domingo, 27 de junho de 2010

O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO


Por Roberto Campos

"Le livre noir du communisme" (Edições Robert Laffont, Paris, 1997), escrito por seis historiadores europeus, com acesso a arquivos soviéticos recém-abertos, é uma espécie de enciclopédia da violência do comunismo. O chamado "socialismo real" foi uma tragédia de dimensões planetárias, superior em abrangência e intensidade ao seu êmulo totalitário do entreguerras - o nazifascismo.


Ao contrário da repressão episódica e acidental das ditaduras latino-americanas, a violência comunista se tornou um instrumento político-ideológico, fazendo parte da rotina de governo. Essa sistematização do terror não é rara na história humana, tendo repontado na Revolução Francesa do século 18 na fase violenta do jacobinismo, na "industrialização do extermínio judaico" pelos nazistas, e - confesso-o com pudor - na inquisição da Igreja Católica, que durante séculos queimava os corpos para purificar as almas.

O "Livre noir" me veio às mãos num momento oportuno em que, reaberto na mídia e no Congresso o debate sobre a violência de nossos "anos de chumbo" nas décadas de 60 e 70, me pusera a reler o "Brasil Nunca Mais", editado em 1985 pela Arquidiocese de São Paulo.


Comparados os dois, verifica-se que o Brasil não ultrapassou o abecedário da violência, palco que foi de um miniconflito da Guerra Fria, enquanto que o "Livre noir" é um tratado ecumênico sobre as depravações ínsitas do comunismo, este sem dúvida o experimento mais sangrento de toda a história humana.

Produziu quase 100 milhões de vítimas, em vários continentes, raças e culturas, indicando que a violência comunista não foi mera aberração da psique eslava, mas, sim, algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos e, depois, em vítimas.


A aritmética macabra do comunismo assim se classifica por ordem de grandeza: China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder (10 mil).

O comunismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana - Lênin, Stálin e Mao Tse-tung. Lênin foi o iniciador do terror soviético. Enquanto os czares russos em quase um século (1825 a 1917) executaram 3.747 pessoas, Lênin superou esse recorde em apenas quatro meses após a revolução de outubro de 1917.

Alguns líderes do Terceiro Mundo figuram com distinção nessa galeria de assassinos. Em termos de percentagem da população, o campeão absoluto foi Pol Pot, que exterminou em 3,5 anos um quarto da população do Camboja.


Fidel Castro, por sua vez, é o campeão absoluto da "exclusão social", pois 2,2 milhões de pessoas, equivalentes a 20% da população da ilha, tiveram de fugir. Juntamente com o Vietnã, Fidel criou uma nova espécie de refugiado, o "boat people" - ou seja, os "balseros", milhares dos quais naufragaram, engordando os tubarões do Caribe.


A vasta maioria dos países comunistas é culpada dos três crimes definidos no artigo 6º do Estatuto de Nuremberg: crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.


A discussão brasileira sobre os nossos "anos de chumbo" raramente situa as coisas no contexto internacional da Guerra Fria, a qual alcançou seu apogeu nos anos 60 e 70, provocando um "refluxo autoritário" no Terceiro Mundo. Houve intervenções militares no Brasil e na Bolívia em 1964, na Argentina em 1966, no Peru em 1968, no Equador em 1972, e no Uruguai em 1973.

Fenômeno idêntico ocorreu em outros continentes. Os militares coreanos subiram ao governo em 1961 e adquiriram poderes ditatoriais em 1973. Houve golpes militares na Indonésia em 1965, na Grécia em 1967 e, nesse mesmo ano, o presidente Marcos impunha a lei marcial nas Filipinas, e Indira Gandhi declarava um "regime de emergência". Em Taiwan e Cingapura houve autoritarismo civil sob um partido dominante.


O grande mérito dos regimes democráticos é preservar os direitos humanos, estigmatizando qualquer iniciativa de violá-los. Mas por lamentáveis que sejam as violências e torturas denunciadas no "Brasil, Nunca Mais", elas empalidecem perto das brutalidades do comunismo cubano, minudenciadas no "Livre noir".

Comparados ao carniceiro profissional do Caribe, os militares brasileiros parecem escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio... Enquanto Fidel fuzilou entre 15 mil e 17 mil pessoas (sendo 10 mil só na década de 60), o número de mortos e desaparecidos no Brasil, entre 1964 e 1979, a julgar pelos pedidos de indenização, seria em torno de 288, segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, e de 224 casos comprovados, segundo a Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça. O Brasil perde de longe nessa aritmética macabra.

Em 1978, quando em nosso Congresso já se discutia a "Lei da Anistia", havia em Cuba entre 15 mil e 20 mil prisioneiros políticos, número que declinou para cerca de 12 mil em 1986. No ano passado, 38 anos depois da Revolução de Sierra Maestra, ainda havia, segundo a Anistia Internacional, entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos na ilha. Em matéria de prisões e torturas, a tecnologia cubana era altamente sofisticada, havendo "ratoneras", "gavetas" e "tostadoras". Registre-se um traço de inventividade tecnológica - a tortura "merdácea", pela imersão de prisioneiros na merda.

Não houve prisões brasileiras comparáveis a La Cabaña (onde ainda em 1982 houve 100 fuzilamentos), Boniato, Kilo 5,5 ou Pinar Del Rio. Com estranha incongruência, artistas e intelectuais e políticos que denunciam a tortura brasileira visitam Cuba e chegam mesmo a tecer homenagens líricas a Fidel e a seu algoz-adjunto Che Guevara.



Este, como procurador-geral, foi comandante da prisão La Cabaña, onde, nos primeiros meses da revolução, ocorreram 120 fuzilamentos (dos 550 confessados por Fidel Castro), inclusive as execuções de Jesus Carreras, guerrilheiro contra a ditadura batista, e de Sori Marin, ex-ministro da agricultura de Fidel. Note-se que Che foi o inventor dos "campos de trabalho coletivos", na península de Guanaha, versão cubana dos "gulags soviéticos" e dos "campos de reeducação" do Vietnã.

A repressão comunista tem características particularmente selvagens. A responsabilidade é "coletiva", atingindo não apenas as pessoas, mas as famílias. É habitual o recurso a trabalhos forçados, em campos de concentração. Não há separação carcerária, ou mesmo judicial, entre criminosos comuns e políticos. Em Cuba, criou-se um instituto original, o da "periculosidade pré-delitual", podendo a pessoa ser presa por mera suspeita das autoridades, independentemente de fatos ou ações.


Causa-me infinda perplexidade, na mídia internacional e em nosso discurso político local, a "angelização" de Fidel e Guevara e a "satanização" de Pinochet. Isso só pode resultar de ignorância factual ou de safadeza ideológica.Pinochet foi ditador por 17 anos; Fidel está no poder há 39 anos.

Pinochet promoveu a abertura econômica e iniciou a redemocratização do país, retirando-se após derrotado em plebiscito e em eleições democráticas como senador vitalício (solução que, se imitada em Cuba, facilitaria o fim do embargo).



Fidel considera uma obscenidade a alternância no poder, preferindo submeter a nação cubana à miséria e à fome, para se manter ditador. Pinochet deixou a economia chilena numa trajetória de crescimento sustentado de 6,5% ao ano. Antes de Fidel, a economia cubana era a terceira em renda por habitante entre os latino-americanos e hoje caiu ao nível do Haiti e da Bolívia.

O Chile exporta capitais, enquanto Fidel foi um pensionista da União Soviética e, agora, para arranjar divisas, conta com remessas de exilados e receitas de turismo e prostituição. Em termos de violência, o número de mortos e desaparecidos no Chile foi estimado em 3.000, enquanto Fidel fuzilou 17 mil!Apesar de fronteiras terrestres porosas, o Chile, com população comparável à de Cuba e sem os tubarões do Caribe, sofreu um êxodo de apenas 30 mil chilenos, hoje em grande parte retornados. Sob Fidel, 20% da população da ilha, ou seja, algo que nas dimensões brasileiras seria comparável à Grande São Paulo, teve de fugir.


Em suma, Pinochet submeteu-se à democracia e tem bom senso em economia. Fidel é um PhD em tirania e um analfabeto em economia. O "Livre noir" nos dá uma idéia da bestialidade de que escapamos se triunfassem os radicais de esquerda. Lembremo-nos que, em 1963, Luiz Carlos Prestes declarava desinibidamente que "nós os comunistas já estamos no governo, mas não ainda no poder".



Parece-me ingenuidade histórica imaginar que, na ausência da revolução de 1964, o Brasil manteria apenas com alguns tropeços sua normalidade democrática. A verdade é que Jango Goulart não planejara minimamente sua sucessão, gerando suspeitas de continuísmo. E estava exposto a ventos de radicalização de duas origens: a radicalização sindical, que levaria à hiperinflação, e a radicalização ideológica, pregada por Brizola e Arraes, que podia resultar em guerra civil.

É sumamente melancólico - porém não irrealista - admitir-se que, no albor dos anos 60, este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: "anos de chumbo" ou "rios de sangue"...


Roberto Campos foi economista, diplomata, senador pelo PDS-MT e ministro do Planejamento (governo Castello Branco). É autor de "A Lanterna na Popa" (Ed. Topbooks, 1994). Este e outros artigos podem ser encontrados no livro de Roberto Campos, Na Virada do Milênio, ed. Topbooks, 1998.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

NÃO HÁ GENTE SEM IMPORTÂNCIA

Francis Schaeffer é um dos meus mentores teológicos. Confesso que sou devedor a ele e manifesto pública gratidão a Deus por sua vida e ministério. Tive o privilégio de ler várias obras de sua autoria, entre elas: O Deus que intervém, O Deus que se revela, A morte da razão, A obra consumada de Cristo, Como viveremos? Morte na cidade, Poluição e morte do homem, Verdadeira espiritualidade, Josué e a história bíblica, O Manifesto cristão e A Bíblia e a Arte.


No ano passado, a editora Cultura Cristã abençoou o povo de língua portuguesa ao publicar mais um dos livros de Schaeffer: "Não há gente sem importância". Esse livro, originalmente publicado em 1974, contêm dezesseis sermões que, entre outras coisas, exploram a fraqueza e o significado da humanidade em relação ao Deus infinito e pessoal (expressão schaefferiana)


Cada sermão é mais fascinante do que o outro pela capacidade de falar a mente e ao coração. Recomendo a leitura deste livro (e todos outros) com entusiasmo. Quem gasta tempo lendo os livros de Francis Schaeffer aprofunda seu conhecimento teológico, amplia a sua cosmovisão cristã, robustece sua capacidade apologética e aquece o coração com a chama da verdadeira piedade cristã.


Segue abaixo uma parte do 4º. Sermão:


O TRABALHO DO SENHOR DO JEITO DO SENHOR.


“Um dos títulos do Papa é “servo dos servos”. E que título tremendo é esse! Mas em Roma, tradicionalmente, ele é carregado por homens numa cadeira recoberta de ouro. Eu o vi precisar de ajuda ao procurar ficar de pé por causa do peso das jóias e ouro que o adornavam. Homens tiveram que tomá-lo pelos braços paara colocá-lo de pé. Não sei como é o caso hoje, mas no passado, quando o Papa comia, era em cima de uma plataforma mais alta enquanto as outras pessoas comiam abaixo desse servo dos servos.

Podemos ter uma reação negativa diante disso, mas não será verdade que muita gente em nossa própria vida manifestam mais ou menos o mesmo nível de “humildade”? Falamos em humildade e crucificação, mas somos como um Papa, falando em ser servos dos servos e depois sendo levado nas costas (ou às custas) de outros homens. Enquanto falamos em humildade e no poder do Espírito Santo, passamos grande parte da nossa vida na pose de Napoleão. Todas as vezes que buscamos o eu em vez de seguirmos o exemplo de Cristo, estamos caminhando na carne em vez de no Espírito".



Querido leitor, como você deve ter percebido, trata-se de uma solene exortação que exige de nós auto- exame e disposição para mudar possíveis atitudes inadequadas aqueles que de fato são servos dos servos de Deus.

terça-feira, 22 de junho de 2010

REINO UNIDO CONTRA A FÉ CRISTÃ



O Reino Unido, país que há poucos séculos atrás enviou missionários para o mundo inteiro, agora caminha no sentido de criminalizar qualquer prática de fé cristã.


O Reverendo George Hargreaves, presidente do Christian Party, disse que recebeu uma queixa na justiça depois de veicular um outdoor dizendo que a "Inglaterra é um país cristão". Foi dito que o anúncio era ofensivo a ateus e membros de outras religiões, e que incitava o ódio contra eles".
(...)
A directora do Christian Concern for Our Nation - Andrea Minichiello Williams, adverte que se os cristãos britânicos não tomarem partido agora, o país está no caminho de finalmente criminalizar a prática do cristianismo em público.
"Tem havido um movimento maciço pelo lobby secularista para privatizar a religião", disse ela. "Você pode ter fé, contanto que não o afete no local de trabalho. Contanto que você não a leve para o local de trabalho. Apenas a pratique em privado. Não pode ser público. Não pode afetar você na esfera pública".

Outro fato que prejudica a liberdade cristã é o poderoso lobby gay. O cristão Kwabena Peat disse que foi forçado a comparecer a lições de treinamento de sensibilidade para lidar com homossexuais. A professora era lésbica e, em um certo momento, ela perguntou: "O que faz você pensar que ser heterossexual é natural?" Ele, então, saiu da sala e, depois, enviou uma carta para a professora explicando a posição bíblica sobre homossexualismo. Resultado: foi suspenso do trabalho por "assédio e intimidação".

"Eles me disseram que falar-lhes sobre a Palavra de Deus constituía assédio e intimidação", disse Peat.
Fatos como esse acontecem corriqueiramente no Reino Unido.
(...)
Muitos acreditam que o arquiteto da nova cultura anti-cristã do Reino Unido foi o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que dizia professar a fé católica e era um forte defensor dos direitos dos gays e do aborto.
Minnichiello-Williams, bem como outros advogados da defesa da liberdade cristã, dizem que Obama quer fazer o mesmo nos EUA, ao criar "crimes de ódio" e classes de pessoas e/ou religiões especiais protegidas.
Fonte: CBN News


Tradução: Júlio Lins, editor do blog Mente Conservadora.
Nota: Ao marginalizar a fé cristã, a Inglaterra está destruindo as bases sobre as quais ela foi construída. A glória da Inglaterra é justamente a sua herança cristã. É lamentável que os ingleses estejam cometendo esse suícidio coletivo. Judiclay S. Santos

segunda-feira, 21 de junho de 2010

FISIONOMIAS DIZEM SIM OU DIZEM NÃO

Por Judiclay Silva Santos



O presidente americano, THOMAS JEFFERSON estava viajando com a sua comitiva pelo interior do país quando se deparou com um rio cuja ponte havia desabado em conseqüência das fortes chuvas. À margem do rio estava um camponês que precisava atravessar, e quando a comitiva se aproximou o homem pediu ao presidente que o ajudasse a atravessar. Tomas Jefferson estendeu a mão e o fez subir na garupa do seu cavalo e todos atravessaram o rio. Já do outro lado, um dos delegados da comitiva perguntou ao homem: Por que você escolheu o presidente? O homem surpreso disse: Eu não sabia que ele era o presidente. Eu pedi a ele, pois a sua fisionomia dizia sim, enquanto a de vocês dizia não.

Na igreja também é assim. Existem fisionomias que dizem sim e há outras que dizem não. A mentalidade do cliente infestou as igrejas como uma praga na plantação. As pessoas querem ser servidas e exigem os seus supostos direitos. Tais pessoas comunicam, por palavras e atitudes, outras apenas no olhar: Não contem comigo!
Há crentes que causam uma frustração semelhante àquela insuportável voz eletrônica do telefone celular quando mais precisamos falar: “O número que você ligou está desligado ou fora da área de serviço”. Existem os que estão desligados por sua ignorância quanto ao seu dever e há os que estão fora da área de serviço por sua rebeldia, pois embora saibam quais são os seus deveres, negligenciam por meio de atitudes evasivas e desculpas injustificáveis.

A igreja precisa ser mais efetiva e eficaz em sua ação e isso só poderá acontecer quando houver mais engajamento por parte de todos os seus membros cada um vestindo a camisa e entrando em campo para trabalhar. Há muita obra a ser feita. Há muitas vidas precisando do evangelho. Há muitos ministérios a serem realizados. Há muitas portas abertas que precisam ser aproveitadas, mas, infelizmente existem ainda muitos dons e talentos enterrados.
É curioso notar que os crentes que não trabalham, geralmente dão trabalho. Se quisermos pagar o preço para o crescimento da igreja, precisamos nos engajar, conforme o dom que cada um recebeu, no evangelismo, no discipulado, na visitação, na integração, na oração e no treinamento. Não podemos ter apenas um pequeno grupo fazendo tudo. Todos precisam se envolver. Somos um corpo.
E quanto a você, sua fisionomia comunica as pessoas disposição para servir? Sua fisionomia diz sim ou não?

domingo, 20 de junho de 2010

O PROBLEMA É O PECADO

Por Francis Schaeffer


O dilema da raça humana, o mesmo dilema com o qual o homem do século 20 se debate, é moral. O problema básico da raça humana é o pecado e a culpa (- a verdadeira culpa moral, não apenas sentimentos de culpa) e o verdadeiro pecado moral, porque pecamos contra um Deus que é real e santo.


Em oposição à neo-ortodoxia e todas as outras teologias modernas, temos de entender que o pecado e a culpa são realmente morais. Não são simplesmente decorrentes a certas limitações metafísicas ou psicológicas.


O homem é verdadeiramente culpado diante de um Deus santo, que de fato existe e contra o qual temos pecado. Fora dessa base, a esperança apresentada nas Escrituras concernente à liberdade das cadeias do pecado é apenas uma cruel ilusão.

Nota: O brilhante Francis Schaeffer faz uma corretíssima análise sobre o real problema do ser humano. O pecado é algo real e não se trata, como muitos sugerem, um construto social e psicológico. A culpa moral verdadeira é a consequência inevitável da transgressão da Lei, prescrita nos mandamentos morais registrados nas Escrituras e inscritas na tábua do coração humano.

sábado, 19 de junho de 2010

SARAMAGO, UM COMUNISTA ADORADO

Por Judiclay S. Santos

A morte do escritor português, José Saramago foi notícia em todo mundo. Amado por muitos e até mesmo divinizado pela glória de ter sido o único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura (1998), Saramago conquistou uma legião de fiéis. Autor de romances, crônicas, poesias, peças teatrais, contos... Saramago imortalizou o seu nome como um dos mais prestigiados escritores da atualidade.

O seu livro Ensaio Sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema (2008) pelo cineasta brasileiro Fernando Meirellese e muitos puderam assisti “o pensamento” de Saramago sobre a natureza humana (filme horrível). Mas, longe da unanimidade propalada pela grande mídia, existem alguns honestos e corajosos (virtudes que nem sempre andam juntas) escritores e jornalistas, que ousam criticar a obra do guru português.
Reinaldo Azevedo declarou: As ditas “inovações” que ele introduziu na literatura — que novidades não eram — nunca me interessaram. A sua tão elogiada “técnica”, para mim, depois de algumas páginas, iam se transformando num maneirismo”. De fato, mesmo indo contra o meu gosto e cumprindo uma missão, segui me esforçando até O Evangelho Segundo Jesus Cristo, uma das manifestações anti-religiosas mais boçais que já li — um livro primitivo na forma e simplório no conteúdo. Quem teve a oportunidade e o desprazer de ler o referido livro, entende o porquê da crítica. Trata-se de uma obra eivada de ignorância e preconceito contra à fé cristã.

José Saramago, não era crítico apenas do cristianismo, mas da religião (só não criticava a sua religião, pois embora se declarasse era um religioso devoto, adorador do comunismo e tinha Karl Marx como seu deus encarnado) Em uma visita ao Brasil em 2003, tornou-se persona non grata do povo judeu ao fazer a estúpida declaração: “os Judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto… Vivendo sob as trevas do Holocausto e esperando ser perdoados por tudo o que fazem em nome do que eles sofreram parece-me ser abusivo. Eles não aprenderam nada com o sofrimento dos seus pais e avós”. Por conta disso foi acusado (acertadamente) de anti-semitismo.

O homem que se dizia ateu e era crítico fundamentalista da igreja, tinha uma religião que ele praticou até o fim dos seus dias, o COMUNISMO. Saramago foi membro do partido comunista de Portugal e era um discípulo devoto de Karl Marx, sobre quem ele disse: “Marx nunca teve tanta razão como hoje” (15/06/08).
Muitos outros discípulos de Marx pensavam o mesmo e fizeram tudo para "evangelizar"o mundo, mas não usaram a Bíblia Sagrada, pois trata-se, segundo eles, de um livro “de crendices, cheio de violências e coisas impossíveis de aceitar”. A agenda de propagação do admirável comunismo que Saramago nunca renunciou foi levado a cabo pelo uso de todo tipo de crueldade em uma escala nunca dantes vista no história do mundo. Prisão, Tortura, Fome (Lembrem-se da Ucrânia), Assassinato, Genocídio... Exagero? Vejam os números:

- Joseph Stálin matou 35 milhões de pessoas para criar o mundo de Marx
- Mao Tse Tung matou 70 milhões e banhou a China com sangue inocente.
- Pol Pot, seguindo o exemplo de seus companheiros matou 3 milhões no Camboja
- Fidel Castro, o ogro das Américas, matou 100 mil e continua sendo admirado por essa grande façanha.

Perto desses homens, tão admirados pelo comunista Saramago, Hitler parece mais um soldado raso do Comando Vermelho numa boca de fumo da Rocinha.

O declarado ateísmo de Saramago e seu amor incondicional ao comunista é um crime contra a vida. O nazismo parece ser a cara exclusiva do Mal no mundo. Todo mundo protesta contra o nazismo por conta das suas atrocidades (e deve protestar mesmo). Observe que qualquer pessoa que se declarasse simpatizante do nazismo seria objeto de desprezo e duras críticas. Conceder um prêmio a tão pessoa seria inimaginável. Mas ser comunista parece bonito, haja vista a quantidade de idiotas andando nas ruas com camisetas do assassino e terrorista Che Guevara.

Portanto, qual é o problema de um escritor admirar os mais terríveis genocidas do mundo? Nenhum. O Lula também admira eles todos e tem altos índices de popularidade. As pessoas podem louvar os piores assassinos, conquanto que eles sejam de esquerda, e ainda assim serão admiradas pelas "boas coisas que fazem". O prestígio de Saramago revela, entre outras coisas, que o mundo ainda não entendeu a malignidade do comunismo.