
Todavia, o sangue de todos esses animais não podia expiar o pecado, isto é, cancelar a culpa do pecador “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10.4). Os cordeiros oferecidos em holocausto, apenas simbolizavam o sacrifício perfeito e definitivo que o próprio Deus providenciaria para remover os pecados do seu povo.
Séculos depois, quando Jesus apareceu no deserto da Judéia, João Batista afirmou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Cristo, através de sua morte substituta, penal e vicária garantiu definitivamente a redenção do seu povo. As Escrituras ensinam que a morte de Cristo não foi um acidente, mas a execução de uma operação de resgate planejada na eternidade.
Por isso, o cristão, na contramão dessa cultura alienada e totalmente ignorante acerca dessas preciosas verdades, deve celebrar a Páscoa tendo em mente as palavras de Pedro: “... portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus.” (1Pe 1.17-21)
Louvamos a Deus pelo privilégio de celebrar a Páscoa, que simboliza a libertação do povo de Deus da escravidão do pecado. Ao celebrarmos a Ceia do Senhor, o fazemos em memória de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que morreu a nossa morte para que vivêssemos a sua vida.
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