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quarta-feira, 18 de abril de 2012

PALAVRAS CHAVES NA TEOLOGIA DA SALVAÇÃO



PALAVRAS CHAVES NA TEOLOGIA DA SALVAÇÃO

Creio que redimir palavras bíblicas e expressões teológicas é algo essencial à vida cristã. Há três palavras chaves na teologia da salvação que devemos conhecer e assimilar. Elas apontam para a verdade de que a nossa salvação em Cristo é um fato, um processo e uma expectativa. Ela é passada, presente e futura. 


JUSTIFICAÇÃO! Nós já fomos salvos. Um fato.
A justificação é algo que Deus fez por nós e não em nós. Quando cremos em Cristo, somos imediatamente justificados junto ao trono de Deus. Nossa dívida é paga, nossa culpa é cancelada, nossos pecados são cobertos e somos declarados justos, mediante a obediência perfeita de Cristo e sua morte substitutiva. A justificação é um ato forense, legal e judicial. Ela acontece uma única vez. Somos justificados com base na obra expiatória de Cristo. Jesus pagou a nossa dívida como nosso fiador e morreu por nós e em nosso lugar, como o nosso representante. Agora já não há mais nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.

SANTIFICAÇÃO. Nós estamos sendo salvos. Um processo.
A santificação é um processo que se inicia na conversão e só é concluída na glorificação. Fomos libertos da condenação do pecado estamos sendo libertos do poder do pecado e seremos libertos da presença do pecado. A cada dia devemos mortificar o velho homem e nos renovarmos do novo homem. Nesse processo, devemos nos sujeitar a Deus, resistir o diabo, fugir do pecado e sermos inconformados com o mundo.


GLORIFICAÇÃO! Nós seremos salvos. Uma expectativa.
A glorificação é a consumação final da nossa redenção. Quando Cristo vier em sua glória e majestade, seremos libertos da presença do pecado. Teremos um corpo semelhante ao corpo da sua glória. De acordo com 1 Co 15 nós seremos revestidos de incorruptibilidade e de imortalidade. Estaremos para sempre livres da presença do pecado e a morte será destruída definitivamente.


Todos os três tempos estão resumidos em 2 Cor 1.10 “Que nos livrou (passado) de uma tão grande morte e livra ainda (presente); em Quem confiamos que ainda nos livrará (futuro)”.


Pr. Judiclay Silva Santos

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A SABEDORIA DE DEUS BRILHA NA OBRA DA REDENÇÃO

Por Thomas Watson

Esta é a obra-prima da sabedoria divina: a elaboração de uma conjunção bem-sucedida entre o pecado do homem e a justiça de Deus. Podemos gritar como o apóstolo: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria quanto do conhecimento de Deus!” (Rm 11.33).

Tal intervenção da sabedoria divina impressionou homens e anjos. Se Deus tivesse nos dado condições de encontrar a salvação quando estávamos perdidos, não teríamos inteligência suficiente para idealizar, nem coração para desejar o que a sabedoria infinita de Deus proporcionou a nós.

A misericórdia tem uma estratégia para salvar os pecadores e não permitir que a justiça de Deus seja ofendida. “Seria uma pena”, diz a misericórdia, “que tão nobre criatura como o homem fosse criado para ser desfeito, no entanto, a justiça de Deus não pode ser ofendida”. Em quê, então, se encontraria uma saída? Os anjos não poderiam satisfazer a ofensa feita à justiça de Deus, nem é apropriado que uma natureza pecasse e a outra sofresse em seu lugar. O que fazer então? O homem estará perdido para sempre?

Bem, enquanto a misericórdia estava debatendo consigo mesma o que fazer para o resgate do homem caído, a sabedoria de Deus entrou em cena e a decisão foi profetizada: torne-se Deus em homem: a segunda pessoa da Trindade seja encarnada e sofredora. E, assim, para preencher os requisitos era apropriado que fosse homem e para garantir a salvação era apropriado que fosse Deus. Então, a justiça ficaria satisfeita e o pecador salvo. Oh! Profundidade das riquezas da sabedoria de Deus, que dessa maneira fez que a justiça e a misericórdia se beijassem! Grande é este mistério, Deus “foi manifestado na carne”(1 Tm 3.16). Que sabedoria, o fato de que Cristo foi feito pecado, mas não conheceu pecado algum, de modo que Deus pudesse condenar o pecado e salvar o pecador. Quão grande foi a sabedoria que encontrou uma saída de salvação.

Thomas Watson (1620-1686), pastor inglês, não conformista.

Fonte: A FÉ CRISTÃ, Estudos baseados no Breve Catecismo de Westminster. pp. 93-94
Publicado pela Editora Cultura Cristã