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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A DOUTRINA DA ENCARNAÇÃO







A doutrina da encarnação é uma das mais peculiares e importantes doutrinas cristãs. A palavra encarnação vem do latim e significa “ser em carne”. No prólogo do evangelho de João (Jo 1.1-18) está escrito: “Aquele que é a Palavra de Deus tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como a do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e verdade. (Jo 1.14) Observe que a Palavra, termo empregado para alguém vivo e imortal, tornou-se (entrou na história humana) carne, algo finito, humano e mortal.


A idéia da “encarnação” significa Deus tomando a forma de corpo humano, submetendo-se a um processo voluntário de humilhação para entrar na história humana e assumir toda a experiência da existência como ser humano. O brilhante teólogo, Anselmo de Cantuária (1033-1109), tratou com maestria essa doutrina em seu livro Por que Deus se fez homem?

Segue abaixo um resumo da perspectiva teológica de sua monumental obra.

1) Deus criou a humanidade originalmente em estado de retidão com o objetivo de conduzi-la a umestado de bem-aventurança.

2) O estado de eterna bem-aventurança depende da obediência humana a Deus. Entretanto, por causa do pecado, a humanidade é incapaz de alcançar a necessária obediência, que parece
frustrar o propósito inicial de Deus quando criou a humanidade.

3) Uma vez que é impossível frustrar os propósitos de Deus, deve haver algum meio pelo qual essa situação pode ser reparada. Contudo, isso só pode acontecer se houver compensação pelo pecado. Em outras palavras, algo precisava ser feito para que a ofensa provocada pelo pecado
humano pudesse ser removida.

4) Entretanto, não há como a humanidade providenciar a compensação necessária. Ela não possui os recursos necessários para atender a compensação exigida.

5) Portanto, um “Deus-Homem” teria tanto a habilidade (como Deus) quanto a obrigação (como ser humano) para atender à compensação exigida. Portanto, a encarnação acontece para que a compensação exigida seja atendida; a humanidade, redimida.

O natal é a celebração do nascimento de Jesus, nosso bendito Emanuel. O Deus Filho, co-igual e co-eterno com o Pai, escolheu encarna-se, assumindo um corpo humano, para assim sofrer as nossas dores e morrer a nossa morte. Jesus é único porque somente ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, nosso Salvador.


Judiclay Silva Santos


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A SECULARIZAÇÃO DO NATAL.


O nascimento de Jesus Cristo foi uma decisão de Deus. O natal não foi a história de um nascimento casual, sem planejamento. O nascimento de Jesus não foi um descuido nem simplesmente a escolha de um casal comprometido pelo amor. O natal foi decisão de Deus. Foi iniciativa do céu, decretado na eternidade e realizado na plenitude dos tempos.

O natal foi um nascimento singular. Não houve nem haverá nenhum outro igual. O nascimento de Jesus não foi o concurso do relacionamento conjugal de José e Maria, mas a intervenção soberana do Espírito Santo de Deus nela, de tal maneira, que o seu filho não herdaria o pecado de Adão, nem seria semente do homem, mas da mulher.

O natal é um nascimento majestoso. Mesmo cercado de pobreza, pois não havia lugar para José e Maria nas hospedarias de Belém, precisando eles encontrar abrigo numa manjedoura para Jesus nascer, ele nasceu como Rei dos reis. Os magos do Oriente prostraram-se aos seus pés reconhecendo nele o rei, o sacerdote e o profeta.

No entanto, a despeito dessa história sem igual o Natal tem sofrido um processo de secularização. O povo brasileiro, demasiadamente crédulo e supersticioso, por inadvertidamente distorce o sentido do verdadeiro Natal e favorece a paganização. A secularização do Natal tem duas marcas principais:

1) UM INTRUSO CHAMADO PAPAI NOEL.Papai Noel começou a existir, segundo a tradição, na pessoa de São Nicolau, bispo de Mira, na Ásia Menor, no século IV d.C. Ele, segundo a tradição, foi um homem bondoso, que gostava muito das crianças, principalmente das pobres, a quem dava presentes. Essa figura mais tarde imortalizou-se num símbolo, que recebeu o nome de Papai Noel.

O tempo passou e um mito tomou o lugar de uma pessoa, Papai Noel tomou o lugar de Cristo. O Natal foi paganizado e secularizado. O sentido do Natal mudou. Até o Papai Noel mudou. O Papai Noel moderno é um mito, uma lenda, uma criação do comércio voraz. O Papai Noel de hoje é uma caricatura do espírito natalino; ele está na contra mão do sentido do Natal. O Papai Noel foi concebido no ventre do consumismo materialista. Ele está a serviço do espírito mercantilista

Papai Noel é um intruso, é uma farsa, uma mentira, um roubador de cena. Os holofotes precisam estar colocados sobre Jesus e não sobre ele.

Jesus é o dono, o sentido e a razão do Natal. Natal sem Jesus é festa pagã. Natal sem Jesus é festa gastronômica. Natal sem Jesus é apenas mercantilismo vazio. O conteúdo do Natal é salvação. O espírito do Natal é doação. É Deus se fazendo homem, o rico se fazendo pobre, o senhor se fazendo servo. Natal é dádiva de amor. O Natal é para todos. O Natal é Jesus.

Precisamos devolver o Natal ao seu legítimo dono. Precisamos dar a glória devida a Jesus e fazer dele o centro do Natal.

Outra marca da secularização do Natal é a...
2) UM JESUS QUE A BÍBLIA NÃO RECONHECE.

O nome de Jesus é muito conhecido e ignorado. Esse é um grande paradoxo. Ao mesmo tempo que se fala muito em Jesus, se conhece muito pouco sobre a pessoa bendita de Jesus Cristo, tal como a Bíblia o apresenta. QUEM É JESUS PARA O POVO BRASILEIRO? Essa pergunta é importante, tendo em vista que há uma absurda deturpação perceptível nas muitas caricaturas de um Jesus que a Bíblia não reconhece. Vejamos:

1) O Jesus milagreiro.A visão difundida por muitos, inclusive por algumas igrejas, é que Jesus é um milagreiro, pronto para curar qualquer de caso de enfermidade com a manifestação de uma força espiritual. Por trás desse espírito algumas igrejas se autodenominaram prontos-socorros espirituais quando na verdade o que acontece é curandeirismo em nome da fé. Isso é um desserviço ao evangelho. Esse suposto Jesus que mais parece um curandeiro é uma deturpação da pessoa do Senhor Jesus.

2) O Jesus Morto.Na maioria das repartições publicas, no retrovisor dos automóveis e estabelecimentos comerciais é possível observar o cristo morto dos crucifixos. Uma figura inoperante que não inspira esperança, mas comiseração. O crucifixo retrata e difunde a cruz como a derrota de Jesus Cristo. A figura do mártir bonzinho que foi morto e ponto final é um crime contra a pessoa do Senhor Jesus.

3) O Jesus da publicidade.Da camiseta ao chaveiro. Do adesivo no carro ao boné e em tantas outras bugigangas observamos um Jesus que é uma marca. É altamente rentável trabalhar com a imagem de Jesus, tendo em vista que ele parece cobrar direito de imagem. No Maranhão até um refrigerante levou a marca Jesus e fez tanto sucesso que a Coca Cola foi obrigada a comprar para não perder espaço no mercado.

4) O Jesus da LBV
O Jesus, de cabelos loiros e olhos azuis, é o maior garoto propaganda das instituições sociais. A maioria das campanhas com apelo social para socorrer os necessitados tem na figura de Jesus o marketing perfeito. Para muitas pessoas Jesus não é um ser real, mas um espírito que inspira o que há de melhor na humanidade. Para sensibilizar as pessoas não existe nada melhor do que mostrar o Jesus dos pobres e indefesos.


Precisamos comemorar o Natal com uma celebração festiva ao rei Jesus, que nasceu numa manjedoura, viveu como carpinteiro, morreu numa cruz, mas ressuscitou gloriosamente, para oferecer-nos o banquete da salvação. Que prevaleça a verdade sobre o mito!

Não temais, eis que trago boas novas de grande alegria: é que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2.11

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A SABEDORIA DE DEUS NOS BATISDORES DO NATAL




Por Judiclay Silva Santos

A vinda de Cristo ao mundo foi resultado de uma minuciosa preparação. Aquele que está assentado no trono e dirige a história, preparou todas as coisas para que seu Filho nascesse na plenitude dos tempos. Que tipo de preparação foi feita?


A preparação cultural – Deus preparou o berço cultural para a chegada do Messias, através do povo grego. O império grego disseminou a cultura grega e helenizou o mundo. A língua grega tornou-se universal. A comunicação ágil e ampla tornou-se possível. A disseminação das idéias ganhou celeridade. A mensagem do evangelho ganharia asas para voar até os rincões da terra através da língua grega. O Novo Testamento foi escrito na língua grega e por ser essa língua universal, a mensagem cristã alcançou todo o mundo em menos de um século.


A preparação política – Deus preparou o berço político para a chegada do Messias, através do povo romano. Se os gregos eram afeitos à filosofia, os romanos eram inclinados à política. O império romano dominou o mundo e estendeu o seu governo para quase todas as regiões do mundo antigo. Quando Cristo nasceu em Belém, o mundo estava sob o domínio de Roma. Através da conhecida Pax Romana, as guerras foram cessadas, os motins estancados, as rebeliões inibidas e um clima favorável à divulgação do evangelho estabelecido. Estradas foram abertas criando pontes de comunicação por todas as províncias do império. As viagens missionárias tornaram-se possíveis graças a esses avanços conquistados pelo império romano.


A preparação espiritual – Deus preparou o berço espiritual para a chegada do Messias, através do povo judeu. Em Abraão Deus escolheu um povo e fez dele seu instrumento para trazer ao mundo a sua revelação especial. Deus chamou dentre esse povo profetas que receberam e registraram as profecias sobre a vinda do Messias ao mundo. Israel deveria ser luz para as nações e manter viva a promessa da vinda do Messias. Deus usou os judeus como os instrumentos para escreverem o Antigo e o Novo Testamentos. Louvado seja o seu nome.


O Natal não é uma criação da igreja nem um subproduto do comércio, mas uma expressão graciosa dos eternos decretos de Deus, que nos amou a ponto de enviar seu Filho ao mundo para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus planejou tudo e levará tudo a bom termo por seu eterno poder e sua perfeita vontade.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A DOUTRINA DA ENCARNAÇÃO

Por Judiclay Silva Santos

A doutrina da encarnação é uma das mais peculiares e importantes doutrinas cristãs. A palavra encarnação vem do latim e significa “ser em carne”. No prólogo do evangelho de João (Jo 1.1-18) está escrito: “Aquele que é a Palavra de Deus tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como a do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e verdade. (Jo 1.14) Observe que a Palavra, termo empregado para alguém vivo e imortal, tornou-se (entrou na história humana) carne, algo finito, humano e mortal. A idéia da “encarnação” significa Deus tomando a forma de corpo humano, submetendo-se a um processo voluntário de humilhação para entrar na história humana e assumir toda a experiência da existência como ser humano. O brilhante teólogo, Anselmo de Cantuária (1033-1109), tratou com maestria essa doutrina em seu livro Por que Deus se fez homem? Segue abaixo um resumo da perspectiva teológica de sua monumental obra.

1) Deus criou a humanidade originalmente em estado de retidão com o objetivo de conduzi-la a um estado de bem-aventurança.

2) O estado de eterna bem-aventurança depende da obediência humana a Deus. Entretanto, por causa do pecado, a humanidade é incapaz de alcançar a necessária obediência, que parece frustrar o propósito inicial de Deus quando criou a humanidade.

3) Uma vez que é impossível frustrar os propósitos de Deus, deve haver algum meio pelo qual essa situação pode ser reparada. Contudo, isso só pode acontecer se houver compensação pelo pecado. Em outras palavras, algo precisava ser feito para que a ofensa provocada pelo pecado humano pudesse ser removida.

4) Entretanto, não há como a humanidade providenciar a compensação necessária. Ela não possui os recursos necessários para atender a compensação exigida.

5) Portanto, um “Deus-homem” teria tanto a habilidade (como Deus) quanto a obrigação (como ser humano) para atender à compensação exigida. Portanto, a encarnação acontece para que a compensação exigida seja atendida; a humanidade, redimida.

O natal é a celebração do nascimento de Jesus, nosso bendito Emanuel. O Deus Filho, co-igual e co-eterno com o Pai, escolheu encarna-se, assumindo um corpo humano, para assim sofrer as nossas dores e morrer a nossa morte. Jesus é único porque somente ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, nosso Salvador.