quinta-feira, 8 de setembro de 2011

CONFERENCIA TEOLÓGICA DA OPBB







Caros amigos e irmãos, a nossa igreja vai receber a 1º Conferencia Teológica da Ordem dos Pastores Batista do Brasil (OPBB), subseção mesquitense. O preletor oficial será o escritor e conferencista, pastor Isaltino Gomes Coelho Filho. O evento será nos dias 9 e 10 de setembro de 2011.

O objetivo central da Conferência é fortalecer o ministério pastoral. Uma liderança teologicamente sadia e espiritualmente viva é uma bênção na vida da igreja. Nossa conferência pretende abordar três pontos fundamentais: TEOLOGIA, PREGAÇÃO E ÉTICA.

TEOLOGIA. A idéia é enfatizar o valor fundamental teologia bíblica sem cair nos horrores da ortodoxia morta. O alvo é encorajar os pastores a estudar para melhor servir. Um bom conhecimento teológico é essencial para refutar as heresias e ensinar a sã doutrina.

PREGAÇÃO: A meta é resgatar o precioso valor da pregação expositiva como meio de graça para edificação da igreja. A Palavra deve ocupar a primazia na vida do Seu povo. Para tanto, o ministério da pregação deve ser fortalecido. Como bem definiu Lloyd Jones: “pregação é lógica em fogo”.

ÉTICA: Cremos que uma vida santa e piedosa é um meio eficaz de comunicar o evangelho da graça. A igreja aprende pelo que ouve, mas também pelo que vê. Precisamos de líderes que sejam irrepreensíveis na conduta e exemplares no comportamento. A liderança da igreja precisa andar com Deus e viver como Cristo.

As igrejas estão todas mobilizadas em oração a fim de que o Deus de amor e de imensa bondade derrame a Sua maravilhosa graça sobre o seu povo.

Vocês todos são nossos convidados!

Em Cristo, que nos amou e por nós quis morrer.

Pr. Judiclay Silva Santos
















quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O TRONO DA GRAÇA!




Ó DEUS DO MEU DELEITE,


Teu trono de graça é a base do prazer da minha alma.
Aqui obtenho misericórdia em tempo de necessidade,
aqui vejo o sorriso da tua face reconciliada,
aqui profiro alegremente o nome de Jesus,
aqui afio a espada do Espírito, cinjo a couraça da fé,
ponho o capacete da salvação, colho o maná da tua palavra,
sou fortalecido em cada conflito, jamais esquivando-me da batalha,
capacitado a vencer cada inimigo;



Ajuda-me a vir a Cristo
como a principal fonte de onde as bênçãos procedem,
como a larga porta aberta para um dilúvio de misericórdia.
Espanta-me minha insensata tolice,
que com tão ricos favores a meu alcance
eu seja lento para estender a mão e tomá-los.



Tem misericórdia do meu estado mortal em razão do teu nome.
Estimula-me, revolve-me, enche-me com santo zelo.
Fortalece-me para que eu possa me apegar a ti e não te deixa ir embora.
Que teu Espírito modele dentro em mim todas as bênçãos da tua mão.
Quando eu não avanço, retrocedo.
Faz-me andar humildemente por causa do bem omitido e do mal cometido.



Imprime sobre minha mente a brevidade do tempo, a obra na qual se engajar,
a conta a ser prestada, a proximidade da eternidade,
o temível pecado de desprezar teu Espírito.



Que eu nunca esqueça que teus olhos sempre vêem,
teus ouvidos sempre ouvem, tua mão registradora sempre escreve.
Que eu nunca te dê descanso até que Cristo seja o pulsar do meu coração;
aquele que fala pelos meus lábios, a lâmpada dos meus pés.


Uma oração puritana!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

George Friedrich Haendel (1685-1759)



“O Senhor levanta os abatidos” (Sl 146.7)

Händel nasceu em Halle, na Alemanha, a 23 de fevereiro de 1685. Filho de um cirurgião-barbeiro começou a tocar cravo às escondidas do pai, que não queria vê-lo músico. Aos sete anos, aprendeu vários instrumentos, entre eles, violino e oboé; concomitantemente continuava seus estudos no ginásio luterano de sua cidade. Aos 12 anos fez sua estréia como músico na Corte de Berlim. Tocou nas orquestras de Hanover e Hamburgo.


Atendendo às exigências paternas, Händel fez estudos jurídicos na universidade de Halle, doutorando-se em direito. Ma sua vocação era musical. Em 1706, aos 21 anos, saiu da Alemanha e foi para a Itália, onde aprofundou os seus estudos e se tornou amplamente conhecido em todo universo musical. Na Inglaterra, aonde viveu a maior parte de sua vida adulta, consolidou sua fama como brilhante músico, chegando a ser líder da Real Academia de Música. Ao todo escreveu cerca de 42 óperas, mundialmente conhecidas.



No ano de 1741, aos 56 anos de idade, Haendel enfrentou uma aguda crise. Depressivo e emocionalmente esgotado, viveu uma fase que muitos julgavam irreversível. Tudo começou a mudar quando Haendel entendeu que “o Senhor levanta os abatidos” (Sl 146.7). Durante 23 dias Haendel permaneceu isolado em sua casa. As refeições trazidas eram devolvidas sem sequer serem tocadas. Haendel estava na sala de cirurgia do Médico da alma. Seus amigos disseram que às vezes “era possível ouvi-lo soluçando, aos prantos – profundamente tocado pelos textos bíblicos e por seu amor a Jesus”. Foi nesse período que, pela graça de Deus, Haendel foi restaurado. Inspirado e cheio da alegria dos céus, ele compôs a sua mais bela e famosa obra: O Messias. Quanto à sua experiência naqueles dias, ele disse: “Eu sentia como se visse todo o céu diante de mim, bem como o próprio Deus”.



Todos nós estamos sujeitos as mesmas lutas. A questão é como reagimos a esses períodos de crise. Haendel buscou a cura em Deus e por isso pôde fazer coro com o salmista: “Tu me verás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente”. Sl 16.11

domingo, 4 de setembro de 2011

ADORADOR OU CONSUMIDOR?





A sociedade contemporânea é marcada pelo consumismo. Tudo parece girar em torno do poder de compra, quer seja um produto ou um serviço. “Penso, logo existo”, foi o que disse Descartes, famoso filósofo francês. Hoje sua frase parece sem sentido, tendo em vista que a nova regra é: “Consumo, logo existo”. As marcas desse comportamento têm sido objeto de estudo por muitos estudiosos do comportamento humano, e podem ser observadas inclusive nas igrejas cristãs.


Uma das muitas tendências desse comportamento é ceder a tentação de ser um consumidor do culto quando a proposta bíblica é que a pessoa seja um adorador no culto. Mas qual é a diferença?



O adorador é alguém que foi regenerado pelo Espírito Santo e reconhece Deus como Senhor soberano do universo que, em Cristo, aceita o pecador e lhe concede a graça de chamá-lo de Pai. Portanto, como filho amado, ele anseia fazer a vontade do seu Deus e Pai. O consumidor, é inconverso, não conhece a Deus nem tão pouco está disposto a fazer sua vontade.



O adorador participa do culto coletivo com o objetivo de agradar “o auditório de Um só”. Para tanto, ele se junta a outros adoradores na adoração ao Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo. O consumidor assiste o culto como mais um na platéia e acha que o pastor e as demais pessoas “envolvidas” como atores prestando um serviço religioso. Deus seria o ponto, o facilitador, alguém responsável para que a platéia se satisfaça. Tal pessoa canta, mas não adora, pois seu objetivo é ser entretido com as canções e discursos que levantem sua auto-estima e o faça bem.



O adorador procura ser fiel a Deus ainda que isso, temporariamente, custe a sua própria felicidade. O consumidor faz da felicidade seu alvo supremo, mesmo que isso implique em infidelidade a Deus. O adorador é um servo que busca a Deus para servi-lo. O consumidor é um tolo ignorante capaz de cogitar a possibilidade de domesticar o Senhor, pretendendo fazer deste, um servo de seus caprichos e vontades.



O adorador adora coletivamente, junto com os seus irmãos, mas também individualmente, na privacidade do seu quarto. Não apenas aqui ou ali, mas em todo lugar. Ele não vive em busca de lugar um sagrado onde Deus supostamente se manifesta, mas entende que sua vida é um santuário onde Deus habita. O consumidor vive atento às ofertas do mercado. Quando um santuário já não satisfaz, ele busca outro, e depois outro, pois ele não quer participar do culto, mas apenas consumir um culto.





Judiclay Silva Santos