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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CUIDADO! O GRAVADOR ESTÁ LIGADO.


Francis H. Schaeffer, notável missionário e renomado apologista cristão, expõe de maneira incontestável, a verdade de que um dia todo ser humano haverá de comparecer diante de Deus a fim de prestar contas de sua vida. Para tanto, ele faz alusão ao gravador atado ao pescoço humano.
No grande dia da prestação de contas, haverá um Juiz, mas não jurados; acusação, mas não defesa; sentença, mas não apelo. Nesse julgamento a razão, a consciência e a memória perfilarão os corredores da sala do julgamento e apresentarão as testemunhas contra nós. Francis Schaeffer diz que todo homem tem um gravador atado ao seu pescoço e todo “trabalho” de Deus será apertar a tecla play. Ouviremos todos os juízos morais que fizemos contra os outros serem usados contra nós mesmos.

Para o nosso espanto, a primeira testemunha a depor contra nós no tribunal será as nossas palavras. A Bíblia diz que daremos conta de todas as palavras frívolas que proferimos. O Senhor Jesus afirmou: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo”. Mateus 12.31

Desde a entrada do pecado no mundo, o homem se tornou um ser contraditório, incoerente e traidor de si mesmo. Ele não hesita em chamar o político de ladrão, mas também rouba de Deus o que lhe é devido. Está pronto a condenar o mentiroso, mas é flagrado proferindo mentiras e usando vários artifícios para escondê-la. O ser humano é assim, incoerente por natureza. Não suporta que alguém fale mal dele, mas é pego falando mal do seu próximo.

A Bíblia diz que a nossa língua tem um poder destrutivo; é como fogo, que destrói; é como veneno que mata. Lembre-se, que você pode se esquecer do que diz, mas suas palavras estão registradas nos anais da eternidade! Nós todos deveríamos fazer, em verdade e com toda sinceridade, a oração do salmista: “Põe guarda, Senhor, à minha boca. Vigia a porta dos meus lábios”. Sl 141.3 As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu! Sl 19.14 Cuidado, o gravador está ligado!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

NÃO HÁ GENTE SEM IMPORTÂNCIA

Francis Schaeffer é um dos meus mentores teológicos. Confesso que sou devedor a ele e manifesto pública gratidão a Deus por sua vida e ministério. Tive o privilégio de ler várias obras de sua autoria, entre elas: O Deus que intervém, O Deus que se revela, A morte da razão, A obra consumada de Cristo, Como viveremos? Morte na cidade, Poluição e morte do homem, Verdadeira espiritualidade, Josué e a história bíblica, O Manifesto cristão e A Bíblia e a Arte.


No ano passado, a editora Cultura Cristã abençoou o povo de língua portuguesa ao publicar mais um dos livros de Schaeffer: "Não há gente sem importância". Esse livro, originalmente publicado em 1974, contêm dezesseis sermões que, entre outras coisas, exploram a fraqueza e o significado da humanidade em relação ao Deus infinito e pessoal (expressão schaefferiana)


Cada sermão é mais fascinante do que o outro pela capacidade de falar a mente e ao coração. Recomendo a leitura deste livro (e todos outros) com entusiasmo. Quem gasta tempo lendo os livros de Francis Schaeffer aprofunda seu conhecimento teológico, amplia a sua cosmovisão cristã, robustece sua capacidade apologética e aquece o coração com a chama da verdadeira piedade cristã.


Segue abaixo uma parte do 4º. Sermão:


O TRABALHO DO SENHOR DO JEITO DO SENHOR.


“Um dos títulos do Papa é “servo dos servos”. E que título tremendo é esse! Mas em Roma, tradicionalmente, ele é carregado por homens numa cadeira recoberta de ouro. Eu o vi precisar de ajuda ao procurar ficar de pé por causa do peso das jóias e ouro que o adornavam. Homens tiveram que tomá-lo pelos braços paara colocá-lo de pé. Não sei como é o caso hoje, mas no passado, quando o Papa comia, era em cima de uma plataforma mais alta enquanto as outras pessoas comiam abaixo desse servo dos servos.

Podemos ter uma reação negativa diante disso, mas não será verdade que muita gente em nossa própria vida manifestam mais ou menos o mesmo nível de “humildade”? Falamos em humildade e crucificação, mas somos como um Papa, falando em ser servos dos servos e depois sendo levado nas costas (ou às custas) de outros homens. Enquanto falamos em humildade e no poder do Espírito Santo, passamos grande parte da nossa vida na pose de Napoleão. Todas as vezes que buscamos o eu em vez de seguirmos o exemplo de Cristo, estamos caminhando na carne em vez de no Espírito".



Querido leitor, como você deve ter percebido, trata-se de uma solene exortação que exige de nós auto- exame e disposição para mudar possíveis atitudes inadequadas aqueles que de fato são servos dos servos de Deus.

domingo, 20 de junho de 2010

O PROBLEMA É O PECADO

Por Francis Schaeffer


O dilema da raça humana, o mesmo dilema com o qual o homem do século 20 se debate, é moral. O problema básico da raça humana é o pecado e a culpa (- a verdadeira culpa moral, não apenas sentimentos de culpa) e o verdadeiro pecado moral, porque pecamos contra um Deus que é real e santo.


Em oposição à neo-ortodoxia e todas as outras teologias modernas, temos de entender que o pecado e a culpa são realmente morais. Não são simplesmente decorrentes a certas limitações metafísicas ou psicológicas.


O homem é verdadeiramente culpado diante de um Deus santo, que de fato existe e contra o qual temos pecado. Fora dessa base, a esperança apresentada nas Escrituras concernente à liberdade das cadeias do pecado é apenas uma cruel ilusão.

Nota: O brilhante Francis Schaeffer faz uma corretíssima análise sobre o real problema do ser humano. O pecado é algo real e não se trata, como muitos sugerem, um construto social e psicológico. A culpa moral verdadeira é a consequência inevitável da transgressão da Lei, prescrita nos mandamentos morais registrados nas Escrituras e inscritas na tábua do coração humano.