quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A SECULARIZAÇÃO DO NATAL.


O nascimento de Jesus Cristo foi uma decisão de Deus. O natal não foi a história de um nascimento casual, sem planejamento. O nascimento de Jesus não foi um descuido nem simplesmente a escolha de um casal comprometido pelo amor. O natal foi decisão de Deus. Foi iniciativa do céu, decretado na eternidade e realizado na plenitude dos tempos.

O natal foi um nascimento singular. Não houve nem haverá nenhum outro igual. O nascimento de Jesus não foi o concurso do relacionamento conjugal de José e Maria, mas a intervenção soberana do Espírito Santo de Deus nela, de tal maneira, que o seu filho não herdaria o pecado de Adão, nem seria semente do homem, mas da mulher.

O natal é um nascimento majestoso. Mesmo cercado de pobreza, pois não havia lugar para José e Maria nas hospedarias de Belém, precisando eles encontrar abrigo numa manjedoura para Jesus nascer, ele nasceu como Rei dos reis. Os magos do Oriente prostraram-se aos seus pés reconhecendo nele o rei, o sacerdote e o profeta.

No entanto, a despeito dessa história sem igual o Natal tem sofrido um processo de secularização. O povo brasileiro, demasiadamente crédulo e supersticioso, por inadvertidamente distorce o sentido do verdadeiro Natal e favorece a paganização. A secularização do Natal tem duas marcas principais:

1) UM INTRUSO CHAMADO PAPAI NOEL.Papai Noel começou a existir, segundo a tradição, na pessoa de São Nicolau, bispo de Mira, na Ásia Menor, no século IV d.C. Ele, segundo a tradição, foi um homem bondoso, que gostava muito das crianças, principalmente das pobres, a quem dava presentes. Essa figura mais tarde imortalizou-se num símbolo, que recebeu o nome de Papai Noel.

O tempo passou e um mito tomou o lugar de uma pessoa, Papai Noel tomou o lugar de Cristo. O Natal foi paganizado e secularizado. O sentido do Natal mudou. Até o Papai Noel mudou. O Papai Noel moderno é um mito, uma lenda, uma criação do comércio voraz. O Papai Noel de hoje é uma caricatura do espírito natalino; ele está na contra mão do sentido do Natal. O Papai Noel foi concebido no ventre do consumismo materialista. Ele está a serviço do espírito mercantilista

Papai Noel é um intruso, é uma farsa, uma mentira, um roubador de cena. Os holofotes precisam estar colocados sobre Jesus e não sobre ele.

Jesus é o dono, o sentido e a razão do Natal. Natal sem Jesus é festa pagã. Natal sem Jesus é festa gastronômica. Natal sem Jesus é apenas mercantilismo vazio. O conteúdo do Natal é salvação. O espírito do Natal é doação. É Deus se fazendo homem, o rico se fazendo pobre, o senhor se fazendo servo. Natal é dádiva de amor. O Natal é para todos. O Natal é Jesus.

Precisamos devolver o Natal ao seu legítimo dono. Precisamos dar a glória devida a Jesus e fazer dele o centro do Natal.

Outra marca da secularização do Natal é a...
2) UM JESUS QUE A BÍBLIA NÃO RECONHECE.

O nome de Jesus é muito conhecido e ignorado. Esse é um grande paradoxo. Ao mesmo tempo que se fala muito em Jesus, se conhece muito pouco sobre a pessoa bendita de Jesus Cristo, tal como a Bíblia o apresenta. QUEM É JESUS PARA O POVO BRASILEIRO? Essa pergunta é importante, tendo em vista que há uma absurda deturpação perceptível nas muitas caricaturas de um Jesus que a Bíblia não reconhece. Vejamos:

1) O Jesus milagreiro.A visão difundida por muitos, inclusive por algumas igrejas, é que Jesus é um milagreiro, pronto para curar qualquer de caso de enfermidade com a manifestação de uma força espiritual. Por trás desse espírito algumas igrejas se autodenominaram prontos-socorros espirituais quando na verdade o que acontece é curandeirismo em nome da fé. Isso é um desserviço ao evangelho. Esse suposto Jesus que mais parece um curandeiro é uma deturpação da pessoa do Senhor Jesus.

2) O Jesus Morto.Na maioria das repartições publicas, no retrovisor dos automóveis e estabelecimentos comerciais é possível observar o cristo morto dos crucifixos. Uma figura inoperante que não inspira esperança, mas comiseração. O crucifixo retrata e difunde a cruz como a derrota de Jesus Cristo. A figura do mártir bonzinho que foi morto e ponto final é um crime contra a pessoa do Senhor Jesus.

3) O Jesus da publicidade.Da camiseta ao chaveiro. Do adesivo no carro ao boné e em tantas outras bugigangas observamos um Jesus que é uma marca. É altamente rentável trabalhar com a imagem de Jesus, tendo em vista que ele parece cobrar direito de imagem. No Maranhão até um refrigerante levou a marca Jesus e fez tanto sucesso que a Coca Cola foi obrigada a comprar para não perder espaço no mercado.

4) O Jesus da LBV
O Jesus, de cabelos loiros e olhos azuis, é o maior garoto propaganda das instituições sociais. A maioria das campanhas com apelo social para socorrer os necessitados tem na figura de Jesus o marketing perfeito. Para muitas pessoas Jesus não é um ser real, mas um espírito que inspira o que há de melhor na humanidade. Para sensibilizar as pessoas não existe nada melhor do que mostrar o Jesus dos pobres e indefesos.


Precisamos comemorar o Natal com uma celebração festiva ao rei Jesus, que nasceu numa manjedoura, viveu como carpinteiro, morreu numa cruz, mas ressuscitou gloriosamente, para oferecer-nos o banquete da salvação. Que prevaleça a verdade sobre o mito!

Não temais, eis que trago boas novas de grande alegria: é que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2.11

Um comentário:

Isabel Cristina disse...

Quando pensamos em Natal a primeira palavra que vem à nossa mente é:"PRESENTES".Verdadeiramente nós temos secularizado o Natal.
Nós não temos noção da dimensão do gesto de Deus para conosco, pois se o tivéssemos jamais tentaríamos substituir Cristo por Papai Noel!
Espero, sinceramente, que consigamos restaurar o real significado do natal, CRISTO!

Que Deus continue a abençoá-lo, Pr. Judiclay!