sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

UM NOVO ÂNIMO NO ALVORECER DE 2009

O apóstolo Paulo, na menor de suas epístolas, faz um sincero pedido a Filemom: “Reanime o meu coração em Cristo”. (20) Mesmo Paulo, um gigante da fé, estava cansado. Na ocasião ele estava preso em Roma e chama a si mesmo de “Paulo, o velho”. (9) Na esperança de ser libertado em breve, ele também pediu: “Prepara-me um aposento”. (22) Paulo aguardava dias melhores, um novo ânimo e liberdade.

Todo ser humano - santos e pecadores, está sujeito a perder o ânimo, “aquela força motriz que põe tudo em movimento”. O desafio é receber um novo ânimo para continuar a jornada. Moisés, o experiente líder de Israel, deu uma necessária palavra de encorajamento a Josué, seu sucessor na liderança do povo: “Não tenha medo! Não desanime!” (Dt 31.8) Moisés sabia que sem ânimo, não se sai do lugar, não se avança, não se conquista nada.

Muitos chegam exaustos ao final de um ano de muitos desafios. Esse cansaço pode não ser apenas físico – emocional, mas também espiritual. Ninguém é capaz de manter o ânimo em todo tempo e em todas as circunstâncias. É certo que uma boa saúde, uma boa situação financeira, um bom relacionamento familiar podem tornar o desânimo menos freqüente, todavia nossa humanidade nos torna sujeitos ao desânimo.

Se você está desanimado, saiba que Deus é a fonte de todo genuíno ânimo. Pouco importa se a causa é por você conhecida ou não, se é de dentro para fora ou de fora para dentro. Deus pode usar pessoas, como Paulo mesmo pressupõe ao pedir a Filemom; pode mudar situações para lhe dar um novo ânimo no alvorecer de 2008.

Que o bendito e Santo Espírito de Deus, nos ajude a entender e a experimentar as verdades anunciadas pelo profeta Isaías:

“Aos cansados ele dá novas forças e enche de energias os fracos. Até os jovens se cansam, e moços tropeçam e caem; mas os que confiam no Deus Eterno recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam.” Isaías 40.29-31


EXISTE MESMO VÍCIO EM INTERNET?

Na Revista Americana de Psiquiatria (American Journal of Psychiatry) de março de 2008, o Dr. Jerald J. Block comenta que a adicção (dependência) da internet parece ser uma desordem mental que merece ser incluída na próxima edição da Classificação Internacional das Doenças usada nos EUA (DSM-V), e mostra resultados de pesquisas nesse sentido. O diagnóstico da desordem que engloba o uso compulsivo-impulsivo de computador, seja on line ou off line, consiste de três subtipos de vício: jogos excessivos, preocupações sexuais e mensagens tipo e-mail ou textos. E qualquer uma dessas modalidades de dependência tem em comum quatro componentes: (1) excessivo uso, freqüentemente associado com perda da noção do tempo ou negligência de necessidades básicas; (2) abstinência, com sintomas de raiva, tensão e/ou depressão quando o computador está inacessível; (3) tolerância, que inclui a necessidade de obter melhores computadores, melhores softwares, ou mais horas de uso, e (4) repercussões negativas, incluindo argumentos, mentiras, isolamento social, pobres realizações e fadiga.
Pesquisas sobre vício com internet têm sido feitas na Coréia do Sul depois que dez pessoas morreram por problema cardíaco quando estavam numa Internet Café (lan house) e após assassinatos muito semelhantes aos que existem em videogames. Naquele país, considera-se a dependência de internet um sério problema de saúde pública. Segundo dados do governo coreano de 2006, aproximadamente 210 mil crianças sul-coreanas entre 6 e 19 anos de idade estão sofrendo disso e requerem tratamento. Talvez 80% precisarão medicamentos e 20% a 24%, internação hospitalar.Um adolescente sul-coreano gasta, em média, 23 horas por semana em jogos na internet e há um aumento do número de jovens que faltam às aulas ou ao trabalho para ficar mais tempo no computador. Por isso, até junho de 2007 eles treinaram 1.043 conselheiros para o tratamento de vício em internet, e estão introduzindo métodos preventivos nas escolas.Na China, de acordo com Dr. Block, 13,7% dos adolescentes chineses se encaixam no diagnóstico de adicção pela internet, o que dá cerca de 10 milhões de jovens.
Nos Estados Unidos, por incrível que parece, ainda faltam dados, porque as pessoas acessam computadores para coisas pessoais muito mais tempo estando em casa, ficando difícil fazer uma estatística apurada. Estima-se que 86% dos viciados em internet apresentem algum outro diagnóstico de desordem emocional classificável clinicamente (sob o ponto de vista médico). Conseqüências desse vício incluem quantidade de sono inadequado, atrasos no trabalho, ignorar obrigações familiares, problemas financeiros e legais, etc.
Como saber se uma pessoa está viciada em internet? Ela precisa responder com um “sim” a cinco das questões abaixo e sem estar num episódio maníaco da doença bipolar:
1. Você se sente preocupado com a internet (fica pensando nas conexões que fez ou nas que pretende fazer)?
2. Sente necessidade de usar a internet cada vez mais tempo a fim de obter satisfação?
3. Tem feito repetidos esforços sem sucesso para tentar controlar, cortar ou parar o uso da internet?
4. Se sente cansado, de mau humor, deprimido ou irritável quando tenta diminuir ou parar o uso da internet?
5. Permanece conectado mais tempo do que havia planejado?
6. Tem comprometido ou arriscado a perda de relacionamentos significativos, trabalho, oportunidades educacionais ou de carreira por causa da internet?
7. Tem mentido para membros de sua família, profissional de saúde ou outros para ocultar a extensão do envolvimento com a internet?
8. Usa a Internet como um meio de escapar de problemas ou para obter alívio de sentimentos de desajuda, culpa, ansiedade, depressão?
Como lutar contra isso? (1) Admitir que existe o problema e estar disposto a mudar; (2) restringir o tempo de uso do computador; (3) avaliar se não se trata de algo secundário a um problema de desenvolvimento (crianças e jovens); (4) pais devem dar bom exemplo não sendo dependentes também de internet ou outra coisa; (5) as crianças e jovens só devem ter acesso à internet após realizar as tarefas da casa e da escola; (6) quebrar o padrão de uso do computador, por exemplo, se a pessoa logo que acorda de manhã vai checar e-mails, ela pode primeiro tomar um banho, tomar o desjejum, ou se logo que chega em casa após o trabalho/escola acessa a internet, ela pode primeiro tomar um banho, jantar...; (7) colocar um “timer” ou relógio com alarme ligado para certa hora, e ao ele disparar, interromper o uso do computador; (8) avaliação psiquiátrica/psicológica para adultos, pois pode estar ocorrendo um transtorno emocional que leva a pessoa ao vício em internet.
Fonte: (Cesar Vasconcellos de Souza, www.portalnatural.com.br)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

GENOCÍDIO HOMOSSEXUAL?

Por Solano Portela
A Folha de São Paulo, neste dia 09 de dezembro de 2008 traz uma carta, no “Painel do Leitor” discutindo notícias recentes sobre assassinatos de homossexuais em uma praça de São Paulo, que vêm sendo correntemente investigados pela polícia. Nela, o missivista fala de um “genocídio de homossexuais” que estaria ocorrendo no Brasil. Obviamente, como cristãos e cidadãos ordeiros dessa nação brasileira, somos contra qualquer assassinato. Acreditamos até que a punição corrente para esses crimes seja por demais suave, quando comparada com as determinações bíblicas que especificam a pena de morte para a retirada da vida de pessoas que são formadas à imagem e semelhança de Deus. No entanto, esse rótulo de “genocídio homossexual” é curioso, estranho e intrigante.

O autor da carta e da expressão é um militante da causa homossexual, de presença amiúde nas páginas dos jornais. Com um currículo impressionante, ele é Chefe do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia; membro da Comissão Nacional de Aids, do Ministério da Saúde (CNAIDS) e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação do Ministério da Justiça. Para que não paire a falsa idéia de que ele é prestigiado apenas pelo presente governo, o Sr. Luiz Mott foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Rio Branco pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ele é um dos principais promotores da chamada “lei contra a homofobia” (PLC 122/2006), que tramita no Senado Federal e que já foi alvo de alguns posts neste Blog (veja aqui, aqui e aqui). Promove, também, outras leis semelhantes que estão sendo aprovadas por municípios e estados desse nosso país. Uma das pérolas nauseabundas de sua lavra é um texto no qual coloca em dúvida a historicidade de Jesus, para, a seguir, afirmar que se há qualquer veracidade nos relatos bíblicos, o que sobressai é um Jesus que é sodomita ativo e um apóstolo João como um de seus amantes. Paro por aqui, sem entrar em detalhes mais obscuros e pornográficos de outros textos de sua autoria e promoção. Informo, em adição, que o Luiz Mott tem contestado algumas acusações que tem recebido, em vários blogs, nesta sua página.

Interessa-me, na realidade, analisar a sua expressão e a divulgação freqüente de que atravessamos um “genocídio homossexual” em nosso país. Uma das estatísticas mais utilizadas (faça uma pesquisa no Google) é a de que “a cada três dias um homossexual é assassinado no Brasil” (veja, por exemplo, aqui e aqui). Essa tem sido a principal bandeira para promover o malfadado Projeto de Lei já mencionado, supostamente contra a homofobia. Recentemente, estive em um evento e ouvi um Ministro de Estado repetir essa mesma estatística, sem pestanejar, nem ponderar. A inferência desse número, é que isso retrataria uma brutalidade e ataque intenso aos homossexuais em nosso país. Os gays necessitariam, portanto, da proteção dessa lei contra tal intolerância. Para chegar a esses números, e afirmar que, no Brasil, “tivemos 122 mortes, neste ano, superando o México e os Estados Unidos”, Mott compilou os seus dados através do método duvidoso de referir-se às notícias dos jornais, por inexistência de “estatísticas oficiais”. Segundo Mott, o Brasil atravessa um “homocausto” (trocadilho que procura associar a morte de homossexuais ao Holocausto)!

Repetindo, acredito na lei de Deus e em seus princípios de justiça, bem como na dignidade humana. Repudio, portanto, qualquer tipo de assassinato ou crueldade contra qualquer pessoa. Sobre essas estatísticas e sobre a terminologia que está sendo utilizada, entretanto, pondero o seguinte:

1. Em primeiro lugar, a utilização da expressão “genocídio” é interessante, curiosa e contraditória. A palavra tem a sua origem com o trabalho do judeu polonês, Raphael Lemkin, que protestava as ações dos “atos bárbaros” da Alemanha nazista. Em 1944, ele cunhou o termo em seu livro “O Domínio do Eixo na Europa Ocupada”. Lemkim pegou a palavra grega “genos”, que significa “raça”, “tribo”, “grupo étnico”, unindo-a ao sufixo latino “cidium”, que significa “ato de matar”, “assassinato” - resultando na palavra genocídio, ou seja, o assassinato de uma raça ou de um grupo étnico. Quando um homossexual se refere a assassinatos de homossexuais como sendo “genocídio homossexual”, está atribuindo um determinismo genético ao homossexualismo (equacionando a prática com “raça”, “tribo”, “grupo étnico”). Ocorre que, curiosamente, eles próprios têm se posicionado contra a noção de que existe uma inclinação biológica ou genética à prática. Afinal, uma das grandes bandeiras do movimento gay é sobre “o direito de opção sexual”: ser-se aquilo que se quer ser, em vez de procurar ser aquilo que biologicamente são. Rebelam-se contra a noção de que Deus criou dois sexos, e não três ou quatro. Colocam na pessoa a definição de sua sexualidade, e não no Criador. Pois bem, ao clamar “genocídio”, contradizem-se em sua própria argumentação.

2. Segundo, alguma coisa está sendo perdida nessa estatística. A cada ano, 50.000 brasileiros são assassinados, o que dá 138 brasileiros por dia, ou 414 a cada três dias. Se a questão é que “um homossexual é assassinado a cada três dias”, isso dá 1 a cada 414 pessoas. Ou seja, 0,25% dos assassinatos totais.

3. Ocorre que “... o movimento gay declara que o número de homossexuais na população brasileira atinge o percentual de 10%...”. Juntando essas duas afirmações, se verídicas (procedem, ambas dos grupos gays) chega-se à conclusão que morrem menos homossexuais do que o restante da população (414 x 10% = 41). Isto é, morrem 40 vezes menos homossexuais do que heterossexuais. De acordo com essas estatísticas distorcidas, a melhor forma de escapar com vida, no Brasil, é virar gay.

4. A questão, que essa discussão evita, é que mata-se indiscriminadamente no Brasil e isso não é restrito a um segmento ou grupo em particular. É verdade que falar genericamente dos assassinatos, da falta de lei, da violência contra os cidadãos, não “dá mídia” nem impressiona tanto, quanto as estatísticas do Mott. Por exemplo, o movimento Rio de Paz fez recente manifestação nas praias cariocas apontando a cruel estatística de que somente nos últimos dois anos, na cidade do Rio, há o registro de 9.000 desaparecidos. Destes, 6.300 foram presumidamente assassinados e nunca retornarão aos lares. Vários desses foram mortos com requintes de crueldade, no chamado “micro-ondas”, onde as pessoas condenadas a morrer são colocadas em pneus nos quais toca-se fogo, carbonizando a vítima. Esse “crematório individual”, praticamente impede a identificação dos restos mortais. Isso é um arremedo tropicalizado, mais sofisticado e mais cruel, daquilo que a gang de Winnie Mandela, na África do Sul (conhecida como Mandela Football Club) praticava contra os desafetos (lá, era um pneu, só, em chamas, colocado ao redor do pescoço), nas décadas de 70/80. Antônio Carlos Costa (líder do Rio de Paz) aponta que se fez um escarcéu enorme com 138 ativistas políticos que desapareceram na época do regime militar, mas ninguém aparenta dar a mínima com esses desaparecidos e essa matança indiscriminada de agora.

5. É curioso, portanto, que um grupo específico, manipule dados e formule estatísticas enganosas. É intrigante, que na contabilidade do Sr. Mott, homossexuais só morrem – eles não matam. É surpreendente como realidades são ignoradas, como no caso desses assassinatos mencionados no início deste texto, no Parque dos Paturis, em Carapicuíba ninguém aponta que o principal suspeito, preso em 10 de dezembro de 2008, um ex-PM, aparenta ser igualmente homossexual. Ele procurava encontros naquela localidade (uma das testemunhas informou que esteve com ele em um motel, nas vizinhanças). A mídia Esquece que os “ativos” são igualmente homossexuais. E assim, com essas frases e “estatísticas” de efeito, contando com apoio e projeção governamental, os gays e simpatizantes procuram impor uma lei da mordaça heterofóbica, sob o suposto manto de uma pretensa proteção à violência social que impera em nossas plagas; quando a violência não enxerga cor, raça ou sexo. Pior, ainda, é que essa lei é voltada contra as convicções e liberdades religiosas; contra princípios de acato à instituição da família, em vez de contra criminosos de verdade e assassinos de fato.

A triste realidade é a de que o governo tem abdicado de suas responsabilidades de proteção à vida, como sendo a prioridade número um de suas funções. Sofrer violência não é característica de um grupo específico, mas é conseqüência da impunidade e da omissão do estado. Provavelmente deveríamos formar um grupo: os OHEB – Órfãos Heterossexuais do Estado Brasileiro. Quem sabe conseguimos promulgar uma lei que nos proteja?
Fonte: O temporas, O mores

A BÍBLIA

Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e Luz para os meus caminhos. Salmo 119.105

A Bíblia é o livro dos livros. Inspirado por Deus, escrito pelos homens, concebido no céu, nascido na terra, odiado pelo inferno, pregado pela igreja, perseguido pelo mundo e crido pelos fiéis.

A Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido e o mais desconhecido. É o livro mais amado e o mais odiado. É o livro mais obedecido e o mais escarnecido. É o mais pregado e o mais combatido.

A Bíblia tem sido o farol de Deus na escuridão da história. Ela é o mapa que norteia o caminhante. A Bíblia é o coração de Deus aberto. É o braço de Deus estendido. É a vontade de Deus declarada. Milhões de pessoas têm encontrado na Bíblia a resposta para os seus dilemas.

Na Bíblia os céus e a terra se abraçam. O infinito toca o finito. O eterno invade o temporal. O divino e o humano se encontram.

A Bíblia é a espada do Espírito - poderosa arma de combate contra as hostes inimigas que conspiram contra nós, que com sutilezas vis tentam nos arrastar na correnteza do pecado e nas seduções do mundo.

A Bíblia é o bisturi de Deus que corta e amputa os tumores infectos da alma e cirurgia os abcessos do coração. A Bíblia é o livro de medicina da alma; porque “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”. (Sl 19.7).

A Bíblia é fogo que consome as impurezas da nossa vida e queima a pragana que suja a nossa alma. A Bíblia é martelo que quebra as nossas resistências e a dureza pertinaz do nosso coração.

A Bíblia é o livro de Deus. É o livro do céu. É o livro dos livros. É o livro acorrentado que tem trazido livramento. É o livro queimado nas fogueiras que tem tirado vidas das chamas do inferno.

É o livro odiado que tem ensinado o perdão. É o livro que aponta para a salvação, pois tem como tema central o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A MÔNICA NÃO É MAIS A MESMA

A turma da Mônica cresceu, mas certas temáticas continuam as mesmas. No site Turma da Mônica Jovem, o criador dos personagens, Maurício de Souza, justifica a iniciativa: “Há tempos eu tinha vontade de criar esse projeto. E muitos leitores pediam para ver a Turma mais ‘crescidinha’. Depois de estudar e pesquisar muito para unir o estilo mangá com o do nosso estúdio, fiquei bastante feliz com o resultado. Espero que os leitores também fiquem! As histórias serão em preto-e-branco, como nos mangás, cheias de ação, magia, aventura, humor (é claro) e até pitadas de romance. As principais características dos personagens foram mantidas, mas com algumas mudanças absolutamente necessárias para que Turma da Mônica Jovem repita o sucesso da Turminha. ... Além da Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão, aparecem o Franjinha, a Marina e até o Anjinho (espere pra ver como ele ficou). ... Durante um período, vamos sentir a receptividade dos leitores e, com o tempo, pretendemos abordar questões pertinentes à adolescência, como namoros, sexo e até drogas. ...”

Além do visual sexy de alguns personagens, nota-se que a predileção por temas ocultistas e espiritualistas continua na nova revista. Coisa que Maurício já havia feito em edições antigas da turma ainda criança.



A participação dos evangélicos na política brasileira

Há quarenta anos vivíamos o fim de um paradigma: a hegemonia das igrejas históricas no protestantismo no Brasil, e um “destino manifesto” civilizatório (protestantismo = democracia + progresso). O Estado Laico, os colégios inovadores, a ética do trabalho e do abandono dos vícios caminhavam juntos nessa construção, com os nossos intelectuais orgânicos e a ação aglutinadora da Confederação Evangélica. A “derrota dos comunistas”, em março de 1964, fora lida como resultado do Dia Nacional de Jejum e Oração liderado por setores “renovados” em 15 de novembro de 1963, que também abandonaram o seu passado e fizeram as pazes com o autoritarismo, cooptados pelo regime. Mais do que o adesismo de uma minoria de inocentes úteis, áulicos ou oportunistas, a ideologia que vivia a triunfar é a da alienação: “política não é lugar para crente”. A ideologia do “destino manifesto” civilizatório foi esquecida, desconhecida pelas novas gerações. Concentramo-nos em debates sobre o milênio e a tribulação, pois, quando não se atua neste mundo, se pensa no “outro” mundo. A construção de um pensamento evangélico latino-americano foi deixada de lado, pela importação de correntes teóricas e dos setores mais conservadores dos Estados Unidos. O evangelicalismo das missões viu triunfar o fundamentalismo.
Nesse regime militar, nova geração (a maioria de igrejas históricas) retomaria a reflexão e a ação, dentro dos espaços da pastoral estudantil, das agências de serviço, das escolas de pensamento, em ministérios não-denominacionais. A Teologia da Missão Integral foi uma lufada de ar fresco em um contexto estéril, preocupado com a “salvação das almas”. Desse espaço sairiam os criadores de movimentos apontando para a responsabilidade social e política dos cristãos, em campanhas como “Evangélicos pela Constituinte”, “Diretas Já”, eleições presidenciais de 1989, “Fora Collor”, e na proposta do MEP; do setor pentecostal -- que não tinha passado de engajamento -- se desenvolveu a noção de “candidaturas oficiais”, sob o lema “Irmão vota em irmão!”. Retornamos à ordem constitucional, as eleições se tornaram uma rotina, a imprensa e a cátedra são livres, bem como a sociedade civil. As regiões continuam desiguais; não foi fechado o fosso que separa os privilegiados dos apenas incluídos, dos marginalizados e excluídos.
A hegemonia pentecostal/renovada foi breve, atropelada pelo “neo-pós-isso-pseudo-pentecostalismo”, com a teologia da prosperidade, individualista, com os “filhos do Rei” confundindo consumismo com bênçãos. Pode-se falar em um crescimento quantitativo (e com sinais de mobilidade social ascendente) sem correspondência com a dimensão qualitativa, inclusive no espaço público. O “crescimento” não implicou a formação de cidadãos mais éticos e responsáveis, nem a redução dos males nacionais.
Para o evangélico médio, política é sinônimo de partidos e eleições. Daí o “avivamento” cíclico da profusão de candidaturas, desde as “oficiais” às resultantes de “profecias”, de níveis aquém do desejado e de resultados eleitorais cada vez mais escassos. Se o crente comum não recebe ensino sobre como fazer diferença na vida em sociedade, aqueles que ocupam posições nos poderes do Estado são, em geral, carentes de uma proposta diferenciadora ou de uma ética superior. Com a crise das ideologias e a ausência de nitidez dos partidos políticos, os evangélicos, quando se filiam, o fazem já especialmente naqueles menos nítidos, pois sua atuação é individualista e corporativa (em defesa do bem particular das igrejas, e não do bem comum da sociedade). Permanece a ausência de estudos bíblicos sobre ética social, história do pensamento cristão ou história política da igreja. Não havendo o conhecimento acumulado necessário para a reflexão sobre a conjuntura atual, além da não utilização das ferramentas das Ciências Humanas, a ação social (quando ocorre) raramente ultrapassa a dimensão do assistencialismo, ou da instrumentação para o “crescimento da Igreja”, sem relação com um conceito mais amplo de missão ou com uma noção mais bíblica do Reino de Deus. Como segmento expressivo, em disputa de hegemonia entre pentecostalismo/renovacionismo e o neo/pós/isso/pseudo-pentecostalismo, há de se reconhecer que o abandono dos vícios, a ética do trabalho, a valorização da família e o associativismo eclesiástico têm devolvido dignidade e qualidade de vida a milhares de brasileiros. O legalismo-moralismo da santidade passiva, a eclesiologia-gueto e a ausência de uma docência de um discipulado encarnado, não têm levado renascidos a ser o sal e a luz. A História nos tem mudado, mas não sabemos quanto temos mudado a História. A pauta para nosso testemunho cidadão, não decorre apenas da nossa História, da nossa cultura, e da nossa conjuntura, mas de um mundo exterior globalizado, onde não somente o Islã e o esotérico, mas o secularismo militante nos ameaça de fora, enquanto o liberalismo teológico vai abrindo as portas para os mesmos do lado de dentro. Como reagiremos a esses novos desafios?
• Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada.http://www.dar.org.br/

De Ronald Sider para Barack Obama

O autor de O Escândalo do Comportamento Evangélico e do clássico Cristãos Ricos em Tempo de Fome, Ronald Sider, atendeu ao nosso convite e escreveu com exclusividade para a revista Ultimato uma “Carta Aberta ao Presidente Barack Obama”. O artigo na íntegra você vai ler na edição de janeiro-fevereiro de 2009, que começa a circular na próxima semana.

Fundador e atual presidente dos Evangélicos pela Ação Social, Ronald Sider tem sua marca na militância pelo evangelho e pela missão integral. Não é outra a sua preocupação na carta dirigida ao presidente eleito dos Estados Unidos: “Lidere o mundo na construção de um processo multilateral que promova democracia e justiça. As estruturas econômicas globais devem ser reestruturadas tanto para incorporar a realidade das economias emergentes [...]. Os padrões do comércio internacional devem ser direcionados para beneficiar não as nações mais ricas, mas as mais pobres”.


Sider também aponta para o papel e o espaço de atuação das organizações confessionais, sugere uma “correção” de rumo no que diz respeito à legalização do aborto e lembra ao presidente eleito a quantas anda o “prestígio” internacional dos Estados Unidos, o “mais baixo de todos os tempos”. O artigo, com modificações, também está na edição de janeiro-fevereiro da revista “Prism”, cujo editor é o próprio Sider, com circulação agendada para a primeira semana de janeiro.
Fonte: Revista Ultimato

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

CANCELAMENTO DE TAXA TELEFONICA

Eu acabei de votar - deu certo (a atendente me perguntou de que maneira eu tinha sabido da votação - este país é uma piada mesmo).- PELA INTERNET - Gente, isso é sério!

CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA de: R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial)

Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado. Ligue 0800-619619. Não digite nada. Escolha a opção 1- Espere para falar com uma atendente.

Diga que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo. O Projeto de Lei é o de nº 5476. Eles não sabem até quando vai à votação. INTERESSE DE TODOS: cancelar a taxa do telefone. Esse tipo de assunto NÃO é veiculado na TV ou no rádio, porque eles não têm interesse e não estão preocupados com isso. Então temos de correr atrás, afinal quem paga somos nós! O telefone a ser discado (0800-619619, de segunda à sexta-feira das 8 h às 20h) é da Câmara dos Deputados Federais. Ligue para mudar esta situação.

Vamos divulgar!!
Entrando em vigor esta lei, você só pagará pelas ligações efetuadas, acabando com esse roubo que é a assinatura mensal. Este projeto está tramitando na 'COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR' na Câmara. Quantos mais ligarem, maior a chance de acabar com mais esse absurdo. Vamos lutar para que este projeto seja aprovado.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CRISTÃOS IRAQUIANOS REFUGIADOS NA TURQUIA ENCONTRAM DIFICULDADE

TURQUIA (34º) — Na cidade turca de Kurtulus, a língua árabe pode ser ouvida nas ruas. As placas de trânsito são impressas no alfabeto árabe e iraquianos se reúnem em casas de chá.
A maioria desses iraquianos não é muçulmana e não está na Turquia por livre escolha. São refugiados cristãos que deixaram sua terra natal para escapar da violência que cresce contra eles.

É difícil dizer quantos desses cristãos foram para Istambul devido à recente onda de ataques, mas encontrá-los não é difícil. Um refugiado iraquiano de meia-idade que fugiu de Mosul há cinco meses freqüenta a Igreja Ortodoxa Síria na região de Tarlabasi, onde ciganos, travestis e imigrantes do leste da Turquia vivem na esperança de encontrar uma vida melhor na cidade.
Sem querer se identificar, ele disse que não há futuro para os cristãos no Iraque, e que quase todos que ele conhecia queriam deixar o país. Segundo ele, a única esperança para os cristão é países ocidentais abram suas portas aos refugiados.

“Não temos esperança”, ele disse, “Se essas portas não se abrirem, seremos mortos.”
Desde outubro, a violência em Mosul tirou mais de 12 mil cristãos de suas casas e matou mais de 20 pessoas. Em virtude da violência, os cristãos iraquianos imigram para a Turquia antes de se estabelecer permanentemente em outro país, geralmente precedidos por alguns familiares.
Semanas após a fuga dos cristãos da cidade de Mosul para outros vilarejos, para a Turquia e para outras nações, cerca de um terço das famílias relatou que retornou à cidade devido à presença de 35 mil militares e às ofertas de dinheiro feitas pelo governo iraquiano.

Embora a violência no Iraque tenha diminuído por causa da chegada de mais tropas norte-americanas no ano passado, a fuga dos cristãos para a Turquia aumentou. Um terço dos 18 mil refugiados registrados no país procede do Iraque.
Estranhos em uma terra estranha.

O refugiado iraquiano anônimo de Tarlabasi disse que nem mesmo o apelo dos padres o fez ficar em Mosul.
“A Igreja no Iraque não pode impedir as pessoas de partir porque ela mesma não garante nossa segurança”, ele disse.
Esse homem foi para Istambul com sua família, mas ainda tem um filho e uma filha adultos e Mosul. Ele espera se encontrar com seu irmão nos Estados Unidos em breve.
Um grupo de refugiados iraquianos em uma casa de chá na região de Kurtulus, em Istambul, interrompeu seu jogo de cartas para falar com a agência de notícias Compass sobre seus problemas.

“Não conseguimos encontrar trabalho”, disse Jalal Toma, nascido em Bagdá. Ele apontou para um jovem sentado à mesa com eles e disse: “Esse aí trabalha carregando caixas e transportando coisas. O máximo que ele recebe é metade de um dia de trabalho”.
Todos eles cristãos caldeus, um rito católico oriental criado no norte do Iraque, e vieram de Mosul há poucos meses. Estão em subempregos e, para sobreviver, dependem da ajuda financeira de familiares que vivem em outros países.
Eles tiveram de fugir de suas casas rapidamente, levando consigo apenas sua família e deixando carros, casas e a maioria de suas posses. Os homens esperam encontrar familiares que moram no exterior, mas têm pouca esperança de voltar ao Iraque.

É comum que os cristãos iraquianos trabalhem ilegalmente, tornando-se vulneráveis a extorsão.
Refugiados em Istambul dizem que os candidatos ao asilo político podem trabalhar legalmente, mas é normal que os empregadores atrasem no pagamento de seus salários ou os retenham totalmente, uma vez que os estrangeiros têm pouca proteção policial.
O governo turco cobra uma taxa de moradia de U$ 460 por ano e não permite que os refugiados deixem o país até que essa quantia seja paga, fazendo com que fiquem no lá por mais tempo.
Com todos esses obstáculos, para encontrar um emprego estável, muitos refugiados iraquianos quase não têm onde morar.

Tradução: Vanessa Portella
Fonte: Missão Portas Abertas

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

EU RECOMENDO

O Edurado Mano é gente boa. Ele e sua banda é de alto nível técnico. Recentemente eles estiveram em nossa igreja participando do Congresso da Juventude da Betel. Recomendo o Cd dessa turma sobretudo porque se trata de pessoas comprometidas com o Reino de Deus. Se vocês puderem não deixem de ir ao lançamento do EP Canções para Grupos Pequenos. O lançamento será na igreja Orla Rio, na Praia de Botafogo, 158. Que o Senhor continue abençoando vocês!

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ!!!

SUPORTE OS DEFEITOS DOS OUTROS

Por Thomas à Kempis (Século XV)

Aquelas coisas que o homem não aprova em si ou em outros, ele deve suportar pacientemente até que Deus ordene as coisas de outra forma. Talvez seja melhor assim para sua provação e paciência, sem as quais todas as nossas boas ações não devem ser muito valorizadas. Não obstante, você deve orar, quando tem tais impedimentos, para que Deus se digne ajudá-lo, e você possa suportá-lo com contentamento. Mt 6.13.
Se alguém que foi uma ou duas vezes avisado, não parar, não brigue com ele, mas entregue tudo a Deus, para que a vontade dele seja feita (Mt 6.10), e ele seja honrado em todos os seus servos, que bem sabem como fazer o mal se tornar em bem.
Procure ser paciente em tolerar os defeitos e enfermidades dos outros, sejam quais forem; pois você também tem muitas deficiências que precisam ser suportadas pelos outros (1 Ts 5.15; Gl 6.1)). Se você não consegue fazer-se o tipo de pessoa que você gostaria, como poderá conseguir que outra pessoa seja de seu gosto, em todas as coisas?
Nós teríamos gosto em aceitar que os outros fossem perfeitos, mas ainda assim não corrigimos nossos próprios defeitos. Queremos que os outros sejam corrigidos com severidade, e nós mesmos não aceitamos ser corrigidos. A grande liberdade dos outros nos desagrada, contudo não queremos que nos sejam negados nossos próprios desejos. Queremos os outros limitados por ordenanças, e nós mesmos não agüentamos mais nenhuma restrição.
Fica evidente, portanto, o quanto é raro pesarmos nosso próximo com a mesma balança que usamos para nos pesar.
Se todos os homens fossem perfeitos, o que teríamos que sofrer dos outros, por Deus? Mas Deus já o ordenou assim, para que aprendamos a levar os fardos uns dos outros (Gl 6.2). Ninguém é sem defeito, ninguém sem seu fardo, ninguém suficiente em si, ninguém suficientemente sábio sozinho. Mas devemos tolerar um ao outro, consolar um ao outro, ajudar, instruir e admoestar um ao outro (1Co 12.25; 1 Ts 5.14). As adversidades revelam melhor a medida da virtude que cada um tem, pois tais ocasiões não tornam o homem frágil, mas põem à descoberta a espécie de homem que ele é.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O AQUECIMENTO GLOBAL E AS PROFECIAS DO APOCALIPSE

Por Hernandes Dias Lopes
O futuro chegou e chegou desfraldando a bandeira do medo. O aquecimento global era um tema que circulava apenas nos meios acadêmicos; agora, ele é o assunto presente na imprensa, nas escolas, nas igrejas e nas ruas. O aquecimento global é um problema irremediável e irreversível. Não podemos mais neutralizar seus efeitos catastróficos; podemos, apenas, desacelerar seu avanço. As medidas para frear essa catástrofe são quase utópicas e os custos são elevadíssimos.

O aquecimento global é fruto da irresponsabilidade dos governantes e conseqüência da ganância insaciável que domina o mundo contemporâneo. Olhamos para a natureza não como mordomos, mas como exploradores. Deus constituiu o homem como mordomo da natureza e não como seu depredador. Tentamos tirar o máximo dela, sem dela cuidar. Despejamos milhões de toneladas de dióxido de carbono no ar todos os dias. As chaminés das grandes empresas ainda despejam sua mortífera poluição no ar, produzindo doença na população e aquecimento do planeta. Os nossos rios estão se transformando em feridas abertas, que em lugar de levar a vida por onde passam, transportam os sinais da morte. Nossas florestas são devastadas sem critério e sem fiscalização responsável. Estamos destruindo o nosso próprio habitat. Estamos exercendo uma administração criminosa e irresponsável, legando à futura geração um planeta doente, perigoso e nocivo à sobrevivência. Segundo a projeção dos especialistas, o nosso planeta deve aquecer de três a cinco graus nos próximos quarenta anos. Isso produzirá o derretimento das camadas de gelo dos pólos, uma elevação das águas dos oceanos, em alguns lugares, em até quarenta centímetros e, consequentemente, uma inundação de muitas cidades costeiras. Além disso, esse aquecimento implica em desarranjos da natureza, desembocando em secas severas em alguns lugares e inundações imensas e catastróficas em outras.

A vida estará em risco no planeta. O caos parece irremediável. Esse fenômeno mundial está estreitamente ligado às profecias do Apocalipse. O apóstolo João fala de sete selos (Apocalipse 4-7), que são a dolorosa perseguição do mundo contra o povo de Deus. Depois, fala das sete trombetas (Apocalipse 8- 11) que são o juízo de Deus contra o mundo hostil. Essas trombetas são juízos de Deus que caem sobre a terra, os rios, os mares, os astros e os homens. Essas trombetas são juízos misturados com a misericórdia. Elas são uma espécie de urgente e veemente chamado de Deus ao arrependimento. O sol vai aquecer e os homens serão atormentados pelo calor. Os rios e os mares serão portadores de morte e não de vida. A terra será assolada e os homens atormentados. Por não se arrependerem com o sonido das trombetas, eles sofrerão o juízo completo e final com o derramamento das taças da ira de Deus (Apocalipse 15-16).

Precisamos ter os olhos abertos para vermos as contorções da natureza não apenas como fenômenos naturais ou catástrofes desastrosas, mas como trombetas de Deus chamando os homens ao arrependimento. Deus deixa o homem colher o que semeia, mas no mesmo ato da sua disciplina, abre-lhe a porta da graça.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

COM A CHEGADA DE OBAMA À PRESIDÊNCIA DOS EUA, ISRAEL TEME QUE TENHA DE FICAR SOZINHO DIANTE DA AMEAÇA NUCLEAR CONTRA O IRÃ.

A cúpula militar de Israel propôs ao governo do país que prepare “com discrição planos de contingência para enfrentar um Irã nuclear”, que considera a maior “ameaça a sua sobrevivência”. A recomendação está em um documento — cujo conteúdo foi divulgado hoje (dia 23 de novembro) pelo jornal Há’aretz — que o exército entregará no próximo mês ao Conselho de Ministros, como parte da análise da situação para 2009, publicada anualmente pelo Conselho Nacional de Segurança. A cúpula militar adverte que Israel terá que enfrentar “quase sozinho” as diversas ameaças à sua sobrevivência se houver uma aproximação entre Washington, Teerã e o mundo árabe, após a chegada de Barack Obama à Casa Branca. Esses riscos são Irã, em primeiro lugar, e os mísseis de longo alcance de outros países da região, em segundo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

ACORDO POR DEBAIXO DOS PANOS

Por Alberto Dines, 17/11/08

A imprensa brasileira, mais uma vez, se irmana para ludibriar a sociedade. E desta vez com as bênçãos e o beneplácito de duas poderosas instituições: o governo federal e a igreja católica. Na quinta-feira (13/11), foi assinado em Roma um tratado entre o Estado brasileiro e o Vaticano. A imprensa estava toda lá acompanhando o presidente Lula e de comum acordo resolveu comer mosca. O tratado foi anunciado muito discretamente como simples “acordo administrativo”, dentro dos preceitos legais que determinam completa separação entre Estado e Igreja. Na sexta-feira (14), o assunto foi ostensivamente abafado por todos: o Estado de S. Paulo menciona um agradecimento do papa Bento XVI ao presidente Lula pela assinatura do acordo, mas omite o seu teor; a Folha reproduz declaração da CNBB negando qualquer privilégio, mas também não oferece detalhes sobre o que foi assinado; e o Globo situa o tratado no âmbito do ensino religioso.
Para evitar reações políticas, todos os jornalões enfatizaram a presença da ministra Dilma Rousseff na audiência com o papa e com isso o assunto ficou na esfera sucessória. Não é, trata-se de matéria constitucional.
Sábado e domingo silêncio total, tanto da parte dos jornalões como das revistas semanais. A verdade é que este acordo, tratado, concordata, capitulação ou que nome tenha, deveria ter sido amplamente divulgado antes de assinado. Não foi e, pelo visto, se depender da grande imprensa, dificilmente será.
Nem a poderosa mídia eletrônica evangélica protestará porque não está interessada no ensino religioso. O que ela deseja é continuar distribuindo aos seus deputados mais e mais concessões de radiodifusão. Esta é a forma com que o governo gerencia o seu laicismo: oferece vantagens às confissões majoritárias e não se importa em atropelar o espírito e a letra da Carta Magna.

Fonte: Observatório da imprensa.

Detalhe. Para a professora Roseli Fischmann, da USP, em matéria publicada no Último Segundo , se o acordo for ratificado, o Brasil ficará de mãos amarradas. “Se o acordo passar no Congresso, o Brasil dá poder à Igreja [Católica] e veta a si mesmo”, afirma Roseli. A pesquisadora diz acreditar que todas as medidas representem um retrocesso na separação entre Igreja e Estado, conseguida há 119 anos.

O que vem por aí? Só Deus sabe!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

SEGURANÇA PÚBLICA E CIDADANIA

"O papel da Sociedade na luta contra a violência" - este sugestivo tema será amplamente debatido por um time de primeira. O movimento Rio de Paz, juntamente com outras organizações, irá promover esse importantíssimo Fórum. Divulgue e participe!

Dia: 24 de novembro.
Horário: Das 9:00h às 17:30h
Local: ABI- Associação Brasileira de ImprensaAuditório Oscar Guanabarino - 9º andarR. Araújo Porto Alegre, 71 Centro Rio de Janeiro
Capacidade do auditório: 500 lugares.
Evento gratuito

P R O G R A M A Ç Ã O
9:00h - Abertura
Jesus Chediak – Diretor de Cultura – ABI
Antônio Carlos Costa – Presidente do Rio de Paz

9:30h - Segurança Pública e Pacto Social
Jacqueline Muniz – Doutora em Ciência Política pela Sociedade Brasileira de Instrução - SBI/IUPERJ
Mário Sérgio de Brito Duarte – Coronel da PM-RJ e ex-Comandante do BOPE

11:00h – Os Números da Violência
Ana Paula Miranda – Professora do IUPOL-Universidade Cândido Mendes e Coordenadora do Instituto
Pereira Passos
Vinícius George - Secretário Geral do Sindicato dos Delegados de Polícia do Rio de Janeiro

12:00h – Intervalo

14:00h – A Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro nos Últimos 20 Anos
Jorge Antonio Barros - Jornalista e autor do blog Repórter de Crime, do Globonline
Ubiratan Ângelo - Coronel da PM-RJ

15:00h – As Principais Violações dos Direitos Humanos no Estado do Rio de Janeiro
João Tancredo – Advogado especialista em Responsabilidade Civil e ex-Presidente da Comissão dos Direitos
Humanos da OAB-RJ
Antônio Carlos Carballo - Sociólogo e Tenente-Coronel da PM-RJ

16:00h – Segurança e Fé – A Participação das Comunidades Religiosas no Combate à Violência
Antônio Carlos Costa – Teólogo e Presidente Rio de Paz
Robinson Cavalcanti – Bispo Anglicano da Diocese do Recife e Mestre em Ciência Política pelo IUPERJ -
Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro

17:00h – Encerramento
Maurício Azêdo - Jornalista e Presidente da Associação Brasileira de Imprensa

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CRENTE FICA DOENTE?

Por Augustus Nicodemus Lopes

Creio em milagres. Creio que Deus cura hoje em resposta às orações de seu povo. Durante meu ministério pastoral, tenho orado por pessoas doentes que ficaram boas. Contudo, apesar de todas as orações, pedidos e súplicas que os crentes fazem a Deus quando ficam doentes, é um fato inegável que muitos continuam doentes e eventualmente, chegam a morrer acometidos de doenças e males terminais.

Uma breve consulta feita à Capelania Hospitalar de grandes hospitais de algumas capitais do nosso país revela que há números elevados de evangélicos hospitalizados por todos os tipos de doença que acometem as pessoas em geral. A proporção de evangélicos nos hospitais acompanha a proporção de evangélicos no país. As doenças não fazem distinção religiosa.
Para muitos evangélicos, os crentes só adoecem e não são curados porque lhes falta fé em Deus. Todavia, apesar do ensino popular que a fé nos cura de todas as enfermidades, os hospitais e clínicas especializadas estão cheias de evangélicos de todas as denominações – tradicionais, pentecostais e neopentecostais –, sofrendo dos mais diversos tipos de males. Será que poderemos dizer que todos eles – sem exceção – estão ali porque pecaram contra Deus, ficaram vulneráveis aos demônios e não têm fé suficiente para conseguir a cura?
É nesse ponto que muitos evangélicos que adoeceram, ou que têm parentes e amigos evangélicos que adoeceram, entram numa crise de fé. Muitos, decepcionados com a sua falta de melhora, ou com a morte de outros crentes fiéis, passam a não crer mais em nada e abandonam as suas igrejas e o próprio Evangelho. Outros permanecem, mas marcados pela dúvida e incerteza. Eu gostaria de mostrar nesse post, todavia, que mesmo homens de fé podem ficar doentes, conforme a Bíblia e a História nos ensinam.

1. Há diversos exemplos na Bíblia de homens de fé que adoeceram. Ao lermos a Bíblia como um todo, verificamos que homens de Deus, cheios de fé, ficaram doentes e até morreram dessas enfermidades. Um deles foi o próprio profeta Eliseu. A Bíblia diz que ele padeceu de uma enfermidade que finalmente o levou a morte: “Estando Eliseu padecendo da enfermidade de que havia de morrer” (2Re 13.14). Outro, foi Timóteo. Paulo recomendou-lhe um remédio caseiro por causa de problemas estomacais e enfermidades freqüentes: “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23).
Ao final do seu ministério, Paulo registra a doença de um amigo que ele mesmo não conseguiu curar: “Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (2Tm 4.20).O próprio Paulo padecia do que chamou de “espinho na carne”. Apesar de suas orações e súplicas, Deus não o atendeu, e o apóstolo continuou a padecer desse mal (2Co 12.7-9). Alguns acham que se tratava da mesma enfermidade da qual Paulo padeceu quanto esteve entre os Gálatas: “a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto” (Gl 4.14). Alguns acham que era uma doença nos olhos, pois logo em seguida Paulo diz: “dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4.15). Também podemos mencionar Epafrodito, que ficou gravemente doente quando visitou o apóstolo Paulo: “[Epafrodito] estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.26-27).
Temos ainda o caso de Jó, que mesmo sendo justo, fiel e temente a Deus, foi afligido durante vários meses por uma enfermidade, que a Bíblia descreve como sendo infligida por Satanás com permissão de Deus: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se” (Jó 2.7-8). O grande servo de Deus, Isaque, sofria da vista quando envelheceu, a ponto de não saber distinguir entre Jacó e Esaú: “Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam” (Gn 27.1). Esses e outros exemplos poderiam ser citados para mostrar que homens de Deus, fiéis e santos, foram vitimados por doenças e enfermidades.

2. O mesmo ocorre na História da Igreja. Nem mesmo cristãos de destaque na história da Igreja escaparam das doenças e dos males. João Calvino era um homem acometido com freqüência de várias enfermidades. Mesmo aqueles que passaram a vida toda defendendo a cura pela fé também sofreram com as doenças. Alguns dos mais famosos acabaram morrendo de doenças e enfermidades. Um deles foi Edward Irving, chamado o pai do movimento carismático. Pregador brilhante, Irving acreditava que Deus estava restaurando na terra os dons apostólicos, inclusive o da cura divina. Ainda jovem, contraiu uma doença fatal. Morreu doente, sozinho, frustrado e decepcionado com Deus.
Um outro caso conhecido é o de Adoniran Gordon, um dos principais líderes do movimento de cura pela fé do século passado. Gordon morreu de bronquite, apesar da sua fé e da fé de seus amigos. A. B. Simpson, outro líder do movimento da cura pela fé, morreu de paralisia e arteriosclerose. Mais recentemente, morreu John Wimber, vitimado por um câncer de garganta. Wimber foi o fundador da igreja Vineyard Fellowship (“A Comunhão da Vinha ou Videira”) e do movimento moderno de “sinais e prodígios”. Ele, à semelhança de Gordon e Simpson, acreditava que pela fé em Cristo, o crente jamais ficaria doente. Líderes do movimento de cura pela fé no Brasil também têm ficado doentes. Não poucos deles usam óculos, para corrigir defeitos na vista e até têm defeito físico nas mãos.

O meu ponto aqui é que cristãos verdadeiros, pessoas de fé, eventualmente adoeceram e morreram de enfermidades, conforme a Bíblia e a História claramente demonstram. O significado disso é múltiplo, desde o conceito de que as doenças nem sempre representam falta de fé até o fato de que Deus se reserva o direito soberano de curar quem ele quiser.

domingo, 16 de novembro de 2008

A VERDADEIRA SAGA BATISTA

Por Pastor Chris Traffanstedt,
da Igreja Batista Reformada de Providence,
Estados Unidos da América.

Prefácio

A maioria dos cristãos de hoje não tem a menor idéia sobre a história da Igreja e quão importante é compreendê-la. Mesmo quando voltamo-nos especificamente para história de uma denominação, como dos batistas, as pessoas ainda são ignorantes. Esta é uma breve história da fundação do grupo chamado batista. A intenção é desafiá-lo a explorar ainda mais a história dos batistas assim como a história da Igreja por conta própria, para além do material aqui disponível.
Comecemos com a premissa básica sobre a história dos batistas: a moderna denominação batista começou na Inglaterra e na Holanda no início do século dezessete. Esta origem tem sido muito debatida através da história, mas nosso alvo aqui é mostrar que nossa premissa é mais próxima dos fatos históricos do que outras posições sustentadas. Desde o início dos anos 1600, vemos dois grupos principais emergindo na Inglaterra que podemos classificar como batistas: Batistas Particulares e Gerais. Antes de explorarmos estes dois grupos detalhadamente, porém, focalizemos primeiro a história que deu início a estes dois grupos.

A História que Culminou com a Fundação dos Batistas

A Reforma

O ano era 1517. Um monge desconhecido de nome Martinho Lutero fixou uma lista de problemas (95 para sermos exatos) sobre um dos novos programas da Igreja. Nesta lista difícil de pregar ele atacou a visão da Igreja sobre as indulgências, que eram o pagamento à Igreja para obter perdão de pecados. Lutero via estes pagamentos como uma abominação à obra expiatória de Cristo. "As Noventa e Cinco Teses" eram uma convocação para o debate, apesar de o debate nunca ter acontecido. Esta chamada, contudo, realmente sacudiu o povo da Alemanha. O desafio de Lutero continuou desprezado pela Igreja estabelecida durante algum tempo, mas o povo não o deixou morrer. Pela providência de Deus, a chamada para verem as Escrituras como a única autoridade para os cristãos, começou a soar por toda Alemanha e outras partes da Europa.

Este movimento, mais tarde chamado de Reforma, foi um movimento de retorno à Bíblia. O lema tornou-se Sola Scriptura e estes "rebeldes de Deus" começaram a espalhar a mensagem do Evangelho mais uma vez pelo mundo. Outros homens foram usados também para trazer esta mensagem do Deus Soberano dando a Seu povo Suas Escrituras. Homens como Ulrich Zwinglio, João Calvino, e João Knox sempre estiveram associados com este grande movimento de Deus.
Com a expansão da Reforma através da obra de Calvino e Knox, vemos o próximo grande impacto do Evangelho no século XVII. É aqui que começamos a ver o berço do movimento batista.

História Inglesa

A Inglaterra era um país em mudanças tanto política quanto religiosamente. Isto pode ser visto no rei Henrique VIII (1509-1547) e em seu Decreto de Supremacia (1534). Este decreto separou a Igreja da Inglaterra do controle de Roma, todavia mesmo com esta separação a Inglaterra continuou amplamente católica na prática e na doutrina.
Então, o rei Eduardo VI subiu ao trono em 1547. Apesar de ser apenas um garoto, ele conduziu seu país ao Protestantismo. Este movimento foi provavelmente devido ao fato de Eduardo ter sido treinado por conselheiros protestantes. Com seu zelo de jovem, Eduardo abriu a porta para a doutrina e a prática protestante fluir e crescer à medida que os anos se passavam.
Todavia, a morte prematura de Eduardo levou a uma radical e criminosa mudança na Inglaterra. Esta mudança trouxe a lume uma guerra pelo trono que foi finalmente tomado por Mary Tudor em 1553. Durante seu reino de cinco anos, ela ativamente restaurou o sistema católico e começou a livrar sistematicamente a Inglaterra dos protestantes. Esta atividade deu-lhe o renomado nome de "Maria Sanguinária".

Elizabeth Tudor sucedeu Mary e governou de 1559 a 1603. Apesar de não ser uma pessoa realmente religiosa, Elizabeth mantinha um catolicismo de aparências. Porém, movimentos políticos levaram-na a aceitar o protestantismo. Esse movimento político, ligado à reações do povo contra a antiga rainha Mary, guiaram a Inglaterra à posição protestante mais uma vez. Elizabeth, não querendo perder nenhum tipo de vantagem política, organizou um compromisso entre católicos e protestantes. Este decreto foi chamado de "Acordo Elizabetano" e com ele surgiu o pensamento de que as guerras religiosas da Inglaterra estavam "resolvidas". Mas isso só durou por um curto período. Mesmo com esta "paz", muitos na Inglaterra ainda clamavam por reformas maiores na Igreja. Este clamor por mais reformas originou um grupo de pessoas que viria a formar uma grande parte dos fundamentos batistas. Este grupo é chamado puritano.

Os Puritanos
Tristemente, a maioria das pessoas hoje não possui uma compreensão apropriada dos puritanos. Eles tendem a ser interpretados como velhos fanáticos que só queriam estragar o prazer de todo mundo. Contudo, a visão moderna dos puritanos está longe da verdade. Talvez a contribuição seguinte sobre os verdadeiros puritanos nos coloque no caminho para um entendimento correto:
A questão essencial em entender os puritanos é que eles eram pregadores antes de qualquer outra coisa… em seus esforços eles eram conduzidos por sua preocupação em reformar o mundo através da Igreja, e todavia estes esforços foram frustrados pelos líderes da Igreja. O que os manteve unidos, encorajou seus esforços, e deu-lhes a dinâmica para persistirem foi a sua consciência de que eram chamados para pregar o Evangelho.

Os puritanos queriam ver a verdadeira reforma bíblica alcançar a Igreja. Estes antigos puritanos foram conduzidos pelo Bispo Hooker e Thomas Cartwright e começaram a clamar por uma Igreja "pura". Contudo, a rainha e a Igreja da Inglaterra não estavam dispostas a discutir com estes puritanos e assim começaram a forçar a conformidade religiosa pela lei. Assim encerrou-se um breve período de paz religiosa.

Os Separatistas
Esta exigência de conformidade da parte da forças políticas e religiosas da Inglaterra originaram um grupo conhecido como os "Separatistas". Os princípios por trás deste movimento eram a liberdade da Igreja do domínio do Estado, doutrina pura ao invés de doutrina diluída ou comprometida, e reforma geral da Igreja. Os separatistas tomaram a Bíblia a sério e determinaram-se a conduzir suas vidas por seus ensinos. Eles enfatizavam que a Igreja era formada somente por aqueles que foram redimidos, não um corpo de oportunistas politicamente orientados. Eles se recusavam a crer que a Bíblia ensinasse um governo eclesiástico hierárquico (governo de cima para baixo), ao invés disso clamando por um governo eclesiástico que tivesse alguma participação do povo (governo a partir dos níveis mais rasteiros). Eles preferiam uma liturgia simples de adoração que enfatizasse o Deus Santo. Eles sentiam que os documentos estatais e os auxílios escritos da Igreja da Inglaterra levavam as pessoas a focalizarem sobre as formas e não sobre o Deus Soberano; por isso estes tipos de "auxílio" eram detestados.
Foi deste tipo de clamor por pureza na Igreja, tanto na adoração como na prática diária, que a "denominação batista", como é conhecida hoje, emergiu através do movimento separatista inglês. “A melhor evidência histórica confirma esta origem, e nenhum grande erudito se levantou nesta metade de século para desafiá-la." (McBeth) Conforme dissemos anteriormente, os batistas emergiram com dois grupos separados. Voltemos nossa atenção agora para o exame destes dois grupos diferentes:

Batistas Antigos ou Gerais
Este grupo veio a ser conhecido como "Batistas Gerais" porque acreditavam na expiação geral. Os Batistas Gerais também tinham uma crença distinta em que os cristãos podiam enfrentar a possibilidade de "cair da graça". Os dois principais fundadores do movimento dos Batistas Gerais foram John Smyth e Thomas Helwys.
Acredita-se que a primeira Igreja Batista Geral foi fundada por volta de 1608 ou 1609. Seu fundador foi John Smyth (1570-1612) e está localizada na Holanda. A história de Smyth começa na Inglaterra onde ele foi ordenado como sacerdote anglicano em 1594. Logo depois de sua ordenação, seu zelo levou-o à prisão por recusar-se a conformar-se aos ensinos e práticas da Igreja da Inglaterra. Ele foi um orador que era rápido em desafiar outros sobre suas crenças, mas era também tão rápido para mudar suas próprias posições à medida que sua própria teologia pessoal mudava. Smyth continuamente combateu a Igreja da Inglaterra até que começou a ficar óbvio que ele não podia mais ficar em comunhão com esta igreja. Assim, ele finalmente rompeu totalmente com ela e se tornou um "separatista".
Em 1609, Smyth, junto com um grupo na Holanda, veio a crer no batismo do crente (oposto ao batismo de crianças que era a norma da época) e eles se uniram para formar a igreja "batista". No início, Smyth concordava com a posição ortodoxa típica da igreja; mas à medida que o tempo passava, como era tão típico, ele começou a mudar suas posições.

Primeiro, Smyth insistiu que a verdadeira adoração era do coração e que qualquer forma de leitura a partir de um livro na adoração era uma invenção do homem pecador. Oração, cântico e pregação tinham que ser completamente espontâneos. Ele foi tão longe com esta mentalidade que não permitia a leitura da Bíblia durante a adoração "uma vez que ele considerava as traduções inglesas das Escrituras como algo menos do que a palavra direta de Deus" (McBeth, p 35).

Segundo, Smyth introduziu uma liderança eclesiástica de duas dobras, pastor e diácono. Isso estava em contraste com a liderança reformada de três dobras composta por presbítero-pastor, presbítero-leigo e diáconos.

Terceiro, com sua recém-descoberta posição sobre batismo, uma preocupação completamente nova surgiu para estes "batistas". Tendo sido batizados quando crianças, eles todos perceberam que tinham que ser rebatizados. Uma vez que não havia outro ministro para administrar o batismo, Smyth batizou-se a si mesmo e então continuou a batizar seu rebanho. Uma observação interessante neste ponto que deveria ser feita como fundamentação é que o modo do batismo usado era o da aspersão, pois a imersão não se tornaria o padrão durante mais uma geração. Antes de sua morte, como parece característica de Smyth, ele abandonou sua visão batista e começou a tentar trazer seu rebanho para a igreja menonita. Apesar de ter morrido antes que isso acontecesse, a maior parte da congregação uniu-se à igreja menonita depois de sua morte.

Agora voltamos nossa atenção para Thomas Helwys. Ele tinha um relacionamento meio agitado com Smyth, mas depois que Smyth começou a se afastar da fé dos batistas gerais, Helwys continuou com os primórdios batistas. Helwys levou seu pequeno grupo para a Inglaterra em 1611 e esta foi considerada a primeira igreja batista em solo inglês. Este grupo aferrado ao batismo do crente, rejeitou o calvinismo por uma posição favorável ao livre-arbítrio (o que incluía o cair da graça), e permitiu que cada igreja elegesse seus oficiais, tanto presbíteros como diáconos (ou diaconisas). Por volta de 1.624, havia cinco igrejas batistas gerais conhecidas e por volta de 1650 elas contavam pelo menos 47 (McBeth, p 39). Apesar de alguns poderem ver o movimento batista moderno neste grupo, temos que entender que as crenças deste grupo estão longe da herança reformada que modelou a fé dos batistas modernos.

Batistas Particulares
Diz-se freqüentemente que os batistas na Inglaterra se dividiram sobre a doutrina da expiação, mas isso não é reflexo de uma verdade histórica. Sim, é verdade que os dois grupos mantinham diferentes visões sobre a expiação e doutrina em geral, mas eles não se dividiram. Antes, eles emergiram como dois grupos separados. Como foi com os batistas gerais, os batistas particulares surgiram do movimento separatista. Este grupo emergiu nos anos 1630. Este grupo foi influenciado pelo grande reformador João Calvino e sustentava fortemente a expiação "particular". Acredita-se que a primeira igreja tenha sido fundada por volta de 1633 ou 1638, de acordo com alguns. Independentemente desta datação, porém, está claro que por volta de 1644 os batistas particulares contavam pelo menos sete igrejas. Um ponto impressionante sobre este pequeno e muito jovem grupo é que em 1644 estas igrejas atuaram juntas para redigir uma confissão de fé chamada de Primeira Confissão Batista de Londres. Esta confissão precedeu a amplamente conhecida Confissão de Fé de Westminster por dois anos. Conforme veremos, as atuais igrejas batistas podem recuar traçando uma linha até estes primeiros batistas.

Apesar da história batista típica ser atribuída mais ao movimento dos batistas gerais, é, na verdade, aos batistas particulares que a maioria dos batistas modernos devem sua doutrina e práticas. Como um historiador nos recorda, os batistas gerais sempre representaram uma pequena parte da vida batista na Inglaterra, e uma parte menor ainda na América. A influência deles sobre as principais correntes da vida batista em ambos os países parece ter sido muito pequena (McBeth, p 40).

A história do movimento batista particular começa com Henry Jacob (1563-1624). Apesar de Jacob nunca ter se tornado um batista, ele foi uma influência básica para o que seriam os batistas particulares. Poderíamos chamar Jacob um separatista moderado. Jacob não estava disposto a chamar a Igreja da Ingalterra de anticristo, portanto ele trabalhou continuamente para reformá-la. Em 1603, Jacob assinou um documento que clamava por reforma na Igreja da Inglaterra. Este documento deveria ser vetado pelo rei Tiago I. Apesar de Jacob não pedir separação, ele escreveu um tratado intitulado "Razões" tirado da Palavra de Deus e dos melhores testemunhos humanos para provar a necessidade de reformar as igrejas na Inglaterra. Com a publicação deste livro, Jacob foi lançado na prisão por um curto período. Quando de sua libertação, ele foi para o exílio na Holanda como fizera a maioria dos separatistas. Apesar de estar relutante em cair radicalmente sobre a Igreja da Inglaterra, ele veio a fazer uma distinção entre as verdadeiras e falsas igrejas da Igreja da Inglaterra. Esta nova abordagem fê-lo clamar por liberdade para formar diferentes tipos de igrejas com diversos tipos de adoração.

Em 1616, Jacob pôde retornar à Inglaterra e formou a Igreja JLJ, como é conhecida hoje (pelas iniciais de seus três primeiros pastores: Henry Jacob, John Lathrop, e Henry Jessey). Era essa igreja que daria mais tarde início aos batistas particulares. Esta igreja tinha vários debates surgindo em seu meio sobre batismo, debates que levaram a diferentes rompimentos na Igreja JLJ. Um rompimento aconteceu em 1.633 quando dezesseis pessoas pediram permissão para saírem da Igreja JLJ para formar uma igreja separada. As razões para esta divisão eram duplas. A primeira estava além da necessidade. A Igreja JLJ estava se tornando grande demais e corria perigo de ser "descoberta" (uma vez que era ilegal ficar fora da Igreja da Inglaterra). A segunda razão citada era a de que havia muita conformidade com a Igreja da Inglaterra. Em 1638, um outro rompimento aconteceu quando seis pessoas deixaram a igreja JLJ por causa da questão do batismo de crentes, que eles mantinham fortemente. Assim, a primeira Igreja Batista Particular pode ser vinculada a uma ou ambas as igrejas.

Panorama das Origens Batistas

Como tentamos esclarecer, a história destaca que as origens da vida batista surgiram do movimento separatista dos anos 1600 na Inglaterra. Todavia, esta não é a única visão que tem sido apresentada a respeito das origens dos batistas. Por amor à clareza histórica, precisamos explorar brevemente estas outras posições que tem sido declaradas a respeito da origem do movimento batista.

A Influência Anabatista
A maioria dos batistas engana-se ao pensar que vieram dos anabatistas só porque a palavra "batista" é encontrada no nome deles. Mas precisamos usar de muito cuidado aqui. Temos que explorar quem foram realmente os anabatistas e fazer uma pergunta de suma importância: São eles realmente representantes das crenças batistas?

Quem são estas pessoas chamadas "anabatistas"? Este grupo se refere a uma comunidade de rebeldes durante o período da Reforma; eles eram considerados a ala radical da Reforma. Mesmo dentro deste grupo havia várias visões e facções. Duas principais facções podem ser identificadas: os "anabatistas revolucionários" e os "anabatistas evangélicos." (NDT) Nós realmente não queremos gastar muito tempo sobre o grupo revolucionário, pois eles dificilmente refletem uma abordagem bíblica do cristianismo. Eles, na verdade, tomaram a forma de uma seita, sustentando uma visão experimental extremamente mística e crendo que seus líderes eram profetas. Eles estavam também prontos a usar a violência para abrir caminho.

Por outro lado, os anabatistas "evangélicos" foram um movimento diferente. E é deste grupo que muitos dizem que o movimento batista nasceu. Assim, precisamos tomar algum tempo para examiná-los. Este grupo, antes de tudo, rejeitava a visão ortodoxa cristã do pecado. Ao invés de sustentar que o pecado é uma cadeia tanto da natureza como das ações da humanidade, eles sustentavam que o pecado era "a perda da capacidade ou uma doença séria." (NDT) Os anabatistas, seguindo a visão de justificação de Roma, sustentavam que Deus nos justifica e então aceita com base em nossa justiça. Eles também acreditavam que Cristo não recebeu Seu corpo de Maria, mas sustentavam uma origem celestial para a Sua carne. Em tratando-se do mundo, os anabatistas acreditavam que devíamos nos separar totalmente do mundo (apesar de eles terem mergulhado num evangelismo zeloso na ocasião). Os anabatistas rejeitavam o batismo de crianças e sustentavam o batismo do crente, mas seu modo era em grande parte aspersão, não o derramar água ou o imergir. Sua visão de interpretação da Escritura era de estrita imitação, o que levou a grandes movimentos de legalismo.

Quando olhamos para os anabatistas temos que concordar que houve algumas similaridades com os antigos batistas gerais, mas de um modo geral estas semelhanças são leves e nem sempre relacionais. No final, temos que dizer que este grupo de Cristãos não reflete o ensino histórico dos batistas. A maior parte da história batista demonstra que os batistas sustentaram uma forte posição sobre o pecado, tanto em nossa natureza como em nossas ações, não apenas como uma simples doença. Os batistas também têm sustentado a crença no nascimento virginal e vêem que isso aponta para a doutrina do Deus-Homem, não somente como uma ilusão celestial. Da mesma forma, os batistas têm sustentado fortemente a recuperação da doutrina da justificação da Reforma que é baseada na justiça de Cristo somente e não na nossa justiça porque não temos nenhuma. E finalmente, os batistas tem sempre visto que as Escrituras devem ser estudadas e aplicadas à vida cotidiana através do poder do Espírito Santo e não seguidas em cega imitação ou por um salto de fé. Portanto, devemos claramente rejeitar, como o faz a história, que as origens dos batistas fluem dos anabatistas.

Continuação ou Sucessão do Ensino Batista
A próxima visão da origem batista não é fortemente defendida hoje mas ainda encontra expressão em alguns círculos batistas. Esta visão é conhecida como a Continuação ou visão Sucessivista. Ela declara que a igreja batista pode ser traçada através dos tempos numa sucessão ininterrupta de igrejas batistas organizadas (apesar de não terem o nome de batistas) até Jesus Cristo e João Batista. Temos que ter cuidado com o modo como refutamos esta posição, pois não queremos de modo algum dizer que nossa herança batista não veio de Cristo e das verdades estabelecidas nas Escrituras Sagradas. Mas temos que falar contra a posição que sustenta que nossa história é uma trilha de verdadeiras igrejas batistas que pode ser traçada desde o Novo Testamento até os dias atuais.

Esta visão sucessivista tem sido apresentada num livrete chamado "A Trilha de Sangue" por JM Carroll. Este livrete tenta mostrar que "de acordo com a História, os batistas têm uma linha ininterrupta de igrejas desde Cristo." Este livro e outros como ele têm enfatizado que João Batista representa o início da denominação e que Jesus formou-a e prometeu que ela nunca fracassaria. Eles fizeram declarações arrogantes como "a verdadeira igreja é batista" e "todos as comunidades cristãs durante os três primeiros séculos eram da denominação batista." Estes tipos de visão são mais baseados em fontes inadequadas e numa mentalidade polêmica do que numa base histórica. Eles fazem grandes suposições onde faltam evidências. Esta posição inflexível surgiu em um tempo (anos 1800) de intensa competição denominacional, quando as pessoas criam que a fé era algo que vinha de dentro deles e não um maravilhoso dom da graça de Deus. Muitos pensavam que este tipo de visão traria de volta a segurança que havia sido perdida com a emergência da sociedade moderna. (McBeth pp 58-61)

Precisamos também nos recordar que quase todos os batistas primitivos rejeitaram a visão sucessivista. John Smyth foi um destes, como pode ser visto em seus escritos: "Eu nego toda sucessão exceto na verdade" e "Não há sucessão na igreja exterior, mas que toda sucessão é do céu." (McBeth p 60). Thomas Helwys, falando contra a mentalidade sucessionista, disse: "Nenhum homem pode jamais prová-la… lance isso fora, visto que não há garantia na palavra de Deus para assegurar-lhe isso, que ele ou eles foram os primeiros." (McBeth pp 60-61). Também John Spilsbury, um pastor batista particular, declarou: "Não há sucessão sob o Novo Testamento, mas o que é espiritualmente pela fé e pela Palavra de Deus." (McBeth p 61) Esta última citação nos dá um modo apropriado de olhar para nós mesmos como batistas. Apesar de não termos sempre existido como denominação batista, é sobre a verdade eterna de Deus que fomos formados! Mais uma vez, somos recordados disso na Confissão Batista de Fé, cap. 26:3: "As igrejas mais puras sob o céu são sujeitas à mistura e ao erro; e algumas têm se degenerado de tal maneira que deixaram de ser igrejas de Cristo, mas sinagogas de Satanás; não obstante, Cristo sempre tem tido, e sempre há de ter um reino neste mundo, até o fim, daqueles que crêem nele, e fazem profissão do seu nome." Assim, o que devemos ver é que a denominação batista começou a partir da Reforma, especificamente dos separatistas da Inglaterra. Com isso em mente, nós como um grupo protestante devemos refletir nossos antecedentes reformados e manter, como nossos pais fizeram, as doutrinas da graça, justificação pela fé somente, autoridade da Escritura e sacerdócio de todos os crentes.


O Desenvolvimento da História Batista
Voltemos agora a ver como os batistas floresceram na Inglaterra e então como eles moveram-se para os Estados Unidos. Temos que prestar especial atenção ao movimento para o novo mundo, pois é aqui que nós batistas americanos descobrimos nossos pais batistas diretos.

Batistas na Inglaterra
Nós agora vemos que em meados dos anos 1600, ambos os grupos batistas estavam funcionando na Inglaterra. Mas o que, exatamente, aconteceu a estes dois grupos diferentes; o que aconteceu às suas igrejas? Os batistas gerais adentraram os anos 1600 com um movimento crescente, mas à medida em que os anos 1600 se encerravam e os 1700 começavam, este grupo estava confuso com problemas doutrinários. A deidade de Cristo começou a ser questionada. Os batistas gerais estavam morrendo rapidamente com esta mentalidade anti-bíblica. Todavia, em 1763, um convertido metodista chamado Dan Taylor reavivou os batistas gerais por um tempo, chamando-os de volta a uma abordagem bíblica. Mas uma vez mais, esta "Nova Conexão" (1770) somente durou por um tempo. A razão pela qual esta visão foi perdida rapidamente foi provavelmente devida ao fato de que os batistas gerais tinham alistado em suas patentes pastores e líderes pouco instruídos. Só levou uma geração mais para que os batistas gerais saíssem da história.
Os batistas particulares tiveram uma história diferente. Os anos 1600 trouxeram grande crescimento para eles mesmo em meio à perseguição religiosa grassando na Inglaterra. Em 1644, os batistas particulares publicaram a Primeira Confissão Batista. Esta confissão era calvinista em seu caráter e rejeitava todas as sugestões de que eles fossem anabatistas. Apesar desta Confissão não ser exaustiva, ela foi um forte documento que ajudou a unir os primitivos batistas particulares.

Então, em 1677, uma segunda confissão foi desenvolvida refletindo a Confissão de Westminster (1647) e a Declaração de Savoy (1658). Em sua maior parte, esta confissão seguiu a Confissão de Westminster mas em sua posição sobre o governo da igreja (o assunto crítico aqui era o poder da igreja) a Confissão Batista segue a Declaração de Savoy. Esta nova Confissão Batista saiu para lidar com assuntos como que tipo de poder as associações representativas nas igrejas tinham sobre as igrejas locais. Também, lidava com batismo estabelecendo uma posição sobre o batismo de crentes ao invés de manter o batismo infantil. Temos que manter em mente que não se chegou a esta distinção seguindo os "anabatistas", mas ela emergiu do intenso desejo de refletir a Escritura conforme ela nos foi dada.
Os batistas particulares na Inglaterra tiveram seu declínio também, mas o deles era um movimento para a direita e não para a esquerda. O começo do hiper-calvinismo.

Foi em 1707 que a Associação Batista Filadélfia foi fundada. Esta forte fraternidade batista particular teve um efeito duradouro sobre os batistas na América. Em 1.742, esta associação adotou a Confissão Batista de Londres de 1689 como sua confissão de fundação, e deu-lhe um novo nome: A Confissão de Fé de Filadélfia. Estes batistas foram ágeis em colocar sua fé em ação, e em 1770 eles fundaram uma Faculdade e começaram a enviar missionários regularmente por toda a América. Deste tempo em diante, os batistas particulares encobriram os fracassados batistas gerais. Mas mesmo com sua forte posição histórica e doutrinária, os batistas particulares também começaram a perder sua pureza doutrinária no Novo Mundo.

O Declínio dos Batistas Particulares
A questão com a qual vamos encerrar este estudo é: por que os batistas perderam sua herança reformada? Como essa perda de doutrina aconteceu?
Samuel E Waldron, em seu livro Raízes Batistas na América, nos dá várias razões para este grande declínio em nossa herança. É muito importante que entendamos estes fatores, pois, como é típico, nós batistas modernos estamos continuando nos mesmos erros de anos passados. Comecemos a explorar a avaliação de Waldron sobre este grande declínio.

Primeiro, Waldron chama a nossa atenção para o ethos democrático americano. Esta foi a mentalidade americana de absoluta liberdade que surgiu com a Revolução Americana. A América tinha uma forte mentalidade independente e esta cosmovisão começou a infiltrar-se na Igreja. Como qualquer cosmovisão independente e auto-centrada, o Deus Soberano foi colocado na prateleira, por assim dizer, por um Deus que não impedirá nossa independência. Este tipo de ethos foi o que levou ao começo do declínio das crenças dos batistas particulares.

Em segundo lugar, nós vemos outra causa para o declínio no "reavivalismo" dos batistas particulares que varreu o nosso país nos anos 1700 e 1800. Temos que evitar compreender mal este ponto; o problema não estava com o reavivamento, mas com as respostas ao reavivamento. Foram as duas respostas extremistas que causaram esta grande tragédia. Um extremismo para este reavivalismo começou com a idéia de que tem que haver ordem na igreja. Isso levou a um legalismo linha-dura que causou morte lenta naquelas igrejas que tomaram esta direção, e como os batistas particulares caíram nesta posição, começaram a declinar. O outro extremo era o da experiência segundo o coração do indivíduo. Isto levou a uma posição anti-tradicional e abriu as portas para o arminianismo. Este novo método de igreja era apelativo a muitos batistas, pois eles objetivavam sua sobrevivência; mas ao invés de sobrevivência isso produziu um vírus na igreja que atacou exatamente o cerne da herança reformada batista.

Em terceiro lugar, vemos o "sincretismo" como a próxima queda dos batistas particulares. O sincretismo está unindo duas posições em uma. Esta adaptação de teologia nos estágios iniciais de nosso país foi visto por alguns como uma necessidade de forma que o evangelho pudesse seguir sem impedimento. Mas este sincretismo levou a um desvio teológico que condenou a herança batista a uma versão fraca e diluída de suas raízes calvinistas. Como foi com os filhos de Israel no Velho Testamento, assim os batistas na América permitiram que o lume da cultura contemporânea os cegasse para as verdades que Deus revelou.

Em quarto lugar, quando há um movimento para diluir a teologia, há uma transferência para o outro extremo. Esta oscilação foi o "hiper-calvinismo". Muitos hoje precisam ser desafiados neste ponto, pois o que eles chamam calvinismo não é o verdadeiro calvinismo bíblico, mas a variação "hiper". Porque alguém não gosta de uma posição, ele não tem o direito de definí-la em sua formas extremistas. Todavia, é preciso dizer que o "hiper-calvinismo" não tem nada a ver com o verdadeiro calvinismo e temos que ser ágeis em dizer também que isso não tem parte no cristianismo. "Hiper-calvinismo" é uma negação da idéia de que a chamada do evangelho se destina àqueles que não são eleitos... isso é a negação da idéia de que a fé é o dever de cada um que ouve o evangelho (Waldron p 22). Como dissemos antes, quando uma posição extremista é tomada, uma morte lenta certamente se seguirá. Quando várias igrejas batistas particulares tornaram-se "hiper-calvinistas", seu colapso havia chegado. E com o seu colapso foram-se também aquelas igrejas que tinham sido rotuladas como "hiper-calvinistas", pois parece que quando o rótulo é colocado sobre alguém que lembra posição tão desastrosa, ele também é radicalmente afetado.

Em quinto lugar, o declínio foi também resultante do "liberalismo". Esta nova cosmovisão avassalou a América como uma tempestade e foi aceita de uma forma ou de outra. Quando este grupo começou a enfatizar o individualismo sobre tudo o mais, a forte visão sobre a soberania de Deus e os absolutos das Escrituras começou a ruir na igreja. Muitas igrejas começaram a aceitar esta posição depois da Guerra Civil e a influência dos batistas particulares estava em declínio como estava toda a fé ortodoxa.

Por último, vemos que o "Movimento Fundamentalista" foi outro grande fator no declínio dos batistas particulares na América. Os fundamentalistas, respondendo ao liberalismo, produziram um inesperado extremo oposto: o do legalismo. Esta nova mentalidade cristã clamava por uma visão geral da doutrina. Eles sustentavam que as verdades grandemente reclamadas pela Reforma não eram importantes, pois eles criam que a doutrina leva o indivíduo a descansar sobre o conhecimento somente, sem abrir a Bíblia. Eles sustentavam uma posição não-credal e enfatizavam as emoções mais do que as doutrinas. Isso levou ao que pode ser chamado ensurdecimento do conhecimento bíblico e doutrinário e eventualmente desembocou numa salvação de "fácil aceitação". Esta "nova" visão de salvação enfatizava a fé centrada no homem ao invés da fé centrada em Deus. Como acontece com qualquer posição antropocêntrica, a doutrina se perdeu. E quando a dourtina se perdeu, perdeu-se a nossa grande herança batista.

Uma Chamada para Reforma
Agora que vimos os fundamentos históricos da igreja batista e que eles podem ser alinhados de volta aos batistas particulares, precisamos reclamar nossa herança. Quanto mais ficarmos longe da doutrina reformada tanto mais veremos um declínio no conhecimento bíblico e espiritualidade. Temos que ver que a herança batista é fortemente enraizada na Reforma que resgatou a Escritura de uma igreja pragmática. Conforme olhamos à nossa volta hoje, observamos que a maioria das igrejas batistas (e neste assunto a igreja evangélica como um todo) estão sendo devoradas pelo pragmatismo. Se quisermos ver uma Reforma hoje, temos que voltar à nossa herança reformada. A teologia batista tem produzido uma das mais fortes influências no mundo desde 1.700. Mas não devemos permitir que uma versão diluída da teologia batista interrompa nossa influência contínua. Se vamos nos chamar batistas, temos que seguir nossos antecessores em sua busca pela pureza bíblica para com as doutrinas ortodoxas cristãs. Somos um povo de doutrina, um povo que tem vindo da Reforma para chamar o mundo a seguir o Soberano Deus que enviou Seu Filho para morrer na cruz por todo aquele que viria a crer! Comecemos esta Reforma hoje!

Notas
"Somente a Escritura", em latim.
Packer, JI, A Quest for Godliness.
McBeth, H Leon, The Baptist Heritage, Broadman Press: Nashville, 1.987, p 31.
Expiação geral é a crença de que Cristo morreu para salvar toda e qualquer pessoa que viveu e virá a viver, embora só receba a salvação quem O aceitar.
Expiação particular é a crença de que Cristo morreu por seu povo escolhido somente.
New Dictionary of Theology, "Anabaptist Theology", InterVarsity Press: Downers Grove, Illinois, 1988, p 18.
Legalismo: uma visão de estrita imitação na qual uma pessoa somente viverá as passagens diretamente da Escritura. Assim, se não obedecermos palavra por palavra da Escritura não temos parte em praticar ou pensar sobre ela. Não há lugar para princípios, nem para uma abordagem sistemática das Escrituras.
A doutrina do sacerdócio de todos os crentes tem sido historicamente ensinada como sendo que o Espírito Santo guia Seu povo individualmente através do "julgamento particular", "da comunidade atual dos santos" e da "herança cristã".
O arminianismo sustenta que a salvação está aberta a toda a humanidade e é baseada na decisão do homem em aceitar ou rejeitar a Cristo.
A Confissão de Savoy é congregacional e foi escrita por John Owen, Thomas Goodwin, Philip Nye, William Bridge, Joseph Caryl and William Greenhill (todos exceto Owen estiveram na Assembléia de Westminster).
Hiper-calvinismo é a crença de que Deus planejou o mundo de tal forma que causas secundárias (nossas ações) não são necessárias de modo algum, ou seja, se Deus já escolheu quem vai ser salvo, não é necessário pregar o Evangelho. Esta visão não reflete o calvinismo histó. Poderíamos chamá-la anti-calvinismo, pois não reflete os ensinos bíblicos de Deus e Sua criação.
Samuel E Waldron, Baptist Roots in America, Simpson Publishing Company: Boonton; New Jersey, 1.991.
Pragmatismo é a crença que diz "se funciona, tem que estar certo". É uma mentalidade do tipo "os fins justificam os meios".

Posfácio
Este texto foi encontrado nos arquivos da extinta lista de discussão Teonet, e publicado em Textos da Reforma. Desconhecemos o seu tradutor, mas recentemente encontramos sua versão original em Inglês.
Revisado pelo pastor batista Franklin Ferreira, e por Leandro Guimarães Faria Corsetti Dutra. Este último, editor, acrescenta que considera o texto faccioso, mas ainda assim contendo boa informação histórica.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

DE PORTA EM PORTA. Excelente filme!

“De Porta em Porta” (“Door to Door”, 2002, 90 min) apresenta a história verídica de Bill Porter, um vendedor de porta em porta dos Estados Unidos. Seria uma história comum, com uma pitada de nostalgia para alguns, não fosse um detalhe: Bill tem paralisia cerebral. Mas isso não o impede de lutar pela sobrevivência, e mais: pela superação e reconhecimento. Quando pede uma chance de trabalhar para uma empresa, de início ele é rejeitado por suas limitações evidentes. Porter não se dá por satisfeito e insiste: pede que lhe seja dado o bairro mais difícil da cidade. Consegue o emprego e tenta vender seus produtos, sem muito sucesso, inicialmente. A mãe, sempre presente, o incentiva a não desistir, até que ele consegue vender algo para uma mulher solitária. Daí para frente, Porter não pára mais de vender. Mas não faz apenas isso. Ele acaba tocando a vida de toda aquela comunidade, interagindo com as pessoas dali por muitos anos. Torna-se mais que um vendedor; transforma-se num amigo.
A grande lição deixada pela mãe de Porter é: “persistência e paciência”. Ele aprendeu a lição e acabou se tornando um dos maiores vendedores de sua empresa. Para os vendedores de hoje, fica a lição: entender as necessidades dos clientes, ouvir de forma interessada, quebrar preconceitos, tornar-se “amigo”. Fica também a crítica aos modernos sistemas de vendas que tratam as pessoas como objetos de quem se deve arrancar dinheiro.Não se pode deixar de destacar também a atuação de Kyra Sedgwick, Helen Mirren e Kathy Baker, que interpretam mulheres importantes na vida de Bill e cuja atuação (assim como a de William Macy) é excelente. Um filme comovente e inspirador.

99% MACACO

Os darwinistas sempre se queixam de que o público em geral não compreende a evolução quando diz que "o homem veio do macaco". Pode até ser, mas um livro com este título: 99% Ape: How Evolution Adds Up [99% macaco: como a evolução faz sentido], publicado pelo Museu de História Natural de Londres, é um verdadeiro tiro no pé. Ele, na verdade, acaba colaborando para a incompreensão do povo.

"Charles Darwin foi ridicularizado ao sugerir que os humanos têm macacos por ancestrais, mas cada avanço científico no estudo da vida nos últimos 150 anos tem confirmado a realidade da evolução", diz o livro ufanista. E mais: "Leia a pesquisa mais recente sobre os tentilhões de Darwin [que apenas provam variação e não origem a partir de organismos inferiores] e como que novas espécies evoluem, descubra as falhas no ‘design inteligente’, descubra o que a evolução tem a dizer sobre a psicologia, o desenvolvimento da mente humana e da moralidade, e como que nós ainda estamos evoluindo.


"É mais um livro tentando explicar a "teoria do tudo".

QUERO TRAZER À MEMÓRIA O QUE ME PODE DAR ESPERANÇA.

Lamentações 3.21

Tristeza e desesperança. Esse é o estado de espírito de muitos. O pecado é um assaltante; um larápio que rouba o que temos de mais precioso, a vida e com ela toda esperança. Embora existam outras causas, a ausência de alegria e entusiasmo refletem a nossa pobreza espiritual. A falta de vida e esperança denuncia que algo está errado. Uma vida sem esperança é como está morto sem que haja um atestado de óbito. A desesperança é a morte prematura dos que continuam vivendo.

O profeta Jeremias lamentou o estado de morte espiritual do povo de Judá. Ele expressou o choro e a dor do seu coração, mas agora ele vê um clarão de esperança nas densas e escuras nuvens do sofrimento. A nação estava destruída, mas podia ser restaurada. Ele mergulha no baú de suas memórias e diz em alto e bom som a si mesmo: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. Aleluia! Há esperança para o povo de Deus. DIAS MELHORES VIRÃO.

Lamentar é preciso. Quem não lamenta por nada é porque não se importa com nada. Mas a “lamentação que não se transforma em esperança produz morte do ser e falecimento dos sonhos. É do terreno das lágrimas que nasce a flor da esperança”. É justamente por trás dessas densas e escuras nuvens da aflição que nasce e brilha com fulgor e glória o sol da esperança. A base da esperança cristã é o próprio Deus. Louvado seja o seu santo nome! Jeremias ativa a sua memória e traz à lembrança verdades preciosas acerca do Senhor, o Pai de muitas misericórdias e Deus de toda consolação. Dias melhores virão porque as suas misericórdias não têm fim. Deus é misericordioso. Deus é fiel. Deus é bondoso. Dias melhores virão!

Esperança e não otimismo. Otimismo é desejo sem garantia. Esperança é a certeza confiado nas promessas da Palavra de Deus. Nossa esperança está em Deus, em quem Ele é e no que Ele nos prometeu. Portanto, “que o Deus da esperança os encha de alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo”. (Romanos 15.13)