Por Judiclay Silva SantosO orgulho é o pecado genitor, o útero onde todos os demais pecados são reproduzidos. O orgulho, dizia Vitor Hugo, é a “fortaleza do mal”. Do berço ao túmulo somos perseguidos por essa inclinação corrupta que habita em nós. Seu poder destrutivo é imensurável. Na vida do ser humano nada causa mais prejuízos do que o orgulho, causa primária de muitos males.
Pense nos incontáveis relacionamentos partidos. Pense nas guerras que eclodem e sepultam os milhões. Considere os conflitos que surgem e ceifam física e emocionalmente multidões de pessoas. Por toda parte há gente sofrendo toda sorte de abusos e violências por conta da multifacetada manifestação do orgulho. Pessoas sofrem, crianças choram e o mundo se torna um mundo mar de lágrimas. Nesse cenário, sombrio e real, somos tentados a ceder ao pessimismo de Sartre que via o homem como “uma bolha vazia no mar do nada”.
O que enfraquece a igreja é o pecado e este se manifesta de uma maneira muito poderosa através do orgulho. A igreja é uma comunidade de pecadores salvos pela suficiente graça de Cristo. Ainda não somos o que seremos quando Ele se manifestar. Não existe perfeição nesta vida. No entanto, deve haver uma transformação progressiva, de glória em glória. A autoridade da igreja é enfraquecida e seu testemunho comprometido, à medida que seus membros, que deveriam andar em novidade de vida não mostram ao velho mundo a nova vida em Cristo.
O orgulho nunca anda só, mas sempre vem acompanhado de outros vícios da alma que dele nascem e se alimentam.