque-denúncia gay, para você usar e abusar, denunciando como “homofóbico” até o cão do vizinho que incomoda com seus incessantes latidos. Se você não é gay, você terá de se juntar ao povão e entrar na fila do atendimento público. Afinal, o perfil dos gays é economicamente mais elevado e essa classe endinheirada não pode se misturar com as pessoas comuns. Uma mistura só ocorre quando o gay ricão vai atrás de um rapaz ou menino pobretão para oferecer presentes em troca “daquilo”.


Contudo, os homossexuais não são os alvos preferenciais de assassinatos. Se fossem, haveria dezenas de milhares deles perdendo a vida todos os anos. Quem está perdendo a vida aos milhares são os brasileiros comuns que, de 1980 a 2005, sofreram o astronômico e assombroso número de aproximadamente 800 mil assassinatos. Então você pergunta: “Mas como é que nunca ouvi falar disso?” Simples: eles não eram gays.


Nesse mesmo período de 25 anos, 2.511 homossexuais foram assassinados, de acordo com informações do próprio Grupo Gay da Bahia, fundado por Luiz Mott. Esse pequeno número pode incluir também episódios onde a causa do crime é a paixão irracional de um amante da vítima. Além disso, é supervalorizada e supermaquiada a morte de homossexuais que frequentam, às 2h da madrugada, ambientes de drogas, prostituição e criminalidade.


Embora as vítimas homossexuais não cheguem nem a 1% dos 800 mil brasileiros assassinados, elas se tornaram a estrela principal do “show”. É como se os homossexuais é que somassem 800 mil vítimas, e todos os outros brasileiros não passassem de 2 mil assassinados.


Por ano, são assassinados 122 homossexuais, ou 1 a cada três dias, conforme alegação do sr. Luiz Mott. Em contraste marcante, por ano são assassinados 50 mil brasileiros, 414 a cada três dias, ou 138 por dia. Isso significa que o número de brasileiros mortos por dia é maior do que o número total de homossexuais mortos por ano, indicando, nas palavras de Solano Portela, que “a melhor forma de escapar com vida, no Brasil, é virar gay”.


A maioria dos homossexuais assassinados é de travestis, conforme Oswaldo Braga, presidente do Movimento Gay de Minas, que declarou: “São homossexuais que estão mais envolvidos com a criminalidade, como prostituição e tráfico de drogas, ficando mais expostos à violência”. (Tribuna de Minas, 09/03/2007, p. 3.)


Não se sabe o motivo por que travestis e outros homossexuais, que escolhem ambientes de criminalidade e prostituição, não sofrem uma proporção muito maior de assassinatos. Será que a bandidagem agora tem também medo de ser acusada de “homofóbica”?


Certas atitudes do homossexual perturbado (por homossexual queremos dizer o homem que dá ou recebe o pênis no ânus) passaram a fazer parte integral da propaganda que trata como “homocausto” (holocausto de homossexuais) os 122 homossexuais assassinados todos os anos no Brasil. Esse homocausto na verdade soma uma proporção baixíssima que entra em choque com o quadro imenso de todos os outros brasileiros assassinados. Mas a realidade maior é vencida pela realidade pequena à custa daquelas atitudes típicas de gay espalhafatoso, como mentiras, intrigas, estardalhaços e fofocas, sofisticamente mascarados em linguagem de propaganda.


Com a pressão e opressão da Gaystapo na mídia, que chance tem a vasta maioria das vítimas (que são tratadas como cidadãos de quinta categoria) diante das “vítimas de primeira classe”?
A agenda da homolatrina joga a verdade no chão e exalta a homolatria acima de toda e qualquer estatística e realidade social, ganhando no puro estardalhaço.


No entanto, se os homossexuais são realmente 10% da população brasileira, conforme alegam os grupos gays do Brasil, onde estão então os 80 mil homossexuais mortos no período de 25 anos? Se eles são apenas 5%, então onde estão os 40 mil homossexuais mortos? Se eles são apenas 1%, onde estão os 8 mil mortos?


Com todos os holofotes da mídia no pequeno número de vítimas homossexuais, a impunidade só tende a aumentar para todos os brasileiros, pois mais atenção e policiamento para homossexuais significa menos atenção e policiamento para todos os cidadãos.


Os crimes agora só ficarão protegidos de impunidade conforme a homolatria da vítima. O agredido é gay? O culpado será condenado e preso, sem chance de escapar. A vítima não é gay? Então a polícia está ocupada demais para investigar, dando ao culpado a chance de suspirar de alívio. É a ideologização e idiotização do sistema de punição. É a homolatria privilegiando quem presta culto ao ânus.


Quer que um caso de agressão ou assassinato em sua localidade receba atenção da imprensa, dos políticos e da polícia? Numa sociedade mergulhada na homolatrina, só lhe resta alegar que a vítima é gay. No incidente do menino Gabriel Kuhn, que foi estuprado e esquartejado, o caso dele seria lembrado regularmente em todos os canais de TV e no próprio Congresso Nacional — se o esquartejador não fosse homossexual. E há milhares de outros casos de meninos estuprados que não viram notícia na tela da TV Globo ou da TV Record, porque o estuprador é homossexual.
Quando a vítima é homossexual, holofotes. A “causa” do crime é a “homofobia” e ponto final.



Cada caso de “homofobia” se torna motivo para campanhas espalhafatosas em favor de leis para

proteger depravados de primeira categoria como se fossem vítimas de primeira classe.
Quando o criminoso é homossexual, manipulação, falsificação e ocultamento, protegendo a prática homossexual de toda desonra. A “causa” do crime é um mistério! A culpa é jogada em tudo e em todos, menos na chamada “orientação sexual”.


A agenda da homolatrina garante atenção VIP para vítimas homossexuais e impunidade para homossexuais que cometem insanidades. Luiz Mott, o líder máximo do movimento homossexual brasileiro, é acusado de defender a pedofilia, enquanto o homossexual Denílson Lopes, professor universitário, tem descaradamente defendido o sexo com crianças. Além disso, um filme brasileiro promoveu abertamente o sexo homossexual entre meninos. Em cada um desses casos, as autoridades jamais tomaram qualquer medida. Contudo, se um pastor ou padre dissesse apenas 10% do que Mott e Lopes disseram sobre sexo com crianças, já estariam — e com muita justiça — presos e completamente desmoralizados com denúncias jornalísticas desde a revista

Veja até a Rede Globo.

Na violência generalizada que assola a todos no Brasil, a homolatria agora faz toda a diferença na hora de decidir quais vítimas recebem tratamento de estrela de cinema e quais perpetradores obtêm impunidade.

Versão em inglês deste artigo: Homolatry: VIP victims in the pervasive violence in Brazil
Fonte: www.juliosevero.com

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Universidade Mackenzie: Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa



A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CUIDADO! O GRAVADOR ESTÁ LIGADO.


Francis H. Schaeffer, notável missionário e renomado apologista cristão, expõe de maneira incontestável, a verdade de que um dia todo ser humano haverá de comparecer diante de Deus a fim de prestar contas de sua vida. Para tanto, ele faz alusão ao gravador atado ao pescoço humano.
No grande dia da prestação de contas, haverá um Juiz, mas não jurados; acusação, mas não defesa; sentença, mas não apelo. Nesse julgamento a razão, a consciência e a memória perfilarão os corredores da sala do julgamento e apresentarão as testemunhas contra nós. Francis Schaeffer diz que todo homem tem um gravador atado ao seu pescoço e todo “trabalho” de Deus será apertar a tecla play. Ouviremos todos os juízos morais que fizemos contra os outros serem usados contra nós mesmos.

Para o nosso espanto, a primeira testemunha a depor contra nós no tribunal será as nossas palavras. A Bíblia diz que daremos conta de todas as palavras frívolas que proferimos. O Senhor Jesus afirmou: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo”. Mateus 12.31

Desde a entrada do pecado no mundo, o homem se tornou um ser contraditório, incoerente e traidor de si mesmo. Ele não hesita em chamar o político de ladrão, mas também rouba de Deus o que lhe é devido. Está pronto a condenar o mentiroso, mas é flagrado proferindo mentiras e usando vários artifícios para escondê-la. O ser humano é assim, incoerente por natureza. Não suporta que alguém fale mal dele, mas é pego falando mal do seu próximo.

A Bíblia diz que a nossa língua tem um poder destrutivo; é como fogo, que destrói; é como veneno que mata. Lembre-se, que você pode se esquecer do que diz, mas suas palavras estão registradas nos anais da eternidade! Nós todos deveríamos fazer, em verdade e com toda sinceridade, a oração do salmista: “Põe guarda, Senhor, à minha boca. Vigia a porta dos meus lábios”. Sl 141.3 As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu! Sl 19.14 Cuidado, o gravador está ligado!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

TALVEZ VOCÊ SEJA MARXISTA


Muita gente possui convicções marxistas sem se considerar marxista‏.

Por Rand Simberg

Com seu novo livro, Stanley Kurtz fez o que a mídia se recusou a fazer - examinar, finalmente, o presidente e seu passado radical, com dois anos de atraso para impedi-lo de tornar-se presidente, mas a tempo de atar suas mãos, nesta terça-feira (2 de novembro, data das eleições americanas para o congresso, senado e a maioria dos governos estaduais).

No entanto, as pessoas parecem viver sob o equívoco de que, para ser marxista, é preciso ser tão explícito quanto o presidente tem sido com suas ligações calculadas com organizações e indivíduos socialistas e comunistas. Mas o marxismo não é tanto uma doutrina quanto é uma atitude. Ele se baseia em uns poucos princípios fundamentais ilógicos e imorais, que muita gente acha atraente, na superfície, sendo a natureza humana o que é.

O primeiro é a idéia de que o que as pessoas "precisam" é uma idéia objetiva, ao invés de subjetiva, e que pode ser determinado por terceiros benevolentes. Afinal de contas, se alguém for reordenar a sociedade e redistribuir a riqueza, não é nada mais do que "justo" que as pessoas possam receber o que elas "precisam" antes de privá-las de qualquer coisa além disto, para satisfazer as "necessidades" dos outros. Este conceito é exemplificado pela famosa frase: "A cada um segundo sua necessidade, de cada um segundo sua capacidade."

Mas claro, no mundo real, a diferença entre "necessidade" e "desejo" é puramente subjetiva e varia com o indivíduo e seu nível de auto-realização. Em seu nível mais básico, não há "necessidade" de nada além de ar, comida e abrigo. E tais necessidades podem ser satisfeitas em uma prisão norte-coreana. Mas quando uma pessoa dá um sermão aos outros sobre o que eles "precisam," o que ela realmente quer dizer é que, como ela não percebe uma necessidade por certas coisas, ninguém mais a tem - seja uma televisão de tela plana, um veículo utilitário, lagostas para o jantar, uma segunda casa ou uma outra arma. Ela talvez fique feliz em morar num cortiço, comer comida macrobiótica e ir de bicicleta para o trabalho, e não pense que ninguém "precise" de mais. E claro, como aqueles egoístas não precisam realmente de mais, o resto de seus recursos agora estará disponível para satisfazer as reais necessidades não satisfeitas do resto da sociedade.

O outro princípio mítico do marxismo é a teoria trabalhista do valor e seu corolário de que existe um valor "intrínseco." Como o mito da "necessidade," este envolve subjetividade versus objetividade. Os marxistas acreditam que há um valor objetivo reconhecível para tudo, e a própria ação do trabalho o cria. Ou seja, se um trabalhador trabalha um certo número de horas, sua produção é intrinsecamente valiosa.

Mas claro, basta pensar um pouco para que isto se revele uma bobagem. Nada tem valor intrínseco. Na ausência de uma pessoa para dar valor, nada tem valor nenhum. E o valor das coisas é inteiramente subjetivo. Se não fosse, nenhum comércio ocorreria. Toda troca voluntária ocorre porque duas pessoas têm algo a comercializar e cada uma dá um valor mais alto ao objeto da outra do que ao seu próprio. Se ambos dessem a ambos o mesmo valor, não haveria sentido em permutá-los. Embora haja um preço especificado em dólar para um item em uma loja, isto não significa o que ele vale. Ele não vai sair da prateleira, a menos que o seu preço seja mais baixo do que seu valor para algum dos clientes. Se for mais alto do que seu valor para todo mundo, não vai ser vendido.

Ambas as idéias solapam a lógica do livre mercado e quando são implementadas na forma de política e lei, como já foram, ao longo do século passado, o crescimento da riqueza da nação, e às vezes seu valor absoluto, se reduz na mesma proporção. E embora elas sejam idéias intrinsecamente marxistas, muita gente que as têm não se considera marxista.

Então, com o perdão de Jeff Foxworthy, deixe-me desiludi-las sobre sua falsa consciência.

Se você acredita, como o presidente, que "é bom para todos quando se espalha a riqueza em torno," talvez você seja marxista.

Se você acredita que "os ricos" não "precisam" de nenhuma redução de impostos, talvez você seja marxista.

Se você acredita que, em dado momento, outras pessoas já tenham "ganho dinheiro o bastante," talvez você seja marxista.

Se você acredita que temos que "manter as pessoas em suas casas," mesmo que não tenham direito a elas e apesar do fato de não conseguirem pagar a hipoteca e o mercado não estar conseguindo se ajustar, então, talvez você seja marxista.

Se você acredita que há um piso para o valor do trabalho de todo mundo e é um valor só, aplicável a todos os estados da união, independentemente do custo de vida, então talvez você seja marxista.

Se você acredita que dar um cheque do governo a alguém que não trabalha é um "corte de impostos," você talvez seja marxista.

Se você acredita que o governo deve pagar o "salário local corrente" para projetos do governo, você talvez seja tanto marxista quanto racista, já que (a lei federal) Davis-Bacon (que determina isto) foi instituída para excluir de tais projetos as minorias que recebem menos.

Se você acredita que cheques da previdência para os desempregados são o meio mais rápido e seguro de estimular a economia, talvez você seja marxista.

Se você acredita que os impostos sobre ganhos de capital deveriam ser aumentados, embora isto resulte em uma arrecadação menor, porque é necessário para a "justiça," talvez você seja um marxista.

Se você acredita que sabe melhor do que outra pessoa o que ela "precisa" e está disposto a lhe impor sua crença sob a mira de uma arma e a forçá-la a adquirir algo, ao invés de deixá-la adquirir as coisas de que ela acha que precisa, então, talvez você também seja marxista.







Rand Simberg é engenheiro aeroespacial e consultor de comercialização espacial, turismo espacial e segurança na Internet. Ele ocasionalmente oferece comentários mordazes sobre a infinitude e além em seu blog, Transterrestrial Musings [Especulações Transterrestres].



Rand Simberg: Pajamas Media, 28 de outubro de 2010.

Artigo original AQUI.

Tradução: DEXTRA
Fonte: Mídia sem Máscara

domingo, 31 de outubro de 2010

A "EQUIPE" DE DILMA, PRESIDENTE DO BRASIL

COMO SERÁ O FUTURO DO BRASIL?
COM ESSA TURMA DÁ PARA IMAGINAR!

Com a ajuda de Lula, Collor finalmente conseguiu chegar ao cofre da Petrobras

Por Augusto Nunes

Em outubro de 1990, o presidente Fernando Collor valeu-se de um emissário para induzir a Petrobras a emprestar US$ 40 milhões à Vasp, empresa aérea comprada no mês anterior pelo amigo Wagner Canhedo. Deu tudo errado. Pressionado por Paulo César Farias, o presidente da estatal, Luiz Octávio da Motta Veiga, demitiu-se inesperadamente e denunciou o cerco movido pelo tesoureiro do chefe de governo. O escândalo se transformaria na primeira estação do merecido calvário que desembocaria no impeachment.


Passados 20 anos, o senador Fernando Collor voltou à ação no local do crime não consumado, agora para forçar a estatal a fechar um contrato de R$ 200 milhões com o usineiro alagoano João Lyra, ex-senador e pai de sua cunhada Tereza Collor. Para abrir o cofre que PC não alcançou pela rota dos porões, Collor dispensou-se de cautelas e foi à luta pessoalmemente. Em agosto passado, entrou pela porta da frente, e levando a tiracolo o empresário de estimação beneficiado pela bolada. Desta vez deu tudo certo.


Numa nota publicada em seu blog no site de VEJA, o jornalista Lauro Jardim resumiu o show de atrevimento: “O candidato a governador Fernando Collor exigiu ─ repita-se: exigiu ─ que a diretoria da Petrobras Distribuidora assinasse um contrato de vinte anos para a compra de etanol das usinas de João Lyra. Alguém aí acha que Collor foi posto para fora ? Nada disso. Não conseguiu um contrato de décadas, mas arranjou um de quatro anos, cerca de 200 milhões de reais”.


Nesta semana, o Brasil soube por que Collor se sente em casa na Petrobras Distribuidora: foi ele o padrinho da nomeação de José Zonis para a Diretoria de Operações e Logística. Desde o ano passado, o ex-presidente despejado do Planalto por ter desonrado o cargo não precisa designar algum homem de confiança para missões de grosso calibre na maior das estatais. Tem um representante com direito a gabinete, cafezinho e canetas que assinam contratos com prazos sob medida para a obtenção de empréstimos bancários.


“Isso é uma tremenda maracutaia”, berrou em 1990 Luiz Inácio Lula da Silva, ao saber que Collor tentara favorecer um empresário amigo com dinheiro da Petrobras. Em dólares, a montanha de cédulas capturada em agosto deste ano é equivalente à perseguida sem sucesso há duas décadas. Mas o presidente que abandonou o emprego para virar animador de palanque não viu nada de errado. Os devotos do Mestre aprendem que maracutaia que beneficia companheiros (sobretudo um amigo de infância, patente obtida por Collor) não é maracutaia. É um negócio como outro qualquer.


O que pensa da pilantragem a candidata Dilma Rousseff, sempre com a mão no coldre para defender o símbolo nacional da cobiça dos inimigos da pátria e seus sócios estrangeiros? O neurônio solitário ainda ensaia o que dizer. José Sérgio Gabrielli, ao contrário de Motta Veiga, engole o que vier pela proa para manter o emprego. Não há ofício mais gratificante que prestar serviços à nação numa estatal fora-da-lei. O presidente da Petrobras só saírá do gabinete na traseira de um camburão.


Aparentemente ilógica, a parceria entre os candidatos que trocaram chumbo na guerra suja de 1989 nada tem de surpreendente. Escancarado pela grossura explícita, o primitivismo de Lula pode ser visto com nitidez por trás do falso refinamento de Collor. Escancarado pela arrogância de oligarca, o autoritarismo de Collor é perfeitamente visível por trás do paternalismo populista de Lula. Os dois são, em sua essência, primitivos e autoritários. Nasceram um para o outro.

LUTERO, O CISNE ALEMÃO

Por Judiclay S. Santos

Aos 22 anos de idade, o jovem Martinho Lutero entrou para o monastério de Erfurt. Dois anos depois, na ocasião da sua ordenação, nem Lutero nem qualquer outra pessoa sabia o que esse evento significaria para ele, para a igreja ou para o mundo.

O teólogo britânico, R. C. Sproul faz uma curiosa observação. Cem anos antes da ordenação de Lutero, o reformador da Boêmia, Jan Hus havia sido condenado à fogueira pelo famigerado Concílio de Constança (1415), sob a sentença de “pecado de heresia”. Hus teria dito ao bispo que ordenou a sua execução: “Você pode cozinhar este ganso, mas há de vir um cisne que não será silenciado”. Não era apenas um vaticínio, era um jogo de palavras. Seu nome, Hus, significa ganso na língua Tcheca.

Ao ser ordenado na capela agostiniana em Efurt, Lutero foi deitado com seus braços esticados na forma de cruz na base do altar da capela. Curiosamente, o lugar exato onde Lutero estava deitado, havia uma inscrição no piso de pedra que indica que abaixo do lugar estava sepultado o bispo que ordenara a execução de Jan Hus. Sproul confessa: “É uma grande tentação revisar a História e atribuir ao bispo uma resposta apropriada às palavras de Hus que um cisne surgiria. Gosto de pensar que o bispo respondeu: “Sobre meu cadáver!” De fato, foi sobre seu cadáver que o cisne foi ordenado”.

A Reforma eclodiu na Europa do século 16 por meio de uma conjugação de fatores. Embora tenha tido raízes e implicações políticas, econômicas e sociais, a Reforma foi essencialmente um movimento de retorno à sã doutrina, que propôs expurgar da Igreja doutrinas e práticas contrárias à fé cristã. O fato mais surpreendente é que a Reforma, ansiosamente desejada por muitos, teve o seu marco inicial com o protesto de um anônimo monge agostiniano numa pequena cidade com aproximadamente 3.500 habitantes. Lutero era apenas um ilustre desconhecido na insignificante cidade alemã de Wintemberg.

Graças à sábia providência divina, a Reforma avançou e redesenhou o mundo. O Senhor da Igreja age conforme o conselho de sua soberana vontade e usa os meios necessários para realizar os seus propósitos e manter o seu programa redentor. Lutero reconhece ter sido um vaso de barro. Não obstante as suas fraquezas, Deus o usou para edificar a Igreja do Senhor Jesus. “Não fiz nada. A palavra fez e realizou tudo”, disse o reformador.

Somos gratos a Deus pela vida de Lutero, pois embora tenha sido tão pecador quanto nós, foi um importante instrumento nas mãos do Senhor para promover o evangelho de Jesus Cristo.

sábado, 30 de outubro de 2010

COMO SERÁ O FUTURO DO NOSSO PAÍS?


Por Judiclay S. Santos


O Brasil é um país de beleza singular. A riqueza de sua biodiversidade encanta o mundo inteiro. Temos a maior reserva florestal do planeta e somos detentores do maior reservatório de água doce do mundo. No entanto, a despeito de ter todas as possibilidades para ser uma potencia mundial, uma nação próspera e de oferecer ao seu povo uma boa qualidade de vida, padecemos de males que causam vergonha aos homens de bem.


Como será o futuro do nosso país se ocupamos o 6º lugar no ranking de homicídios, chegando a ter, em média, 50 mil assassinatos por ano, na sua maioria de jovens? Um agravante: “De cada 100 criminosos, apenas 24 são presos, só cinco vão a julgamento e apenas 1 cumpre pena até o fim”. (Revista Veja)


Como será o futuro do nosso país se os que prometem fazer o bem acabam se dando bens? A quantidade de pessoas que assaltam os cofres públicos e permanecem no poder é uma afronta ao trabalhador. Os bilhões arrecadados pela pesada carga tributária deveriam ser revertidos em serviços, mas são desviados pelos larápios do erário público que contam com a certeza da impunidade e a boa memória dos brasileiros que de quinze em quinze anos esquecem o que aconteceu nos últimos quinze anos.


Como será o futuro do nosso país se a riqueza permanece concentrada nas mãos de 1% da população, enquanto 40% vivem na faixa da pobreza? Em matéria de má distribuição de renda, o Brasil só perde para Serra Leoa, um pequeno e inexpressivo país africano. Embora o Brasil seja rico, brasileiros passam fome.


Como será o futuro nosso país se a Igreja Cristã, que tem o papel de ser a consciência moral e a voz profética da nação, apresenta-se socialmente indiferente e inoperante, moralmente frouxa e decadente? A igreja brasileira é espiritualmente fraca, razão pela qual as seitas se proliferam como uma epidemia nascida nos laboratórios do inferno. Falsos profetas torcem a verdade e ludibriam o povo, evidenciando ignorância, ganância e vaidade.

Como dizia o poeta: “Brasil, olha pra cima. Existe uma chance de ser novamente feliz. Brasil há uma esperança! Volta teus olhos pra Deus, Justo Juiz”.

PRECIOSA SÃO AS HORAS NA PRESENÇA DE JESUS

Por Judiclay S. Santos

Pare e pense! Como é que você começa o seu dia? A resposta a essa pergunta pode revelar muito sobre você e sua vida com Deus. No diário do jovem pregador escocês Robert Murray Mc'Cheyne, de 23 de fevereiro de 1834, está escrito: "Levantei-me cedo para buscar a Deus, e encontrei Aquele a quem ama a minha alma. Quem não levantaria cedo para estar em tal companhia?” A prática dessa disciplina espiritual cooperou para que Mc’Cheyne se tornasse um dos gigantes da fé e um dos mais notáveis servos de Deus daquela geração.

Os cristãos, em linhas gerais, sabem o quanto é importante manter a comunhão com o Senhor por meio da oração. Muitos estão conscientes dessa vital necessidade e até se sentem chamados pelo Espírito de Deus a buscá-lo logo de manhã. No entanto, não são poucos os que negligenciam essa santa vocação. Após um dia inteiro de atividades, dormem cansados e fisicamente indispostos a buscar a Deus. Ao acordar, diante dos “afazeres”, não têm tempo para “gastar” com Deus. John Bunyan, conhecido pastor batista do século XVII, dizia que “aquele que foge de Deus de manhã, não o encontrará no restante do dia”. Essa fuga tem sido a causa primária de muitos desastres na igreja, e em particular, na sua liderança. Samuel Rutherford, um dos mais brilhantes puritanos ingleses, faz uma contundente declaração: "um longo período sem a gloriosa presença de Cristo significa duas mortes e dois infernos para mim. Temos que encontrar-nos. Nada sei fazer sem Ele".

Quem não prioriza as preciosas horas na presença de Jesus, sufoca a sua alma com as próprias mãos. Os pais da igreja pensavam na oração como oxigênio da fé, sem a qual não podemos permanecer vivos. No mundo agitado, caracterizado pela pressa, barulho e multidão nosso grande desafio é estar diante de Deus em oração. Que possamos cantar e viver o que Elen Goreh poetizou:

Quão preciosas são as horas Na presença de Jesus!
Comunhão deliciosa, De minh'alma com a luz!
Os cuidados deste mundo Não me podem abalar,
Pois é Ele o meu abrigo Quando o tentador chegar

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

IRMÃOS, NÓS NÃO SOMOS PROFISSIONAIS.

Há livros, cuja leitura é capaz de causar um forte impacto sobre a vida do leitor. IRMÃOS, NÓS NÃO SOMOS PROFISSIONAIS, é uma dessas obras. John Piper prestou um enorme serviço a causa do Reino e a edificação da Igreja. Seu livro é dividido em trinta capítulos, cujo conteúdo é uma série de oportunas exortações que uma vez levadas a sério podem promover significativas mudanças na vida e no ministério de muitos pastores. Trata-se de uma que aborda temas relevantes sob uma perspectiva bíblica e pastoral. Recomendo, com entusiasmo, aos pastores e líderes a fim de que sejam edificados na Palavra e tenha seus corações renovados no objetivo de viver e pastorear para glória de Deus.

Dê uma olhada no sumário e leve em consideração algumas FRASES QUE PROVOCAM A REFLEXÃO.

1. Irmãos, nós não somos profissionais.“Nós pastores, estamos sendo massacrados pela profissionalização do ministério pastoral. A mentalidade do profissional não é a mentalidade do profeta. Não é a mentalidade do escravo de Cristo. O profissionalismo não tem nada que ver com a essência e o cerne do ministério cristão”. Quanto mais profissionais desejamos ser, mais morte espiritual deixaremos em nosso rastro. Pois não existe a versão profissional do “tornar-se como crianças (Mt 18.3); não existe compassividade profissional (Ef. 4.32); não existem anseios profissionais por Deus (Sl 42.1). (p.15)

2) Irmãos, Deus ama a sua glória.O amor de Deus pela glória de seu nome é o manancial da graça e a rocha da nossa segurança”. (p. 22)

3) Irmãos, Deus é amor.Diamantes são valiosos pela sua raridade e pela dificuldade de encontrá-los. Deus é infinitamente valioso, pois é o ser mais raro e não pode ser feito, nem nunca foi criado. (p. 26)

4) Irmãos, vivam e preguem a justificação pela fé.Pregar e viver a justificação pela fé glorifica a Cristo, resgata pecadores desesperados, encoraja santos imperfeitos e fortalece igrejas frágeis. A história testemunha: a pregação dessa verdade, cria, reforma e reanima a igreja. (p. 33)

5) Irmãos, cuidado com a ética do devedor.“A motivação dos cristãos é tão importante quanto seus atos, pois o motivo equivocado arruína as boas ações”. (p.49)

6) Irmãos, diga-lhes para não servirem a Deus.6. A Bíblia está interessada em nos afastar da idolatria do serviço ao Deus vivo e verdadeiro (1 Ts 1.9). Além disso, ela almeja impedir-nos de servir ao Deus verdadeiro da forma errada. (p. 55)

7) Irmãos, considerem o hedonismo cristão.O desejo de ser feliz é a motivação louvável para toda boa obra, e se você desistir de buscar a própria felicidade, será incapaz de amar o ser humano ou de agradar a Deus. (p. 62)

8) Irmãos, vamos orar.Existe uma coisa que Deus ama muito mais do que abençoar o mundo: ele ama abençoar o mundo como resposta de oração. (p. 70)

9) Irmãos, cuidado com os substitutos sagradosO ministério é o pior inimigo de si mesmo. Sua destruição não é causada pelo grande lobo desse mundo. Na verdade, ele se autodestrói. A maior ameaça à nossa oração e meditação na Palavra de Deus é a nossa virtuosa atividade ministerial. (p. 75)

10) Irmãos, lutem por sua vida.A maioria dos nossos irmãos não faz idéia do preço que se paga por duas ou três mensagens semanais em termos de exaustão espiritual e intelectual. (p. 81)

11) Irmãos, vamos indagar o texto.Para alimentar nosso povo é necessário dar continuidade à compreensão da verdade bíblica. Devemos ser como Jonathan Edwards que tomou as decisões na época da faculdade e manteve suas resoluções por toda vida: “Resolvi estudar as Escrituras com tanto afinco, constância e freqüência que serei capaz de perceber claramente meu crescimento progressivo no conhecimento delas”. (pg. 89)

12) Irmãos, Bitzer era banqueiro.Qual será a conseqüência para uma denominação quando o conhecimento do grego e hebraico não é almejado e incentivado no trabalho pastoral? Não se trata apenas de oferecer ou admirar esse conhecimento, mas de estimá-lo, buscá0lo e desenvolvê-lo.

13) Irmãos, leiam biografias cristãs.A biografia cristã é uma forma de o corpo vivo da igreja atravessar os séculos. Essa comunhão entre vivos e mortos é crucial, especialmente para os pastores. (p.105)

14) Irmãos, exponham aos irmãos porque Deus inspirou textos difíceis.O que significa para a vida, a cultura, a história e para a adoração o fato de Deus ter dado ao cristianismo um livro composto de alguns textos tão intelectualmente extenuantes e ainda edificar a igreja por meio deles? (p.113)

15) Irmãos, salvem os santos.
Meu erro foi pensar que somente a salvação dos perdidos dependia da minha pregação, e não a salvação da igreja. (p.121)

16) Irmãos, devemos sentir a verdade do inferno.Mesmo que eu tentasse fazer do “lago de fogo” (Ap.20.15) ou da “fornalha ardente” (Mt 13.42) um símbolo, sinto-me confrontado com o pensamento aterrorizante de que símbolos não são hipérboles da realidade, mas, sim sua descrição suavizada. (p.130)

17) Irmãos, conduzam pessoas ao arrependimento mediante o prazer delas.17. O arrependimento é o primeiro passo espiritual na estrada do Calvário para obedecer a Jesus de maneira radical. (p.135)

18) Irmãos, exaltem o significado do batismo.O povo visível de Deus não é mais constituído pelo nascimento natural, mas pelo novo nascimento e sua expressão por meio da fé em Cristo. (p.150)

19) Irmãos, nossa aflição serve para o conforto deles.As aflições sofridas pela família de Deus procedem do Pai celestial para o nosso bem. (p. 153)

20) Irmãos, deixem o rio se aprofundar.Sempre tive a impressão de que as obras do renomado estudioso britânico do Novo Testamento, Frederick F. Bruce, eram desnecessariamente irrelevantes. Lendo suas memórias, In Restrospect, descobri um dos motivos. Nela, ele faz a seguinte afirmação: “Não gosto de falar, principalmente em público, sobre coisas que significam muito para mim”. Quando alguém exclui o que valoriza de suas obras e conversas, a esterilidade se instala. Quanto a mim, eu diria oposto: “Não gosto de falar, principalmente em público, sobre coisas que não significam nada para mim”.

21) Irmãos, não lutem contra os tanques da carne usando zarabatanas legalistas.O legalista normalmente é uma pessoa de grande moral. (p.169)

22) Irmãos, não confundam incerteza com humildade.De tempos em tempos, pastores são envolvidos em controvérsias por amor à verdade, pelo bem da igreja e para glória de Deus. A controvérsia é algo doloroso, mas necessário. (p. 174)

23) Irmãos, digam-lhes que o de cobre é suficiente.Jesus também disse que quem crê no dinheiro recebido como algo destinado a proporcionar mais conforto pessoal na terra é insensato. O sábio reconhece que todo o seu rendimento pertence a Deus; ele deve ser empregado de modo a deixar claro que Deus, e não o dinheiro, é seu tesouro, seu conforto, sua alegria e segurança. (p. 184)

24) Irmãos ajudem o povo a suportar e ministrem em meio à calamidade.Ore. Peça a Deus para ajudar você e as demais pessoas a quem deve ministrar. Peça sabedoria, compaixão, força e palavra apropriada. Peça que todos os que estejam sofrendo sejam capazes de olhar para Deus e ver nele seu auxílio, esperança, cura e força. E que sua boca seja como uma fonte de vida. (p. 190)

25) Irmãos, transmitam-lhes a paixão divina por missões.Podemos ser os que vão, os que enviam ou os que desobedecem. Mas ignorar a causa não é uma opção cristã. ( p. 212)

26) Irmãos, cortem a raiz do racismo.Independente de sua avaliação sobre a vida e a estratégia da ação não violenta de Luther King, ele articulou e simbolizou um grande sonho ainda não realizado. E uma das tarefas do ministério pastoral é transformar esse sonho em uma visão bíblica de Deus – um propósito mundial, e então chamar a igreja para fazer parte consciente disso também. (p. 219)

27) Irmãos, soem a trombeta pelos nascituros.Venho pregando sobre o terrível pecado e a injustiça da realidade do aborto e sobre a glória da causa da vida, pelo menos uma vez por ano na igreja. (p. 225)

28) Irmãos, concentrem-se na essência de adoração, não na forma.Uma das razões que levaram os puritanos a chamar as igrejas de “casas de reunião” e manter o estilo simples foi o desejo de desviar a atenção do lugar físico para o interior – a natureza espiritual da adoração.

29) Irmãos, que cada um de vocês ame sua mulher.Ah, como é crucial que o pastor ame a sua esposa. Esse amor traz alegria e estímulo para a igreja. Faz dessa união estímulo para outros casais. Sustenta a honra do ofício dos presbíteros. É uma bênção para os filhos, pois propicia a eles um abrigo amoroso. Manifesta o ministério do amor de Cristo pela igreja. Evita que as orações sejam interrompidas. Alivia os fardos do ministério. Protege a igreja dos escândalos devastadores. E satisfaz a alma à medida que encontramos nossa alegria em Deus enquanto buscamos na alegria da pessoa amada. Isso não é irrelevante meus irmãos. Amar o cônjuge é essencial para o ministério. É um ministério. (p.259)

30) Irmãos, orem pelos seminários.Não se pode enfatizar exageradamente a importância do seminário na formação teológica e espiritual de igrejas, denominações e instituições missionárias. Porém, o tom das aulas e dos professores exerce profunda influência no tom do púlpito. (p. 273) Gerações de fiéis estão em risco. Portanto, que eles sejam o motivo da nossa oração. (p. 278)
O referido livro, IRMÃOS, NÓS NÃO SOMOS PROFISSIONAIS, é publicado pela Shedd Publicações e pode ser adquirido pelo site: http://www.vidanova.com.br/ Vale apena você ler!