sábado, 20 de outubro de 2012

COMO SERÁ O FUTURO DO NOSSO PAÍS?



O Brasil é um país de beleza singular. A riqueza de sua biodiversidade encanta o mundo inteiro. Temos a maior reserva florestal do planeta e somos detentores do maior reservatório de água doce do mundo. No entanto, a despeito de ter todas as possibilidades para ser uma potência mundial, uma nação próspera e de oferecer ao seu povo uma boa qualidade de vida, padecemos de males que causam vergonha aos homens de bem.

Como será o futuro do nosso país se ocuparmos o 6o lugar no ranking de homicídios, chegando a ter, em média, 50 mil assassinatos por ano, na sua maioria de jovens? Um agravante: “De cada 100 criminosos, apenas 24 são presos, só cinco vão a julgamento e apenas 1 cumpre pena até o fim”. (Revista Veja)

Como será o futuro do nosso país se os que prometem fazer o bem acabam se dando bens? A quantidade de pessoas que assaltam os cofres públicos e permanecem no poder é uma afronta ao trabalhador. Os bilhões arrecadados pela pesada carga tributária deveriam ser revertidos em serviços, mas são desviados pelos larápios do erário público que contam com a certeza da impunidade e a boa memória dos brasileiros que de quinze em quinze anos esquecem o que aconteceu nos últimos quinze anos.

Como será o futuro do nosso país se a riqueza permanece concentrada nas mãos de 1% da população, enquanto 40% vivem na faixa da pobreza? Em matéria de má distribuição de renda, o Brasil só perde para Serra Leoa, um pequeno e inexpressivo país africano. Embora o Brasil seja rico, brasileiros passam fome.

Como será o futuro do nosso país se a Igreja Cristã, que tem o papel de ser a consciência moral e a voz profética da nação, apresenta-se socialmente indiferente e inoperante, moralmente frouxa e decadente? A igreja brasileira é espiritualmente fraca, razão pela qual as seitas se proliferam como uma epidemia nascida nos laboratórios do inferno. Falsos profetas torcem a verdade e ludibriam o povo, evidenciando ignorância, ganância e vaidade.

Como dizia o poeta: “Brasil, olha pra cima. Existe uma chance de ser novamente feliz. Brasil há uma esperança! Volta teus olhos pra Deus, Justo Juiz.”


Judiclay S Santos



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CRISTO SIM! IGREJA NÃO! – UM ERRO GRAVE





Desde a década de 60, uma época marcada pelo advento de muitas revoluções de natureza anticristã, a igreja vem sofrendo com a fúria de seus algozes que a acusam de todo tipo de absurdo. O mundo sempre odiou a igreja pelas mesmas razões que odiou Jesus de Nazaré (Jo 3.19). A juventude americana protagonizou um episódio que ainda hoje exerce influência sobre muitos. Jovens marcharam pelas ruas dos EUA vociferando uma frase “bonita”, mas absolutamente diabólica: “Cristo Sim! Igreja Não”. Uma pergunta: É possível amar a Cristo e odiar ou ser indiferente para com a igreja de Cristo? Creio que não. “O mesmo ímã, Cristo Jesus, que atrai pecadores a si e os transforma em santos, simultaneamente os agrega em comunhão íntima uns com os outros” (Willian Hendriksen).

O crescente movimento dos desigrejados tem sido objeto de estudos em muitas partes do mundo. É verdade que muitas pessoas sofreram abusos no contexto de igrejas que por variadas razões não cumpriram seu papel de ser bênção na vida do povo de Deus. Todavia nada justifica o desprezo pela noiva do Cordeiro. Os detratores acusam a igreja de ser uma congregação de gente hipócrita, falsa e desumana. Sendo assim, o melhor a fazer é seguir a Jesus sem imiscuir-se com a igreja.

Certo náufrago foi encontrado em uma pequena ilha. Quando o capitão do navio de resgate chegou ali notou que havia três cabanas rudimentares cobertas com folhas de coqueiro. “Por que três cabanas? Você não ficou aqui sozinho por dez anos?”, perguntou o capitão. “Sim, fiquei”, respondeu o náufrago. E completou: “Aquela primeira cabana é a minha casa e aquela segunda é a minha igreja”. “E o que é aquela terceira cabana ali adiante?”, insistiu o capitão. O magro e barbudo homem, com olhar de desprezo respondeu: “É a minha ex-igreja”. Moral da história: O problema não é a igreja, o problema é você, somos nós. É mais fácil transferir a culpa para a igreja do que reconhecer a próprias falhas individuais.

A igreja é a comunidade dos pecadores redimidos no sangue de Cristo. Igreja perfeita é uma ilusão que os imperfeitos projetam para esconder suas falhas. Uma igreja saudável é uma congregação de pessoas que estão sendo transformadas de glória em glória. Nesse processo amar uns aos outros é a maior evidência do nosso amor por Cristo. Nas palavras de João: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão”. O lema do evangelho é CRISTO SIM! IGREJA SIM!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

AS TRÊS PENEIRAS DE PAULO


AS PENEIRAS DE PAULO

Sócrates, o pai da filosofia, costumava falar sobre a necessidade de passarmos tudo que ouvimos por três peneiras. Ele estabeleceu como critério o que mais tarde passou a ser chamado de As Peneiras de Sócrates. Quando alguém chegava para contar-lhe alguma coisa ele perguntava: você já passou o que esta me contando pelas três peneiras? Então, o filósofo fazia três criteriosas perguntas.


A primeira peneira: É verdade o que você está falando? Se a pessoa titubeasse, dizendo: “Eu escutei falar que é verdade.” Sócrates prontamente dizia: “Bom se você escutou falar, você não tem certeza”. A segunda peneira: Você já falou para pessoa envolvida o que está me falando? Se você se importa tanto, a primeira pessoa que deve saber é a pessoa diretamente envolvida. A terceira peneira: O que você vai me contar vai ajudar essa pessoa? Vai ser boa, vai ser útil, vai beneficiar, vai ajudar alguma coisa? Se a pessoa não pudesse responder positivamente ao crivo dessas três perguntas, Sócrates então dizia: Não precisa nem contar; não quero saber.


A Palavra de Deus nos exorta a tomar muito cuidado com o uso da língua. Como cristãos devemos submeter nossa vida ao senhorio de Cristo, inclusive a nossa língua. As Escrituras nos orientam a passar nossas palavras no que iremos chamar de As três Peneiras de Paulo. 


A PENEIRA DA VERDADE.
Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Ef 4.25

A PENEIRA DO AMOR.
Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Ef 4.15

A PENEIRA DA GRAÇA.
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe; e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. Ef 4.29


A santificação no falar é uma bênção, pois evita que pequemos contra o Senhor e contra o nosso próximo. Peçamos a Deus toda sabedoria necessária para que possamos abençoar vidas e glorifica-lo por meio do que falamos. Nós todos deveríamos orar como o salmista: “Põe guarda, Senhor, à minha boca. Vigia a porta dos meus lábios”.  Sl 141.3 “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!” Sl 19.14

Judiclay S Santos

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

AMARGURA: UMA DOENÇA DA ALMA!


Por Judiclay S Santos

AMARGURA: UMA DOENÇA DA ALMA!

A amargura é uma doença na alma. O amargurado é o tipo de pessoa cujo coração não bombeia sangue, mas veneno. Tudo que ela faz ou fala é contaminado pelo vírus da infelicidade e do descontentamento. Suas memórias são amargas e desagradáveis. Suas emoções falidas e sem vida. Seus olhos... uma vitrine da tristeza em seu mais elevado grau. Sua língua é uma máquina de matar. Ninguém presta. Tudo é ruim. Nada é bom. 

A presença de uma pessoa amargura contamina o ambiente e o torna tão sombrio que até os pássaros deixam de cantar. As plantam murcham e sonegam o seu perfume. Assombradas, as crianças se afastam de tais pessoas como se fossem monstros vestidos de gente. A amargura é a morte lenta de uma pessoa que não vive, mas apenas sobrevive em um estado de deplorável miséria existencial.

O que me impressiona é que existem muitas pessoas assim. Gente de mal com a vida. Pessoas que há muito tempo não tem o prazer de sorrir e se alegrar. Gente que perdeu a capacidade de admirar, de elogiar, de se encantar, de amar... O por do sol, o brilho das estrelas, o sorriso de um bebê... nada mais o encanta. Tudo  o irrita, até mesmo o canto dos pássaros e o brilho da lua. Na angústia do seu travesseiro, toda noite é um pesadelo, uma tristeza mórbida. 

Tenho encontrado pessoas amarguradas nos mais variados lugares, nas mais distintas classes sociais e econômicas. Vejo essa amargura no semblante de médicos, que embora sejam capazes de tratar a doença de outros, vivem emocionalmente enfermos e espiritualmente falidos. No supermercado, vejo moças cujo olhar comunica a morte do ser e falência dos sonhos. 

Gente cujo corpo está ali, mas a alma já está em estado de putrefação. São pessoas azedas, de linguagem cáustica e vida infeliz. Algumas são assim por conta de experiências traumáticas, cujas marcas são tão profundas que fazem a alma sangrar. Mulheres mal amadas, meninas violentadas, filhos rejeitados, rapazes desprezados, homens fracassados, esposas traídas, maridos abandonados. Por todo lado vemos miséria, desolação, decepção, frustração, abandono e pecado. 

Quando o coração é ferido, mutilado em mil pedaços, a tendência humana, é juntar a sobra, escondê-lo e torná-lo inacessível. Cria-se uma blindagem emocional tornando o coração refratário ao amor. Quando isso acontece a morte é apenas uma formalidade, pois a vida já não existe.

Se você está vivendo no submundo da amargura, escravizado pelo rancor, dominado pela tristeza, subjugado pelo desespero e refém da desesperança, quero lhe encorajar a falar com Deus: “Senhor, cura a minha alma; faz de mim uma nova pessoa”. Medite na Palavra de Deus, que diz: “Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente”. Salmo 16.11

quarta-feira, 6 de junho de 2012

MORTE PRECIOSA


MORTE PRECIOSA
“Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos”. Sl 116.15

Essa declaração é um escândalo ou um bálsamo; depende da perspectiva teológica de quem a ouve. Se a morte é o fim de tudo e a sepultura o destino final é inaceitável saber que Deus aprecia a morte de seus filhos. Um completo e absoluto escândalo. Todavia, tendo em vista que a morte não é o fim da existência, mas uma breve separação do corpo e da alma, a declaração do salmista é um bálsamo para os filhos de Deus. Para aquele que está em Cristo morrer é “partir e estar com Cristo”. Há esperança da vida eterna não é um devaneio, mas uma fidedigna promessa do Senhor.

A morte dos santos é preciosa aos olhos do Senhor.
O vocábulo santo é empregado aqui no sentido de separado, escolhido. Ao contrário do imaginário coletivo e do ideário popular, santo não é uma referência a uma pessoa perfeita, mas alguém amado e separado por Deus e para Deus. O Senhor ama tão intensamente os seus filhos que se deleita em ter o seu povo consigo. Bendita são as palavras em Marcos 3.14: “E nomeou doze para que estivessem com ele”. O prazer do Senhor é ter a presença dos seus amados. O Senhor Jesus orou: “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver também eles estejam comigo, para que vejam a glória que me deste” (João 17.24). 

A morte é o fim das tristezas e sofrimentos dos santos.
Os nossos sofrimentos têm uma razão de existência, pois por muita tribulação devemos entrar no reino de Deus (At 14.22) Todavia, o Senhor não é indiferente a nossa dor e ao nosso sofrimento. Ele sofre conosco. Como disse o profeta: “Em toda a angústia deles foi ele angustiado” (Is 63.9). Embora o passamento de uma pessoa querida seja uma experiência dolorosa para nós, é preciosa para Deus e abençoadora para aquele que agora se vê diante do seu Salvador, livre de todo sofrimento, lágrimas, tristezas e dores. Nessa perspectiva “viver é Cristo, morrer é lucro”. (Fp 1.21)

Esta semana, sentimos o passamento do nosso querido irmão Framínio Aristides Gonçalves, notável advogado e ex-prefeito de Mesquita, membro fundador da nossa igreja e, sobretudo, servo de Jesus Cristo, pregador desta Esperança.
                       Pr. Judiclay S Santos

NOTÍCIAS DA IGREJA EM CUBA (PARTE 1)


PERSEGUIDA, PORÉM VITORIOSA.


Ainda hoje, milhões de cristãos em todo o mundo, sofrem cruel perseguição por causa do evangelho. Há inúmeros irmãos em Cristo sendo presos, maltratados, espoliados e mortos em países hostis à fé cristã.  No entanto, como bem disse Tertuliano, “o sangue dos mártires é a semente da igreja”. A igreja segue vitoriosa, a despeito de ser objeto de ódio e perseguição. 

Desde a minha primeira visita em 2009, tenho visto que Cuba está experimentando um genuíno avivamento. Multidões estão se convertendo ao evangelho, inclusive membros do partido comunista. Visitei um homem em Bayamo, que lutou com Fidel durante a revolução. Hoje, convertido à fé crista, será batizado nos próximos dias. O chefe do departamento de medicina de uma grande Província agora é cristão. A curadora de uma dos mais importantes museus do país também se rendeu ao evangelho. 

         A Convenção Batista de Cuba Oriental reúne mais de 500 igrejas e 900 congregações. Tive o privilégio de pregar na Primeira Igreja Batista de Bayamo, que completou 107 anos de vida. Essa igreja conta com 1026 membros e 27 congregações! 

         É impressionante o que está acontecendo em Cuba. Fizemos um seminário para 307 pastores, alguns rodaram 50, 100 e até 200 km de bicicleta para estudar a Palavra. Foi emocionante vê-los tão sedentos da Palavra e desejosos de aprender mais para melhor servir o  Reino de Deus. 

         Os cristãos cubanos têm muitas necessidades. Muitos não têm uma bíblia e os pastores vivem todo tipo de privação. O salário médio em Cuba é de 15 dólares por mês. Conversei com uma jovem cristã, mestre em economia e professora da Universidade de Gramna que me disse que seu salário é de U$ 24,00 dólares mensais. Não obstante a todas essas dificuldades, não lhes faltam a alegria do Senhor, que é a nossa força. 

         Cristãos brasileiros de várias denominações evangélicas, estão orando em favor da Igreja Perseguida. A Bíblia diz: “Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo o vós mesmos também no corpo”. (Hb 13.3). Deus abençoe o seu povo!    

Ore pela Igreja em Cuba! 


                                  Judiclay S Santos