quinta-feira, 14 de abril de 2011

O CLAMOR DE UMA ALMA ANGUSTIADA



"Deus Meu! Deus Meu! Por que me abandonaste? Mt 27.46

Judiclay Santos

O bispo John Ryle disse que “existe um mistério nessas palavras que nenhum mortal é capaz de sondar.” Lutero, o gigante do protestantismo perguntou: “Deus abandonando Deus, quem pode compreender isto”?
Estudiosos afirmam que a coisa mais terrível na crucificação eram os gritos de desespero das vítimas. Pessoas crucificadas gritavam em alta voz. Eram gritos de dor, de desespero e de raiva. A morte na cruz era “sadismo legalizado”, disse Sêneca. Mas o grito de Jesus não foi de dor, nem de raiva e muito menos de desespero. O grito de Jesus foi de alguém abandonado por Deus.
Leiamos o que diz Sproul, em seu livro, A Verdade da Cruz:
“Tenho ouvido sermões sobre pregos e espinhos. Com certeza, a agonia física da crucificação foi algo terrível. Todavia, milhares de pessoas sofreram morte de cruz e outras tiveram mortes mais excruciantes e mais dolorosas do que aquela. Mais somente Um recebeu a plena medida da maldição de Deus enquanto esteve na cruz. Na cruz ele estava no inferno, destituído da graça e da presença de Deus, totalmente separado de toda bênção do Pai. Esta é a realidade categórica: se Deus não tivesse abandonado Jesus na cruz, ainda estaríamos em nossos pecados”.
Maldição é o oposto de bênção. Maldição é o Senhor virar as suas costas para uma pessoa e trazer juízo sobre ela. Toda ira de Deus foi derramada sobre Jesus, porque naquela cruz ele se tornou um amaldiçoado em nosso lugar. Para que fôssemos aceitos por Deus, Cristo teve que ser abandonado.
Jamais devemos nos esquecer que a cruz é a maior expressão da ira de Deus contra o pecado e ao mesmo tempo é o estandarte supremo do seu amor. A cruz revela que Deus é justo e não poderia deixar impune o transgressor da lei. A cruz revela que ele nos ama tanto que fez o maior dos sacrifícios: Ele ofereceu seu Filho como sacrifício vivo pelos nossos pecados. “
Aquele que não conheceu pecado, ele (Deus) o fez pecado por nós; para que Nele, fôssemos feitos justiça de Deus” 2 Co 5.21 

Glória a Deus ao Eterno!


sexta-feira, 8 de abril de 2011

GAIO: UM EXEMPLO DE ATITUDE CRISTÃ

Por Judiclay Santos


A terceira Carta de João é dirigida a Gaio, um respeitado presbítero da igreja na Ásia Menor. Gaio é um excelente exemplo de atitude correta em relação aos missionários. A declaração de João é inspiradora:

“Amado procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos, e isto fazes mesmo quando são estrangeiros, os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor. Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus... para nos tornarmos cooperadores da verdade” III João 5-6,8ª

João faz um sincero elogio a hospitalidade de Gaio para com os missionários itinerantes. Desde o primeiro século era muito comum aos evangelistas deixarem suas cidades para pregar o evangelho em outras regiões. No entanto, não havia uma “rede hoteleira” que pudesse recebê-los dignamente, mas apenas pequenas hospedarias insalubres, perigosas por conta dos assaltantes e de má reputação devido à freqüência de prostitutas. Assim sendo, a hospitalidade era um ministério de apoio à obra missionária, razão pela qual João encoraja tal prática em suas cartas. Gaio assumiu esse compromisso e os missionários voltavam dando testemunho do seu amor.


Tratava-se de um cristão empenhado da proclamação do evangelho. Há um princípio aqui: Nosso envolvimento é proporcional ao nosso amor.

É curioso notar a recomendação do apóstolo João: “Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus”. Segundo Charles Dodd, um dos mais notáveis teólogos do século 19, a expressão “encaminhando-os em sua jornada” contêm um verbo que era “algo como um termo técnico das missões cristãs primitivas”, e isso implicava na “responsabilidade financeira pela viagem dos missionários”. A hospitalidade de Gaio, a sua disposição apoiar financeiramente os missionários evidencia o seu amor pelo Rei e pelo reino.

Meu querido irmão siga o exemplo de Gaio. Dê o seu apoio aos nossos missionários. Seja você alguém que “procedes fielmente naquilo que praticas com os irmãos”. Queira Deus que todos possam dar “testemunho do teu amor”. Seria uma bênção para sua própria vida se você estivesse engajado nesse ministério. Creio que agindo assim nos tornamos COOPERADORES DA VERDADE.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O CULTO AGRADÁVEL AO SENHOR

Por Judiclay Santos

As Sagradas Escrituras, em todas as suas partes, condenam a idolatria por ser um culto aos falsos deuses. Mas o que muitos ignoram é que também é idolatria adorar ao Deus verdadeiro de um modo errado. O culto cristão é fundamentalmente um serviço prestado a Deus, em honra, louvor e glória ao seu santo nome. Portanto, é prerrogativa divina estabelecer o modo correto de lhe adorar, e Ele mesmo estabeleceu na sua Palavra o culto que lhe é agradável.


Em primeiro lugar, deve ser dedicado exclusivamente a Deus. O Deus Todo Poderoso é o único digno de culto, pois Ele é o Criador de todas as coisas e o Redentor do seu povo. Mas são muitos os rivais que disputam o culto que a Deus somente é devido. Satanás, nosso adversário, ofereceu ao Senhor Jesus todos os reinos e a glória deste mundo em troca de um ato de adoração. Porém, o Senhor respondeu: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto.” Os crentes precisam vigiar! o velho enganador é persistente e continua sedento de culto e são muitos os seus adoradores. Ele está de olho em nós e fará tudo quanto for possível para instalar um ídolo em nosso coração. Saiba meu irmão, onde estiver o seu tesouro, aí estará o seu coração.


O culto agradável a Deus é um ato de adoração a Deus. A adoração é uma bênção de valor inestimável, mas tem sido “a jóia perdida das igrejas evangélicas”, como bem observou Tozer. Adorar ao Senhor é a suprema prioridade da igreja. Nosso objetivo ao proclamar o evangelho é estender o culto a Deus, envolvendo todos os povos. A Igreja proclama as boas novas do evangelho a fim de que mais pessoas reconheçam quem Deus é. A igreja é composta de verdadeiros adoradores que se prostram em reverência à sua majestade e santidade e buscam servi-lo de todo o seu coração, fazendo tudo quanto lhe é agradável.

Esse privilégio é uma graça de Deus aos seus filhos. Quem não conhece a Deus não pode adorá-lo. “Vocês adoram o que não conhecem” disse Jesus a mulher samaritana. Somente um novo coração, regenerado pelo Espírito Santo, pode adorar a Deus em espírito e em verdade. Como filhos de Deus, temos livre acesso ao Pai e recebemos a graça de adorá-lo.


Portanto, Tributai ao Senhor, filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e força. Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade. ( Sl 29 1-2).

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O REI SONSO E O PAÍS DOS SONSOS

Por Felipe Moura Brasil

Barack Obama justificou a guerra na Líbia dizendo que os Estados Unidos não fecham os olhos para as atrocidades em outros países - o que seria muito lindo, não existisse, como de hábito, uma realidade para desmentir o discurso. Os críticos apontaram: e quanto à Síria, Arábia Saudita, Iêmen, Jordânia, Costa do Marfim, Bahrein? Eu aponto: e quanto ao Rio de Janeiro? E quanto ao Brasil? Por que ninguém se lembra da gente nessas horas? A resposta é simples, claro. Faça enchente ou faça sol, morram mil soterrados ou cinquenta mil assassinados, ninguém leva a sério o Brasil.

Neste sentido, a visita de Barack Obama foi, de fato, histórica. Dilma, Cabral e Paes devem agradecer. Se a intenção era propagandear nosso caráter bundalelê para o mundo, Obama foi insuperável. Citou Pau Coelho e Zorze Benzor, exaltou nossas belezas naturais, assistiu às piruetas da capoeira, bateu uma bolinha na Cidade de Deus e, de quebra, autorizou o ataque das tropas americanas às forças militares de Kadafi, sem consultar o Congresso. Nenhum lugar do mundo seria tão estapafúrdio para o anúncio de uma guerra assim quanto o Rio de Janeiro. Nos EUA, os críticos ainda debocham das "férias" do presidente por aqui. É como se, à simples menção da palavra "Rio", a fama carnavalesca da cidade reforçasse a irresponsabilidade obâmica, e vice-versa. Para inveja de Lula, Obama elevou o Rio a um novo patamar de sonsice.

Após a visita, Zuenir Ventura aplaudiu o nosso afeto. Eu vaiei: uuuuuhh! Nós brasileiros somos tão felizes e afetuosos que ninguém abre os olhos para as nossas atrocidades. Nem nós. Se, lá nas bandas do Oriente Médio, ditadores e terroristas promovem genocídios chocantes, aqui somos assassinados aos pouquinhos e espaçadamente, e de maneira terceirizada, de modo que não damos a menor bola e vamos bater tambor. Basta um Beltrame qualquer empurrar os bandidos mais pra lá ou mais pra cá, sem prender ninguém, que já ganha um Prêmio Faz Diferença, do jornal O Globo. Uma diferença e tanto. Nas últimas semanas, só ao meu redor (e que eu saiba), houve gente baleada em Ipanema (morta), em Copacabana, e na Lagoa. Ao que tudo indica, se você é um blogueiro crítico do governo ou anda de motocicleta, há mais chances de levar um tiro. Por sorte, eu não ando de motocicleta.

Para coroar a criminalidade homeopática do país, a Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) propôs considerar apenas "usuário" quem possuir uma quantidade de entorpecentes para até 10 dias de uso. Em vez de serem encaminhados à Justiça Criminal, os infratores "são acolhidos por comissões especiais" cujo objetivo é "preservar sua saúde". Isto significa que, a cada vez que sair para vender, basta ao traficante levar uma quantidade equivalente a 10 dias de uso. Caso seja pego em flagrante, ele é considerado "usuário" e ganha de brinde uma avaliação médica e psicológica, paga com o dinheiro do contribuinte. Com o pretexto de diferenciar usuário de traficante, o que se faz na prática é igualar os dois, estimulando os traficantes a empregarem "usuários"; os usuários a virarem traficantes; e ambos a ficarem cada vez mais sonsos. De pouquinho em pouquinho, o Brasil fica legalmente doidão.

Barack Obama é a cara do Brasil. Por isso mesmo, ninguém mais o leva a sério. Como até hoje não apresentou sua certidão de nascimento, é legítimo desconfiar de sua brasilidade (e da autoria de seu livro; e de tudo que envolva o primeiro presidente obscuro dos EUA). A sonsice com que conduziu a guerra na Líbia só fez aumentar a desconfiança. O mesmo Obama que rejeitava a coalizão de 40 países na guerra do Iraque - autorizada pelo Congresso - celebra a aliança de 15 para as operações na Líbia. O mesmo Obama que era contra a imposição da democracia no Oriente Médio defende a liberdade do povo para se expressar e escolher os seus líderes. Se o objetivo de Obama é proteger o petróleo europeu, os rebeldes aliados da Al Qaeda, a Fraternidade Muçulmana, ou demais interesses que ele jamais ousaria confessar em público, a história dirá. O certo é que não se pode esperar critério e coerência de seu teleprompter.

Se Obama fecha os olhos para Darfur, imagine então para o Rio de Janeiro. Em vez do FBI revistando ministros petistas e do Exército americano matando ou prendendo nossos traficantes, vamos ter de nos contentar com as UPPs. Mas estamos felizes. Somos afetuosos. Bagulho não falta. Como cantou Zorze Benzor (ou foi Pau Coelho?), moramos num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

domingo, 3 de abril de 2011

TOCOU-ME

Lindo hino da fé cristã cantando pela belíssima voz de Heloísa Rosa.

Vale apena ouvir!


domingo, 20 de março de 2011

IGREJA PERSEGUIDA NA LÍBIA

A Líbia é o 17° maior país do mundo e sua extensão equivale à soma dos Estados do Amazonas e Amapá. A maior parte de seu território é deserta, com oásis ao noroeste e planícies costeiras ao nordeste.


População

Apesar da grande extensão, a Líbia é pouco povoada. Entre os seus 6,3 milhões de habitantes, cerca de 1,5 milhão é estrangeiro, vindo de países árabes e africanos.

Um terço da população líbia tem menos de 15 anos e a maioria dos líbios reside em áreas urbanas. Etnicamente, 97% da população constitui-se de árabes e berberes. Os outros 3% são bem diversos, formados por gregos, malteses, italianos, egípcios, paquistaneses, turcos, indianos e tunisianos.

A qabilah, ou tribo, é a base da estrutura social da Líbia, cujas famílias têm em média cinco membros.

A educação é pública e gratuita, e 85% da população é alfabetizada. A assistência médica também é gratuita e bastante acessível, mas ainda é deficiente nas áreas rurais.

História

Na Antiguidade, a área foi habitada por fenícios, gregos e romanos. A queda do Império Romano deu início ao longo controle do islamismo na região, que caiu sob domínio do Império Turco-Otomano em 1517, assim permanecendo até a invasão italiana.

Em 1911, a Líbia é invadida e dominada pela Itália, apesar de forte resistência. Finalmente, o país obtém sua independência em 1951 e logo se torna um Estado rico com a descoberta de suas abundantes reservas de petróleo.

Em 1969, o coronel Muammar Qadhafi assume o controle do país por meio de um golpe militar. O sistema implementado passa a ser uma combinação de socialismo e práticas islâmicas derivadas das tradições tribais.

Governo

Dentro de sua atuação política, Qadhafi tem financiado a propagação do islamismo como forma de obter poder na região. Devido ao apoio do governo líbio aos terroristas, as relações com o ocidente têm se deteriorado. Como consequência, o país já sofreu bombardeios e enfrenta sanções aéreas e comerciais. Em dezembro de 2003, a Líbia anunciou que aceitava revelar e destruir seus programas para desenvolver armas de destruição em massa e renunciar o apoio ao terrorismo.

O islamismo chegou à Líbia proveniente da Arábia e do Egito no fim do século VII. Atualmente, 97% dos líbios são muçulmanos, quase todos de tradição sunita. Alguns grupos da população muçulmana lutam pela instituição de um Estado islâmico.

A economia líbia depende principalmente do setor petrolífero, que corresponde a aproximadamente 95 % da exportação. O país tem uma das maiores rendas per capita na África, mas pouco disso é repassado às camadas mais baixas da sociedade.


A Igreja

O cristianismo possui raízes antigas na Líbia. Mas a fraca evangelização inicial, em conjunto com o enfraquecimento causado pelo cisma donatista, deixou o país à mercê do avanço islâmico no século VII.

O cristianismo foi praticamente eliminado e, atualmente, há apenas alguns milhares de cristãos líbios, a maioria constituída de trabalhadores estrangeiros.

Os líbios são um dos grupos mais não-alcançados com o evangelho. A maior parte dos líbios da etnia árabe não sabe em que os cristãos realmente creem. Por causa de suas fortes raízes muçulmanas, não considerariam a mensagem do evangelho como algo dirigido a eles.

Nenhuma forma de evangelismo ou trabalho missionário é permitida. Apenas os estrangeiros podem se reunir, contudo, eles são monitorados. Assim, os líbios não participam desses cultos por medo de serem vigiados, delatados, presos e até mesmo assassinados.


A perseguição

Ainda que a Líbia seja um Estado laico, seus líderes prestam grande respeito ao islamismo, conferindo-lhe papel ideológico na sociedade. O governo exige respeito às normas e tradições muçulmanas e a submissão de todas as leis à sharia (lei islâmica).

O governo proíbe a conversão de muçulmanos e, por isso, proíbe atividade missionária. Ele também exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos sunitas "por definição".

Há organizações secretas e redes de espiões que monitoram possíveis rebeldes e também os estrangeiros. Essa situação faz com que seja praticamente impossível evangelizar na Líbia.

As pessoas raramente são perturbadas por causa de suas práticas religiosas, a menos que tais práticas fossem percebidas como tendo dimensão ou motivação política. O governo controla e restringe toda atividade política. Ele também monitora a literatura religiosa, inclusive a literatura islâmica, publicada ou importada ao país. A importação das Sagradas Escrituras em árabe ainda é estritamente controlada.

É proibido evangelizar muçulmanos. Os muçulmanos que se convertem são sujeitos à pressão e ostracismo social. Muitos deles consideram abandonar a pátria.

Em fevereiro de 2006, uma igreja e um convento católicos da cidade de Benghazi foram roubados e incendiados. O bispo e as freiras ficaram em Trípoli durante algumas semanas, até que os prédios fossem restaurados.


Motivos de oração

1. Os convertidos se sentem isolados. Ore para que haja mais abertura e possibilidade de os líbios cristãos se reúnam para terem comunhão e louvarem Deus juntos.

2. Missionários não são permitidos. Existem áreas em que há espaço e abertura para profissionais cristãos e missionários que tenham uma profissão. Ore para que cristãos de todo o mundo tornem-se profissionais destas áreas e busquem servir aos líbios no amor de Jesus Cristo.

3. A Igreja resiste a um governo que financia a propagação do islamismo. O governo líbio dá à religião islâmica um papel de destaque e contribui com missões muçulmanas em todo o mundo. Ore para que os líderes da Líbia conheçam a Cristo.

4. É arriscado para um líbio confessar sua fé em Jesus. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para todas as conversas e relacionamentos dos convertidos.


Fonte: Missão Portas Abertas