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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O CHEFE


Por Judiclay S. Santos

Estou lendo o polêmico e instrutivo livro de Ivo Patarra. O CHEFE, título da obra, lamentavelmente censurada pela esquerda brasileira, por natureza, canalha, demagoga e hipócrita, retrata de maneira consistente e fidedigna os desmandos do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, o Cara. Tenho certeza que, após ler este livro, fundamentado na verdade e ancorado na razão, sua opinião sobre Lula mudará completamente. Vamos resistir ao lulismo, que na verdade é o prefácio de horror dos capítulos mais sombrios que estão por vir, sobre a nação brasileira, outrora uma democracia.


A seguir, uma interessante entrevista concedida por Ivo Patarra, ao site Midia sem Máscara, baluarte da verdade sobre o atual mundo político.

ENTREVISTA
Após anos de investigação, Ivo Patarra afirma: "Lula é o chefe. A rede de esquemas é enorme, complexa e, se houver inteligência, Lula não deve saber dos detalhes, até para não ser envolvido. Mas, como mais alto mandatário da nação e beneficiário dos métodos constituídos para dar governabilidade à sua administração, dá o devido suporte e apoio. É o protetor de tudo."


O jornalista Ivo Patarra, 52 anos, é autor do memorável livro "O Chefe", obra recentemente ampliada e atualizada, em que retrata e analisa todos os escândalos de corrupção envolvendo o Presidente Luís Inácio da Silva e o PT, e em especial, o mensalão. Possui larga experiência em jornalismo político, trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Diário Popular e Jornal da Tarde, bem como exerceu cargos de assessoria em comunicação nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo. Além de "O Chefe", que promete ser um clássico para a literatura da ciência política no futuro, é também autor de "Nova York - São Paulo de motocicleta: 73 dias de aventura e emoção", "Fome no Nordeste Brasileiro" e "Morte de Juscelino Kubitschek: acidente ou atentado?".

Apresentamos a seguir a entrevista, realizada no dia 24 de março de 2010, por Klauber Cristofen Pires:

MSM: O que lhe motivou a escrever "O Chefe"?
Ivo Patarra: A eclosão do escândalo do mensalão, pela gravidade e a envergadura do maior esquema de corrupção governamental de que se tem notícias no Brasil, em todos os tempos.

MSM: Quando surgiram as primeiras evidências de corrupção no governo de Luís Inácio Lula da Silva?
Ivo Patarra: Houve o caso grave em 2004 envolvendo Waldomiro Diniz, o braço direito do então ministro José Dirceu, que apareceu em vídeo pedindo propina a um empresário do jogo.


MSM: O Sr acredita que sua obra jornalística compõe um dossiê mais ou menos representativo dos fatos ou que apenas aponta para a "ponta do iceberg"?
Ivo Patarra: "O Chefe" é resultado de uma pesquisa de cinco anos. Ouso dizer que é bastante completo em relação à corrupção que veio à tona nos governos Lula, mas certamente é a ponta do icebeg do que aconteceu.


MSM: Por qual motivo Lula decidiu tão avidamente incluir Roberto Mangabeira Unger no seu governo?
Ivo Patarra: Faço essa pergunta no primeiro capítulo. Ao longo das 457 páginas de "O Chefe" há muitos indícios e evidências sobre o motivo. Respondo a questão no último capítulo.


MSM: Qual o nível de envolvimento do advogado Roberto Teixeira? Os acidentes aéreos acontecidos e o caos no sistema aéreo foram conseqüências diretas da corrupção na Anac e Infraero?
Ivo Patarra: Roberto Teixeira ganhou milhões advogando para o setor aéreo. É fato que a reforma da pista principal do aeroporto de Congonhas foi protelada, aparentemente sem justificativa. Ou, melhor dizendo, a justificativa parece ter sido autorizar depois uma obra de emergência, sem licitação, supostamente mais cara. Inaugurada às pressas, sem as ranhuras do pavimento, a pista pode ter contribuído decisivamente para o maior desastre da história aviação civil no Brasil, em julho de 2007.

MSM: Para o Ministério Público, o esquema em Santo André começou a implodir quando Celso Daniel descobriu que a propina não vinha irrigando os cofres do PT, como o prefeito desejava, mas morria nas mãos de Sombra, Klinger e Ronan. O Sr concorda com esta suposição? Não teria sido mais conveniente ao PT proteger a imagem do prefeito?
Ivo Patarra: Celso Daniel montou o esquema de corrupção em Santo André e o estimulou, mas pessoas no seu entorno teriam ido com muita sede ao pote, o que diminuía o volume de dinheiro que ele desejava irrigando os cofres do PT. Celso Daniel tentou reverter o quadro e pagou com a própria vida. O PT tentou proteger ao máximo a imagem do prefeito, sem abrir mão da proteção do próprio partido. Nesse sentido, insistiu que havia sido um "crime comum" e não um "crime político". De fato, foi crime comum, motivado pelo destino da roubalheira em Santo André.


MSM: Houve outras mortes, além do caso de Santo André, que possam ser atribuíveis aos esquemas de corrupção apontados em seu livro?
Ivo Patarra: Talvez o prefeito de Campinas, Toninho do PT, possivelmente vinculada a interesses de empresários do bingo, que contribuíram com milhões para a campanha de Lula e se revoltaram com o suposto combate ao jogo desencadeado pelo prefeito do partido do presidente.


MSM: Ainda é assídua a participação de José Dirceu nos diversos esquemas apontados? Como ele tem atuado nos bastidores?
Ivo Patarra: É só abrir os jornais para ver as digitais de José Dirceu em assuntos ligados ao PT e ao governo Lula. O caso mais recente é o da Telebrás e a "consultoria" prestada por Dirceu a uma empresa interessada em milhões que viriam com a reativação da estatal. Com a eficiência costumeira, o entorno do presidente da República trata de abafar o caso. Não tenho dúvida de que o ex-ministro ocupará papel importante nos destinos do País, caso a candidata do presidente seja vitoriosa nas urnas.


MSM: De conhecimento de todos os casos apontados no seu livro, qual a sua conclusão sobre a estrutura de corrupção construída pelo PT? Ela forma uma pirâmide hierárquica ou constitui-se de uma rede de responsabilidades paralelas?
Ivo Patarra: Não acredito que haja uma organização entrelançando os diversos esquemas nas várias áreas de atuação do Governo Federal. Cada setor da administração, controlado por gente do PT e dos partidos da base aliada, cuida da sua fatia do bolo, embora, obviamente, haja uma "inteligência" na divisão dos cargos, proporcional ao peso dos aliados, e na suposta arrecadação de propina, que, fundamentalmente, enriquece agentes políticos, funcionários públicos, empresários e irrigada os caixas 2 dos partidos envolvidos.


MSM: Qual o papel protagonizado por Lula? Ele tem participação como mentor dos esquemas apontados, delibera sobre eles e os gerencia ou apenas atua como executor e protetor?
Ivo Patarra: Lula é o chefe. A rede de esquemas é enorme, complexa e, se houver inteligência, Lula não deve saber dos detalhes, até para não ser envolvido. Mas, como mais alto mandatário da nação e beneficiário dos métodos constituídos para dar governabilidade à sua administração, dá o devido suporte e apoio. É o protetor de tudo. Não tenho dúvida de que os esquemas corruptos continuaram no segundo mandato, até porque a base de apoio continuou a mesma, e até foi ampliada com a entrada em peso do PMDB.



MSM: O Senhor é ou foi militante do PT? Em que período? Em caso positivo, como o Senhor enxerga a imensa rede de corrupção promovida de alto a baixo nesta entidade partidária?
Ivo Patarra: Jamais fui militante do PT ou de qualquer partido. A corrupção, infelizmente, não é limitada ao PT e está difundida por praticamente todo o País e todas as agremiações partidárias. A aliança espúria entre corrupção e impunidade é o maior desafio da sociedade brasileira.


MSM: Não obstante a queda dos principais protagonistas das denúncias de corrupção, até o momento nenhum deles está preso e nem sequer foi julgado. A que deve tamanha mora por parte da justiça?
Ivo Patarra: O Brasil é o País da corrupção e da impunidade. Já é tempo da sociedade exigir a punição dos responsáveis. Só assim venceremos a desigualdade social, nosso maior problema. Notícia recente, por exemplo, mostra que o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, poderá ser preso pela Interpol se deixar o Brasil, por causa de supostos desvios de dinheiro público em obra na capital paulista. O único lugar em que ele aparentemente está seguro é no Brasil, justamente o País cujos cofres públicos teriam sido lesados por ele. Absurdo! Está preso apenas o governador do DF, mas porque foi flagrado num caso simplesmente espetacular de corrupção, todo muito bem documentado.


MSM: O seu livro vem a esclarecer alguma relação do PT com o Foro de São Paulo e/ou com as FARC?
Ivo Patarra: Não.


MSM: Diante de tantas evidências de corrupção, a que o Sr atribui o fato de Sr Luiz Inácio Lula da Silva continuar com a popularidade tão elevada, depois de quase ter sofrido um "impedimento?"

Ivo Patarra: Lula "conversa" muito bem com o povo. É um mestre nisso. Tem à disposição uma máquina fantástica de comunicação e propaganda. Não sofreu o devido processo por crime de responsabilidade pelos fatos ligados ao mensalão graças à leniência da sociedade brasileira de modo geral. Podemos dizer que o Congresso e a Justiça prevaricaram, e que os brasileiros foram medrosos e negligentes. Lula deveria ter sofrido o impeachment. Esse processo todo foi um péssimo exemplo para a população brasileira. Venceu a transgressão, a malandragem.

MSM: Em sua opinião, onde se encontram as falhas institucionais que propiciaram tamanho gigantismo de corrupção e de blindagem?
Ivo Patarra: Sem uma reforma política que tenha meios de desvincular o Poder Legislativo, ou seja, o Congresso Nacional, do Poder Executivo, o Governo Federal, continuaremos a ter o presidente nas mãos de deputados e senadores, que cobram caro por isso, e que, por sua vez, não dispõem de autonomia para fazer valer os verdadeiros interesses nacionais. Por outro lado, temos de dar mais força ao Ministério Público, autonomia à Polícia Federal, exigir eficiência e transparência da Justiça e, finalmente, propiciar mecanismos - e a internet é essencial para isso - a fim de que a sociedade possa fiscalizar e cobrar os poderes constituídos.



MSM: O livro aponta para alguma participação direta de Dilma Roussef nos esquemas apontados?
Ivo Patarra: Dilma tem um envolvimento discreto ao, por exemplo, receber em seu gabinete, fora da agenda, os advogados Luiz Eduardo Greenhalgh e Roberto Teixeira, interessados, respectivamente, nos casos do banqueiro Daniel Dantas e na venda da Varig. Ela também aparece, segundo a diretora da Receita Federal afastada, como tendo pressionado a favor de abafar as investigações que envolviam o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado e aliado de Lula, José Sarney, e por ter colocado, pelo menos indiretamente, a máquina do Ministério da Casa Civil para produzir um dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o que aliviaria a pressão da oposição que procurava apurar gastos irregulares com cartões de crédito fornecidos pelo governo a ministros e funcionários graduados.


MSM: Como o Sr interpreta recentes notícias de que Lula pretende atuar como presidente da Petrobras ao fim de seu mandato?
Ivo Patarra: Acho que o "plano A" dele é ser secretário-geral da ONU.


MSM: O senhor pretende publicar a sua obra em língua estrangeira?
Ivo Patarra: Estou aberto para isso.

MSM: O Sr recebeu algum apoio para realizar este trabalho?
Ivo Patarra: Não.

MSM: O Senhor tem recebido alguma forma de perseguição pessoal ou profissional pelo trabalho realizado?
Ivo Patarra: Não.

"O Chefe" pode ser adquirido em versão impressa ou baixado gratuitamente a partir do site O Chefe http://www.escandalodomensalao.com.br/ ou da Livraria Virtual do blog LIBERTATUM http://libertatumlivros.blogspot.com/

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ATO DE ROTINA


Por Olavo de Carvalho

Quem não sabia, com meses de antecedência, que o Sr. Luiz Inácio iria jogar todo o peso da sua autoridade de presidente numa última cartada espetacular em favor do terrorismo internacional? Quem não sabia que Cesare Battisti, ao fugir para o Brasil, escolhera o melhor lugar do mundo para tipos como ele, o porto seguro, o abrigo infalível de terroristas e narcotraficantes?

“Quem não sabia?” Que pergunta mais idiota. Eu sabia, meus colegas e leitores do Diário do Comércio sabiam, a parcela ínfima da população brasileira que se mantém informada sabia e, é claro, a turma do Foro de São Paulo sabia.

O resto da humanidade ignorava-o por completo. Esperava de Lula outra atitude, simetricamente inversa, compatível com a imagem estereotipada de estadista sereno e pragmático que a mídia internacional forjou para torná-lo atraente aos investidores.
De toda parte, as reações indignadas ao gesto de solicitude paternal do nosso ex-presidente para com um notório terrorista e assassino vieram com aquela expressão de surpresa e desencanto do marido enganado que, até a véspera, confiava cegamente na esposa.

Definitivamente, ninguém na grande mídia ou nos altos círculos da Itália, de qualquer outro país europeu ou dos EUA tem ou quer ter a menor idéia de quem é Luís Inácio Lula da Silva.
Sem a mais leve pretensão de infundir nas cabeças dessas mimosas criaturas um conhecimento que não desejam, do qual fogem como da peste, assinalo aqui alguns lances memoráveis do curriculum vitae do ex-presidente:
1. Ele teve como seu constante mentor espiritual, desde a juventude até a velhice, o ex-frade Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, colaborador fiel do governo de Fidel Castro e co-autor da Constituição Cubana. Jamais renegou o guru.
2. Logo após a queda da URSS, nosso personagem aderiu ao lema “reconquistar na América Latina o que perdemos no Leste Europeu” e para isso fundou em 1990 e presidiu por doze anos o Foro de São Paulo, coordenação estratégica do movimento comunista na América Latina, irmanando num plano estratégico abrangente partidos legais e organizações criminosas. Em comunicado oficial no décimo-quinto aniversário do Foro, as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, reconheceram que essa iniciativa salvara da extinção iminente o movimento comunista internacional.
3. Ao eleger-se presidente, fingiu afastar-se do Foro de São Paulo mas continuou extra-oficialmente no comando da entidade por intermédio de seus ministro Marco Aurélio Garcia e de seu assessor de imprensa Gilberto Carvalho.
4. Jurando não ter tido jamais qualquer contato com as Farc, ele presidiu assembléias do Foro ao lado do comandante da narcoguerrilha colombiana, Manuel Marulanda, e permitiu que membros do seu governo, junto com figuras estelares do seu partido, se associassem ao mesmo Marulanda na direção da mais importante revista de debates internos do movimento comunista no continente, “America Libre”.

5. Durante seu governo, muitos concorrentes e dissidentes das Farc foram perseguidos e presos no Brasil, enquanto os agentes da organização continuavam operando livremente no território nacional, não só distribuindo drogas, mas fornecendo armas e treinamento a quadrilhas de bandidos locais e aos militantes do MST, protegidos do governo. Quando o representante das Farc no país, Olivério Medina, foi preso pela Polícia Federal, o partido e o governo de Lula se mobilizaram imediatamente para libertá-lo, dando-lhe, de quebra, a cidadania brasileira e um emprego oficial para sua esposa no ministério então chefiado pela atual presidente da República, Dilma Rousseff (esta negou ter qualquer envolvimento no caso, até que sua assinatura no decreto de nomeação fosse publicada na imprensa). O único militante farqueano que permaneceu preso no Brasil foi Juan Carlos Ramirez Abadia. Esta exceção aparentemente misteriosa explica-se porque o referido, agindo evidentemente à margem das Farc, se envolveu num plano para seqüestrar o filho de Lula, Luís Cláudio (v. http://www.eltiempo.com/justicia/chupeta-frustro-plan-de-secuestro-de-hijo-de-lula_8731901-4).

6. O governo Lula sempre rejeitou o pedido colombiano de aplicar às Farc o qualificativo oficial de “organização terrorista”, propondo, ao contrário, que a quadrilha de narcotraficantes fosse premiada por seus crimes mediante a anistia geral e a transmutação da coisa em partido político legal.

7. Em dois discursos oficiais, publicados no site da Presidência da República mas jamais noticiados por qualquer órgão de mídia no Brasil, ele confessou a interferência direta do Foro e de São Paulo e dele próprio na política interna da Venezuela e de outros países, para colocar e manter no poder tipos como Hugo Chávez, Morales e tutti quanti.

8. É verdade que, no campo econômico, Lula se comportou direitinho e fez tudo quanto o Banco Mundial mandou. Mas só agiria de outro modo se fosse louco. Se o próprio Lênin fez o diabo para acalmar e seduzir os investidores internacionais enquanto consolidava o poder interno dos comunistas na Rússia, por que haveria Lula de entrar em guerra com o capitalismo planetário enquanto ia discretamente ajudando a entregar aos agentes do Foro de São Paulo o controle de várias nações latino-americanas? A tática da dupla face funcionou tão bem que, numa mesma semana, ele foi homenageado pelo Foro Econômico de Davos por sua adesão ao capitalismo e no Foro de São Paulo por sua fidelidade ao comunismo. Os que agora explodem de cólera ante a proteção que ele deu a Césare Battisti só conhecem, decerto, a primeira face. Por isso vêem nessa decisão obscena uma exceção repentina, incoerente, aberrante, inexplicável. Quem conhece a segunda entende que foi um ato de rotina, o último de uma longa série. Incoerência é uma coisa, duplicidade é outra.

domingo, 31 de outubro de 2010

A "EQUIPE" DE DILMA, PRESIDENTE DO BRASIL

COMO SERÁ O FUTURO DO BRASIL?
COM ESSA TURMA DÁ PARA IMAGINAR!

Com a ajuda de Lula, Collor finalmente conseguiu chegar ao cofre da Petrobras

Por Augusto Nunes

Em outubro de 1990, o presidente Fernando Collor valeu-se de um emissário para induzir a Petrobras a emprestar US$ 40 milhões à Vasp, empresa aérea comprada no mês anterior pelo amigo Wagner Canhedo. Deu tudo errado. Pressionado por Paulo César Farias, o presidente da estatal, Luiz Octávio da Motta Veiga, demitiu-se inesperadamente e denunciou o cerco movido pelo tesoureiro do chefe de governo. O escândalo se transformaria na primeira estação do merecido calvário que desembocaria no impeachment.


Passados 20 anos, o senador Fernando Collor voltou à ação no local do crime não consumado, agora para forçar a estatal a fechar um contrato de R$ 200 milhões com o usineiro alagoano João Lyra, ex-senador e pai de sua cunhada Tereza Collor. Para abrir o cofre que PC não alcançou pela rota dos porões, Collor dispensou-se de cautelas e foi à luta pessoalmemente. Em agosto passado, entrou pela porta da frente, e levando a tiracolo o empresário de estimação beneficiado pela bolada. Desta vez deu tudo certo.


Numa nota publicada em seu blog no site de VEJA, o jornalista Lauro Jardim resumiu o show de atrevimento: “O candidato a governador Fernando Collor exigiu ─ repita-se: exigiu ─ que a diretoria da Petrobras Distribuidora assinasse um contrato de vinte anos para a compra de etanol das usinas de João Lyra. Alguém aí acha que Collor foi posto para fora ? Nada disso. Não conseguiu um contrato de décadas, mas arranjou um de quatro anos, cerca de 200 milhões de reais”.


Nesta semana, o Brasil soube por que Collor se sente em casa na Petrobras Distribuidora: foi ele o padrinho da nomeação de José Zonis para a Diretoria de Operações e Logística. Desde o ano passado, o ex-presidente despejado do Planalto por ter desonrado o cargo não precisa designar algum homem de confiança para missões de grosso calibre na maior das estatais. Tem um representante com direito a gabinete, cafezinho e canetas que assinam contratos com prazos sob medida para a obtenção de empréstimos bancários.


“Isso é uma tremenda maracutaia”, berrou em 1990 Luiz Inácio Lula da Silva, ao saber que Collor tentara favorecer um empresário amigo com dinheiro da Petrobras. Em dólares, a montanha de cédulas capturada em agosto deste ano é equivalente à perseguida sem sucesso há duas décadas. Mas o presidente que abandonou o emprego para virar animador de palanque não viu nada de errado. Os devotos do Mestre aprendem que maracutaia que beneficia companheiros (sobretudo um amigo de infância, patente obtida por Collor) não é maracutaia. É um negócio como outro qualquer.


O que pensa da pilantragem a candidata Dilma Rousseff, sempre com a mão no coldre para defender o símbolo nacional da cobiça dos inimigos da pátria e seus sócios estrangeiros? O neurônio solitário ainda ensaia o que dizer. José Sérgio Gabrielli, ao contrário de Motta Veiga, engole o que vier pela proa para manter o emprego. Não há ofício mais gratificante que prestar serviços à nação numa estatal fora-da-lei. O presidente da Petrobras só saírá do gabinete na traseira de um camburão.


Aparentemente ilógica, a parceria entre os candidatos que trocaram chumbo na guerra suja de 1989 nada tem de surpreendente. Escancarado pela grossura explícita, o primitivismo de Lula pode ser visto com nitidez por trás do falso refinamento de Collor. Escancarado pela arrogância de oligarca, o autoritarismo de Collor é perfeitamente visível por trás do paternalismo populista de Lula. Os dois são, em sua essência, primitivos e autoritários. Nasceram um para o outro.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PNDH-3 : UM GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA NO BRASIL



Por Judiclay S. Santos
No apagar da luzes de 2009, especificamente no dia 21 de dezembro daquele ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um documento que é uma tentativa de implantação do totalitarismo no Brasil. O PNDH3 é um conjunto de 521 proposições que visam alterar significamente a Constituição Federal.

O Decreto 7037, publicado no Diário Oficial de 22 de dezembro de 2009, pretende desconstruir os padrões sociais, políticos, éticos e morais. Trata-se de uma política de cerseamento das liberdades individuais e coletivas, garantidas na Constituição Federal. Portanto, trata-se de uma tentativa vergonhosa de cubanizar o Brasil. O infame objetivo é centralizar o poder e estabelecer um Estado Totalitário onde a palavra de ordem é CONTROLE. O controle total do Estado em todas as áreas da sociedade.

O presidente declarou, depois de inúmeras e fundamentadas críticas, que assinou sem ler. Acredite quem quiser; eu não acredito. Mas o fato é que existe um programa que visa redesenhar o Brasil segundo as ideologias esquerdistas.

PRINCIPAIS PONTOS DO PNDH3

CENSURA AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
“Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas.”

Esse foi o ponto que despertou a imprensa para analisar o documento e verificar que se trata de um projeto de mudanças profundas do Brasil rumo ao totalitarismo. O jornalista Reinaldo Azevedo foi o primeiro a denunciar esse programa de socialista do PT.

APOIO À INVASÃO DE TERRAS E PROPRIEDADES URBANAS E RURAIS
“Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos, com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar, como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares, sem prejuízo de outros meios institucionais para solução de conflitos.”

Trata-se de uma inversão do direito. Se hoje um cidadão brasileiro tem sua propriedade invadida ele pode recorrer a justiça e comprovando o título da terra, reivindicar a reitegração de posse. O PNDH3 estabele a protelação da reitegração de posse. Antes de qualquer decisão judicial, os envolvidos, o proprietário e o invasor devem comparecer diante poder público para negociar o conflito.

Na prática, os que os esquerdistas pretendem é dar apoio irrestrito ao movimento revolucionário marxista do MST (Movimento dos Sem-Terra). Esse movimento criminoso, formado por ativistas profissionais que não saberiam como plantar um pé de cenoura, atuam como uma milícia armada da esquerda brasileira. Exagero? Essa organização criminosa, que invade fazendas, mata gado, mata pessoas, destrói tratores e plantações, é financiada pelas Organizações Não-Governamentais (ideologicamente alinhadas com a esquerda) e com dinheiro público, recebido ilegalmente.

ABORTO LEGALIZADO
O partido do governo é o partido do aborto. Todos os projetos que tramitam tanto no Congresso quanto no Senado em favor do aborto são do PT e dos partidos alinhados ideologicamente. O mais absurdo, é que o PNDH3, propõe que o aborto passe a ser legal em qualquer fase da gestação. Uma mulher pode escolher assassinar o seu filho no oitavo mês da gestação.
A loucura maior é que essa mesma mulher, que pode matar o seu próprio filho por meio do aborto, com o amparo da lei, se interromper a gravidez do mico leão dourado pode ser presa. Um animal vale mais que um bebê indefeso? Os terrorristas ambientais que praticam a religião do Ecomenismo acreditam que o mico leão dourado tem mais valor do que um ser humano. Mesmo contra a vontade de 80% da população brasileira, contrária ao aborto, o governo e mídia que impor o assassinato de bebês em nome da liberdade da mulher. Loucura!

CASAMENTO HOMESSEXUAL APROVADO
Tal como aconteceu na Argentina recentemente, o casamento homossexual será aprovado no Brasil. Embora a população brasileira seja contra, os governantes querem aprovar o casamento homossexual, seguindo uma conjuntura mundial que pode ser denominada de ditadura homossexual.

PROIBIÇÃO DE EXIBIR SÍMBOLOS RELIGIOSOS
Mais uma idiotice dos petralhas. Em nome de um Estado “Laico” querem desconstruir a herança cristã no Brasil. Será que eles pretendem mudar o nome do Estado de São Paulo, do Estado do Espírito Santo... Coisa de gente estúpida.

PROSTITUIÇÃO REGULAMENTADA
Se houvesse mesmo interesse em promover os direitos humanos, o governo deveria combater a indústria da prostituição que rouba a dignidade das pessoas. Regulamentar a prostituição como sendo um trabalho é uma afronta à sociedade como um todo e as mulheres em particular. As autoridades não estão interessadas em promover os direitos humanos, mas em oficializar uma das mais antigas práticas de abuso e degradação da mulher, a prostituição.
Será que o Lula quer concorrer com seu amigo Fidel? O que se sabe é que em Cuba existe aproximadamente 100 mil prostitutas que “trabalham” com o consentimento do Ogro das Américas.

DESARTICULAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS.
A revisão de todos os "crimes" cometidos pelos militares, porém uma total anistia para todos os ataques terroristas, assassinatos e assaltos perpetrados pela esquerda.

Na verdade, o objetivo do PNDH3 é transformar o Brasil num pais de tolos.

Veja a opinião de IVES GANDRA, notável jurista brasileiro de renome internacional.

Acesse o link: http://www.youtube.com/watch?v=VQldMpBECvo


A íntegra do decreto está disponível em:
http://www.mj.gov.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf

quarta-feira, 19 de maio de 2010

OBAMA HUMILHA “O CARA”. OU: O FIM DO “LULA GLOBALIZADO”


Por Reinaldo Azevedo

Luiz Inácio Lula da Silva tornou o mundo mais seguro!

É verdade! Acreditem em mim! Não fosse a decidida, pertinaz, corajosa, ousada, fabulosa, estonteante estréia do Babalorixá de Banânia no miolo mesmo da principal questão de segurança hoje no mundo, o consenso das cinco potências para impor sanções ao Irã demoraria um pouco mais. Mas “o Cara” agiu, e os EUA decidiram calciná-lo e apressar a aprovação de sanções! Quem disse que Lula não dá uma dentro no cenário externo?

Sim, queridos, as sanções demorariam um pouco mais. Ma aí um grupo de gênios brasileiros — em que se destacam, além do próprio Grande Morubixaba, inteligências estratégicas como Samuel Pinheiro Guimarães,
Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia — decidiu que os filósofos já haviam pensado demais o mundo; era chegada a hora de transformá-lo. Como vocês sabem, a sacada é de Karl Marx, certamente formulada num momento em que os furúnculos no traseiro lhe doíam terrivelmente. Ajeitou a sentada sobre a banda direita; incomodou; sobre a esquerda depois, continuou a incomodar. Então ele disparou aquele repto contra o pensamento. Fosse um existencialista, poderia ter escrito: “Como ser feliz com tanta dor?” Mas era um materialista dialético, né? Então se saiu com essa brutalidade!

A formosura daquele pensamento atravessou a história, fez seu ninho no Itamaraty e instruiu a aventura do Grande Negociador! E Lula, então, foi ao Irã, com seu “papo pra lá de Teerã”, e negociou a paz. Seus aloprados tinham resolvido que já era hora de tomar os destinos da segurança mundial nas mãos, tanto as dianteiras como as traseiras. Deu do que deu!

A ironia de Obama, quando declarou o seu “Ecce homo” (”Esse é o Cara!) sobre o político mais popular da Terra, finalmente se revela. Em menos de 24 horas, os Estados Unidos e os outros quatro com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU submeteram Lula e seus aloprados de gravata ao ridículo. Celso Amorim pode incluir mais esta derrota (ver abaixo) à sua formidável coleção de trapalhadas. Lula, o Bibelô da Nova Ordem Internacional, é, hoje, só um senhor patético, que resolveu brincar com o perigo, sem se dar conta do salseiro em que estava se metendo.

O que esperar de alguém que senta ao lado de Medvedev, uma invenção de Vladimir Putin, herdeiro das aspirações imperiais tanto da velha Rússia como da extinta União Soviética, e deita proselitismo contra, nas suas palavras, “a invasão da Rússia do Afeganistão”. Se os russos soubessem que isso, em português, está mais para o russo, certamente teriam se divertido um tanto. Aliás, em Moscou, ele já havia desenhado um plano para a paz no Oriente Médio — que incluía o… Afeganistão!!! A geografia não é um limite para o pensamento criativo! Lula já havia “atravessado o Atlântico” para chegar aos EUA…

O Babalorixá de Banânia merece o Prêmio Nobel da Paz! Como, ao tentar proteger Mahmoud Ahmadinajed, colega com quem trama a Nova Ordem Global, ele conseguiu apressar o consenso sobre as sanções, temos, então, que Lula colaborou de maneira decidida para encostar o facinoroso contra a parede. Agora só falta aquela colunista escrever que tudo foi rigorosamente combinado com Barack Obama… Afinal, ela havia feito essa descoberta quando o presidente do Irã visitou o Brasil. Segundo asseverou então, Lula cumpria uma missão passada pelo presidente americano. No dia seguinte, Obama enviou uma carta esculhambando o governo brasileiro.

Vocês querem o quê? Lula é um clichê. Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza. Meu bisavô tinha outra frase, não muito elegante, que recende a certo ruralismo. Vou torná-la mais familiar: “Quem nunca viu aquele monossílabo de duas letras da anatomia humana, quando vê, pensa que o dito-cujo é uma cidade”.

Já escrevi sobre a reação patética de Amorim, que pode ser definido como a menor distância entre o fígado e o cérebro. Ontem, na TV, apareceu Marco Aurélio Garcia, com esgares de insatisfação, virando os olhos —  mais ou menos, suponho, como Marx naqueles momentos terríveis — a fazer ameaças: “Se os EUA optarem pelas sanções, vão se dar mal. Vão sofrer uma sanção moral e política”. A Casa Branca tremeu. É mesmo? De quem? Deixe-me ver… Do Brasil, da Venezuela, da Bolívia, do Equador… A Turquia só está esperando alguma facilidade da União Européia para cair fora.

O Brasil se isola de tal maneira na questão que a embaixadora do país na ONU, Maria Viotti, abandonou ontem a reunião do Conselho de Segurança. Não aceita nem mesmo participar das discussões. Huuummm…O grupo reúne 15 países. São necessários nove votos para aprovar as sanções desde que não haja veto de nenhum dos cinco com assento permanente (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França). Com o Brasil fora do debate e sendo a Turquia co-patrocinadora do acordo, será preciso conquistar quatro adesões entre os nove países restantes: Nigéria, Bósnia-Herzegóvna, México, Uganda, Gabão, Líbano, Áustria e Japão.

O Brasil foi pego de calças curtas. A reação abobalhada, a começar da de Lula, se deveu à fulminante reação das cinco potências. Só não me parece correto afirmar que é como se o Brasil jamais tivesse anunciando um acordo porque, reitero, Lula conseguiu, na prática, apressar o consenso dos grandes. Rússia e China, que mais resistiam às sanções, tiveram de escolher entra as duplas “Lula-Amorim” e “Obama-Hillary”. Imaginem a angústia…

Resta a Lula, agora, voltar ao Brasil e transformar a sua formidável derrota num ativo eleitoral, excitando o antimericanismo rombudo. O discurso do recalcado triunfante é sempre um bom lugar para esconder uma monumental derrota.

Lá fora, a máscara de Lula caiu. Agora só lhe sobrou o picadeiro da política interna.

domingo, 25 de abril de 2010

CHARLATANISMO RACISTA



Por Olavo de Carvalho

Como o sr. Demóstenes Torres recordasse em público o fato óbvio de que o tráfico negreiro começou dentro da África antes de estender-se às Américas, a Folha de S. Paulo vingou-se da verdade histórica, que ela detesta, acusando o senador de culpar “os negros” pela escravatura. Oh, que delícia poder sujar a reputação do senador democrata com uma insinuação de racismo, logo após ter usado os crimes vulgares do seu correligionário Arruda como papel higiênico para limpar os resíduos do Mensalão, do caso Bancoop, da aliança PT-Farc etc. etc.!




É claro que o senador não culpou os escravos, muito menos a raça negra como um todo, pelos crimes dos escravagistas africanos. Mas, mesmo que ele o tivesse feito, que mal haveria nisso senão o de raciocinar com base na mesma premissa macabra que seus acusadores usam todos os dias com o ar mais inocente do mundo? Se a raça branca deve pagar pelos atos praticados por escravagistas brancos entre os séculos XVI e XIX, por que não pode a raça negra levar a culpa de crimes idênticos que os escravagistas negros cometeram desde muito antes disso e aliás continuam cometendo até hoje? Se uma raça é juridicamente imputável, por que não o serão todas elas? Por que somente os negros terão o direito de pensar com base numa premissa racista, e todas as demais raças devem abster-se de fazê-lo? Se o racismo já é abominável em si, mais odioso ainda ele se torna quando sua prática se consagra como direito monopolístico de uma raça em particular.




E não me venham com a história de que essa deformação da lógica moral é justificável no caso específico dos negros, tendo em vista seus sofrimentos espetaculares, supostamente maiores que os impostos a outras raças. Praticamente todas as raças européias foram escravizadas pelos romanos desde a fundação do Império em 27 a.C. — em condições muito mais desumanas do que tudo o que veio depois —, e em seguida pelos muçulmanos a partir do século VIII da nossa era. “Muçulmanos” não quer dizer “árabes”. Já o primeiro convertido ao Islam não foi um árabe, mas um negro, escravo de Maomé. Ao expandir-se na África, o Islam levou consigo os princípios de organização político-militar que permitiram ali o surgimento de grandes impérios escravagistas, para os quais a venda de cativos aos europeus, a partir do século XVI, não foi senão um upgrade tardio de negócios já bem estabelecidos em escala continental. Mas não pensem que fosse um caso exclusivo de “negros escravizando negros”.
Não só nas tropas maometanas que invadiram a Europa, mas também nas hordas de piratas que percorriam as costas da Inglaterra, da França, da Espanha e de Portugal para fazer cativos, era grande o número de negros, seja como caçadores ou feitores de escravos, seja como capitães e proprietários. Escravos brancos começaram a ser levados para servir nos países muçulmanos desde setecentos anos antes da chegada do primeiro escravagista europeu à África, no século XVI. Pior: isso começou numa época em que a escravidão já não existia na Europa. Muçulmanos árabes e negros trouxeram de volta às nações européias o horror que a influência da Igreja havia extinguido quatro séculos antes. Com o detalhe agravante de que, a meio caminho, pelo menos dez por cento desses escravos europeus sofriam castração para poder servir nos haréns, coisa que jamais sucedeu aos negros trazidos da África para a América pelos malvados brancos, só aos que foram para os países islâmicos sob o chicote de feitores árabes e negros.




Por aí já se vê o quanto é falsa a afirmação do sr. Luiz Felipe de Alencastro, de que, no tráfico negreiro, "toda a logística e o mercado eram uma operação dos ocidentais". Os Ocidentais entraram tardiamente num mercado já organizado e próspero, do qual até então só haviam participado na condição de mercadoria. Alencastro é um completo ignorante no assunto em que pontifica. Mas quem esperaria coisa melhor de alguém que já se notabilizou como charlatão acadêmico ao proclamar, contra todas as evidências de fonte primária, que o Foro de São Paulo não existia, que era pura invencionice da “direita”? Não consta que ele tenha jamais se desculpado por isso, nem mesmo depois que a direção nacional do PT e a própria Presidência da República saíram alardeando as atividades do Foro. Falta a esse sujeito o mínimo de decoro intelectual para opinar sobre o que quer que seja.




No mesmo sentido dele pronuncia-se o colunista Elio Gaspari: “O tráfico negreiro foi um empreendimento das potências européias.” Mentira ou ignorância completa. Captura, tráfico e exportação de escravos já alimentavam nações africanas inteiras quando o europeu chegou lá. Gaspari não estudou nada, rigorosamente nada da bibliografia existente sobre o assunto (v. abaixo), mas tenta arrotar superioridade proclamando que Demóstenes Torres, no seu pronunciamento ante o STF, “demonstrou um pedaço do seu nível intelectual”. Que raio de coisa é “pedaço de nível”? Gaspari escreve como um ginasiano relapso. Se parte da elite o aplaude, é por força do princípio asinum asinus fricat.




Alencastro, Gaspari e tutti quanti baseiam seus simulacros de argumentos tão-somente em chavões inculcados na mente popular pela repetição obsessiva, bem subsidiada por fundações bilionárias. Da minha parte, prefiro a pesquisa histórica atualizada. Leiam Giles Milton, White Gold: The Extraordinary Story of Thomas Pellow and Islam’s One Million White Slaves (New York, Farrar, Straus and Giroux, 2004), Tidiane N’Diaye, Le Genocide Voilé (Paris, Gallimard, 2008), Robert C. Davis, Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast, and Italy, 1500-1800 (New York, Palgrave Macmillan, 2003); Murray Gordon, Slavery in the Arab World (New York, New Amsterdam, 1989); Jacques Heers, Les Négriers de l’Islam: La première Traite des Noirs, VIIe-XVe Siècles (Paris, Perrin, 2003); Bernard Lugan, Afrique: L’Histoire à l’Endroit (Paris, Perrin, 1989, reed. 1996).




Leiam e depois me digam se essa inculpação unilateral da raça branca por um crime que foi de todos contra todos não é uma das maiores empulhações dos últimos tempos, digna de competir com o “aquecimento global” do sr. Al Gore.

terça-feira, 20 de abril de 2010

CHEFÃO DO MST DIZ QUE “SOCIEDADE TEM DE SOFRER”


Por Reinaldo Azevedo

Jaime Amorim, o chefão do MST em Pernambuco, um dos mais violentos do movimento, comandou ontem a baderna em Recife, causando transtornos a milhares de pessoas. Ouvido pela reportagem do Jornal Nacional, ele não teve dúvida: afirmou que a “sociedade tem de sofrer” para que, enfim, os sem-terra realizem os seus desígnios. Como se noticiou aqui ontem, a baderna se estende a vários estados, e 68 invasões já foram feitas em vários estados no âmbito do chamado “Abril Vermelho”.

Quem é Amorim: Este blog mal havia completado um mês, e eu revelei a alma profunda deste herói, no dia 30 de julho de 2006. Leiam:

domingo, 30 de julho de 2006 2:33
O Estadão deste domingo traz uma matéria de uma página centrada em Jaime Amorim, o nº 2 do MST. Só perde para João Pedro Stedile. Angélica Santa Cruz foi encontrá-lo em Roraima, onde o movimento que lidera acaba de fincar a bandeira com uma invasão. Agora, só três estão livres de ao menos uma invasão do MST: Amazonas, Acre e Amapá. O Acre pode ser tirado da lista porque os movimentos todos dos chamados “povos da floresta” já têm o comando petista.
Adiante.

A abordagem do jornal é interessante. O catarinense Amorim, que comanda os sem-terra em Pernambuco — na verdade, no Nordeste —, foi enviado ao Estado como um representante de uma empresa que fosse implementar um franquia. É o gerentão. Foi lá ver se o PMSTQ — Padrão MST de Qualidade — estava sendo seguido à risca. Deixa-se fotografar orgulhoso, de boné e camisa vermelha. E ficamos sabendo que ganha R$ 600 por mês — é mesmo um franciscano!!! —, que não usa roupas de marcas, americanas muito menos, nem entra em shoppings, esses templos de consumo. Só sucumbe à coca-cola. Bem, até aqui, poderia ser a descrição de monge budista.

Roland Barthes dizia que as fotos tinham “punctum” —ou vários “puncta” — focos, pontos, que chamavam a nossa atenção. Diz o texto que o homem tem um roçadinho. Meus olhos logo procuraram nas suas as mãos de um agricultor, as unhas ao menos… Nada que lembrasse as de meu avó, calejadas pela enxada, lanhadas pelos galhos do café, que vão cravando na carne gravetos minúsculos, na forma de espinhos.

Lê-se a matéria e, infelizmente, não se revela ali o homem que, em 2000, ameaçou atear fogo num navio de bandeira liberiana porque estava carregado com milho transgênico. O nome disso é terrorismo. O MST em Pernambuco, que ele lidera, é o mais violento do Brasil. Ali, carros do Incra já foram incendiados. Durante o governo FHC, o MST do Estado, sob seu comando, jogou cocô — sim, cocô — na caixa d’água da repartição federal. Ele cuida ainda de um aparelho do MST em Caruaru, onde revela a agricultores, com suas mãos sábias, os mistérios de Marx, Che Guevara e Lênin.

Foi em Pernambuco que dois policiais foram feitos prisioneiros num assentamento dos sem-terra. Um deles foi barbaramente torturado e morto em fevereiro do ano passado. Como era só um pernambucano pobre e não se chamava Dorothy Stang, ninguém acendeu velas por ele, e Dom Tomás Balduíno, amigo de Amorim, não encomendou a sua alma. Escrevi sobre isso à época (clique aqui). Amorim não é nem asceta nem monge budista. Tem sido o líder das ações mais violentas do MST. Definitivamente, é um homem que sabe endurecer fingindo não perder a ternura jamais.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

DIREITOS DESUMANOS

Desumano decreto presidencial engana o povo com medidas opressivas e ditatoriais


Por Julio Severo

Bem ao estilo soviético, Lula mostrou todas as suas unhas vermelhas, dos pés e das mãos.
Seu decreto presidencial de “direitos humanos” (Decreto 7037, de 21/12/2009, 3º Plano Nacional de Direitos Humanos), pretensamente feito com a aprovação e consenso do povo, viola os mais importantes direitos dos cidadãos brasileiros, dando para o mal a capa de “direitos humanos” e despindo a maior parte da população de seus legítimos direitos.


Para quem não sabe, na União Soviética, o maior modelo prático de socialismo do mundo, tudo era feito “no nome do povo”. Os tribunais, que condenavam inocentes e protegiam os criminosos do partido único, eram os tribunais “do povo”. Reagir contra essa “justiça” era considerado crime contra o próprio povo. O povo inocente era condenado em seu próprio nome! É óbvio que toda essa conversa “do povo” e “para o povo” era na verdade apenas a dissimulação da própria arbitrariedade estatal. O Estado podia livremente violar direitos sob a desculpa de estar agindo “nos melhores interesses do povo”.


Não muito diferente, o governo socialista do Brasil alega sempre estar agindo “nos melhores interesses” dos pobres, ou dos oprimidos, ou dos deficientes, ou das mulheres, ou dos negros e agora dos gays — na mais avançada e modernizada malícia marxista.


Os comunistas soviéticos cometeram horrendos genocídios — tudo em nome dos melhores interesses do povo. Hoje, a sede de sangue e de aniquilação moral e ética vira, no decreto de Lula, defesa dos “direitos humanos”: aprovar o aborto, legitimar a prostituição, legitimar como “casamento” a conjunção carnal de dois homens moralmente pervertidos, legitimar como “cultura” a imposição das religiões afro-brasileiras nas escolas, deslegitimar e condenar os símbolos cristãos em estabelecimentos federais, canonizar terroristas comunistas, etc.


Em meu artigo Presente das Trevas, publicado no dia 22 de dezembro de 2009, alertei o Brasil que enquanto todos estavam descansando e curtindo a família e o feriado, Lula e seus camaradas estavam armando sua desumana bomba de “direitos humanos”. A bomba, entregue como decreto presidencial em 21 de dezembro de 2009, terá efeito devastadoramente letal se a população não se manifestar com força e coragem.


Se o decreto vermelho e moralmente invertido de Lula prevalecer, todos terão “direitos humanos” no Brasil, até “ratazanas”. Todos, menos os inocentes. Seu decreto na verdade decreta a extinção da moral, da ética, da propriedade privada, da liberdade de expressão e, com a aprovação do “casamento” gay, da liberdade religiosa.


O decreto de Lula estabelece várias medidas recheadas de malícia ideológica no mais elegante estilo soviético de distorção das palavras e da realidade, apresentando como “direitos humanos” as seguintes aberrações:


* A profissionalização da prostituição.
* O controle da imprensa e da internet.
* O banimento de símbolos cristãos nos estabelecimentos públicos.
* A promoção das religiões afro-brasileiras como “cultura” dos descendentes dos escravos trazidos da África.
* A descriminalização do aborto.
* A legitimação do “casamento” gay e de adoção de crianças por esses “casais”.


Nada disso se parece, nem de longe, com direitos humanos para uma mente minimamente normal. Mas quando os anormais estão no poder, o que se pode esperar?


É claro que, mesmo sem esse decreto, Lula e seu governo já estavam lutando para avançar cada uma dessas metas. O propósito do decreto é simplesmente passar por cima de toda a resistência do povo e fazê-lo engolir de uma vez tudo o que já foi decidido, selado e aprovado pelos “tribunais do povo”.


Li hoje que, na classificação da Missão Portas Abertas, o país que mais persegue e mata cristãos no mundo é a Coréia do Norte. Em segundo lugar está o Irã — o mesmo Irã cujo presidente odiador de Israel mantém amizade com Lula.


Lula se lembrou alguma vez de mencionar para Mahmoud Ahmadinejad que matar cristãos é violar direitos humanos? Lula se lembrou de fazer um justo decreto presidencial condenando Ahmadinejad e seu governo por crimes e abusos de legítimos direitos humanos contra os cristãos do Irã?


Essa é a essência da ética de Lula e seu governo, que usam e abusam do termo “direitos humanos” para defender e homenagear até terroristas comunistas, inclusive roubando dinheiro do povo brasileiro para escandalosas e injustíssimas indenizações. E o decreto presidencial dele ordena a transformação desses criminosos em heróis. E adivinhe quem vai ser rebaixado e humilhado para a categoria de criminoso e “violador de direitos humanos”? Não, não vai ser Ahmadinejad.


Para Ahmadinejad, Lula e seu desgoverno demonstram carinho, respeito, consideração, etc. Para os inimigos da arbitrariedade estatal travestida de “direitos humanos”, o peso da “justiça” dos tribunais “do povo” ou dos “direitos humanos” — tanto faz. Os iminentes tribunais anti-“homofobia” darão amplas demonstrações dessa arbitrariedade.


Lula já decidiu: os cadáveres mutilados e estuprados dos cristãos torturados e massacrados no Irã não têm valor nenhum para a sua ambiciosa agenda ideológica. Não haverá pois nenhum decreto presidencial em defesa dessas ou outras reais vítimas de violações de direitos humanos.
A esquerda malvada continuará aplaudindo e apoiando Lula com Ahmadinejad, Fidel Castro, Hugo Chavez e outros autênticos violadores de direitos humanos. E continuará aplaudindo seu decreto presidencial, que garantiu um Natal vermelho — uma vermelhidão tenebrosa que, se não houver resistência e luta, estenderá suas nefastas conseqüências por muito tempo. O feriado do Natal passou, mas ainda estamos engasgados e passando mal com o decreto do mais puro e imoral néctar soviético.


Como sempre, o povo espera, de mãos estendidas, presentes e favores do governo, com a ilusão de que o governo é a fonte de todas as soluções. Mas o governo brasileiro não é papai-noel. E mesmo que fosse, seria também ficção, não realidade. A única realidade inegável é que os imensos problemas éticos e morais que o Brasil está enfrentando têm como maior causa o próprio governo. O decreto de Lula é a prova mais viva do que um mau governo pode fazer contra seu próprio povo, em nome do próprio povo!


Contudo, há esperança: o povo que elegeu essa vermelhidão tem sempre o direito democrático de derrubá-la.

domingo, 29 de novembro de 2009

O COLAR DO DESASTRE

Por Reinaldo Azevedo

A VEJA desta semana traz uma reportagem sobre o aumento da produção de cocaína na Bolívia depois da ascensão de Evo Morales, aquele que Lula chama de “querido” e a quem deu de presente uma refinaria da Petrobras. Leiam um trechinho:

Em quatro anos, a produção de pasta-base de coca e de cocaína na Bolívia aumentou 41%. A maior parte é traficada para o território brasileiro, onde abastece o vício, a criminalidade e a corrupção. Muita droga entra no Brasil, proveniente dos vizinhos produtores e destinada a outros consumidores, mas a que fica é, majoritariamente, a boliviana, de pior qualidade. Das 40 toneladas de cocaína consumidas anualmente no país, mais de 80% são da Bolívia.

Eu a publiquei neste blog no dia 25 de agosto, com este texto:


Lula foi à Bolívia, justamente ao departamento que responde pela produção de grande parte da cocaína que se consome no Brasil, e discursou em favor de Evo Morales. Mais do que isso: ofereceu-lhe dinheiro.
Ainda que fosse verdadeiro o discurso vigarista de que a folha de coca serve principalmente à tradição cultural dos índios, os nativos em questão são da Bolívia. Lula não tem nada com isso. No que nos diz respeito, aquele troço que ele traz no pescoço remete a uma rotina que mata milhares de pessoas por ano, que espalha flagelo nas ruas e nos lares.Esse colar é um delírio de onipotência e uma irresponsabilidade.
Essa foto tem de ser editada ao lado dos muitos cadáveres que assombram o cotidiano brasileiro, frutos do tráfico de drogas. Lula acredita que sua popularidade lhe dá o direito de financiar um governo que, na prática, se associou ao narcotráfico. Tudo em nome da união dos países da América do Sul contra os… EUA!!!Não há escapatória: os colares que se vêem acima são para cheirar, não para enfeitar.