sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ministério da Educação vai distribuir livro sobre diversidade sexual em escolas

Por Julio Severo

O Ministério da Educação, que está envolvido no programa federal Brasil Sem Homofobia, distribuirá livro que apresenta o homossexualismo como mais uma alternativa de vida. A iniciativa começará pelo Estado do Rio de Janeiro, onde cerca de 1.600 escolas estaduais receberão um material “educativo” sobre como valorizar a diversidade sexual dentro do ambiente escolar.

O livro “Diversidade Sexual na Escola”, de Alexandre Bortolini e publicado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), servirá como instrumento para os professores abordarem questões homossexuais em sala de aula. As questões tratadas abrangerão sexualidade, gênero, comportamento, religião, ética e violência.
O objetivo do Ministério da Educação ao distribuir o livro nas escolas é fazer com que educadores e alunos percam quaisquer visões contrárias ao comportamento sexual e se abram para uma nova perspectiva na questão da homossexualidade, travestilidade e transexualidade na escola.

O projeto, incluindo o livro, foi financiado pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). A distribuição será feita a partir de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, conforme informações do site homossexual “Não Homofobia!”

O site “Não Homofobia!” tem como objetivo coletar apoio e assinaturas para a aprovação do PLC 122, que transforma em crime opiniões contrárias à agenda gay. Se aprovado, o PLC 122 transformará em criminoso qualquer pai ou mãe que se opuser à doutrinação homossexual de seus filhos em sala de aula. O simples fato de um pai ou mãe dizer para o filho que homossexualismo é pecado poderá resultar em conseqüências criminais como multas, prisão e perda da guarda dos filhos.

O controle da área da educação é uma reivindicação antiga do movimento homossexual. Com a doutrinação homossexual patrocinada pelo governo nas escolas, crianças e adolescentes serão sistematicamente treinados, sob a força da lei, a desafiar opiniões que não respeitam a agenda gay. Por sua vez, os pais terão cada vez menos liberdade de abrir a boca, sob o risco de serem denunciados como “homofóbicos” por qualquer mínima contrariedade ao homossexualismo.

Fonte: www.juliosevero.blogspot.com

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Lendo a Bíblia Corretamente


Por J.I. Packer

A verdade é que muitos de nós têm perdido a capacidade de ler a Bíblia. Quando abrimos nossas Bíblias, nós o fazemos com uma atitude mental que levanta uma barreira insuperável à leitura correta da mesma. Isso parece ser um pouco alarmante, mas não é difícil mostrar que é verdade.

Quando você toma qualquer outro livro, trata-o como uma unidade. Você procura o enredo ou a linha principal do argumento e o segue até o fim. Deixa que a mente do autor conduza a sua. Pouco importa se se permitir algumas olhadelas em várias partes antes de se dedicar à real leitura do livro, você sabe que não o terá entendido até que o tenha percorrido do início ao fim, e, se é um livro que você deseja entender, arranjará tempo para lê-lo inteiramente.

Mas, quando se trata das Escrituras Sagradas, nosso comportamento é diferente. Em primeiro lugar não estamos habituados a tratá-las como um livro, uma unidade, de modo algum, mas simplesmente como uma coleção de provérbios e histórias separadas. Nós supomos, antes de olhar para os textos, que o conteúdo deles (ou, pelo menos, dos que nos afetam) é uma advertência moral ou conforto para os que estão em tribulação.
Portanto os lemos (quando lemos) em pequenas doses, só alguns versículos de cada vez. Não atravessamos um livro todo, muito menos os dois Testamentos como um todo... O resultado é que nunca conseguimos ler a Bíblia. Presumimos que estamos manejando as Escrituras Sagradas de maneira verdadeiramente religiosa; mas na verdade nosso uso delas é bastante supersticioso...
Deus não quer que a leitura da Bíblia funcione simplesmente como um analgésico espiritual para mentes conturbadas. A leitura das Escrituras tem o propósito de despertar nossas mentes e não de fazê-las dormir. Deus nos pede que nos aproximemos das Escrituras como a Sua Palavra (uma mensagem endereçada a criaturas racionais, homens com inteligência) uma mensagem que não podemos esperar compreender sem meditar sobre ela...

Também Deus pede que leiamos a Bíblia como um livro, como uma única história com um único tema. Temos de lê-la como um todo e enquanto lemos precisamos perguntar a nós mesmos: Qual o enredo deste livro? Qual seu verdadeiro tema? Do que ele realmente trata? A menos que façamos essas perguntas, nunca alcançaremos o ponto do qual podemos ver o que ela está nos dizendo sobre nossas próprias vidas.
Quando chegarmos a esse ponto, descobriremos que a mensagem de Deus para nós é mais severa e ao mesmo tempo mais animadora do que qualquer coisa que a religiosidade humana poderia conceber.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O CRISTÃO E O SOFRIMENTO

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinados a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo. 1 Pedro 4.12
No ano 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e culpou os cristãos. Tácito, famoso historiador, nos informa os acontecimentos naquele período. “De início, pois foram presos todos os que se confessavam cristãos. Acrescente-se que, uma vez condenados à morte, eles se tornavam objetos de diversão. Alguns, costurados em pele de animais, expiravam despedaçados por cachorros. Outros morriam crucificados. Outros ainda eram transformados em tochas vivas para iluminar a noite”.

Pedro escreve para encorajar os cristãos a vencer o sofrimento vitoriosamente. Para tanto, algumas verdades deveriam ser trazidas à luz. Pedro expõe o sofrimento na perspectiva cristã.
Os cristãos desde o início do cristianismo foram instruídos a entender que o sofrimento não é incompatível com a vida cristã. O crente não deve estranhar o sofrimento. “Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia” (1 Jo 3.13)O crente até mesmo tem que esperar as provações. Embora não pertençamos ao mundo estamos nele. Vivemos em uma sociedade hostil aos filhos de Deus e estamos inseridos em uma cultura anticristã. “No mundo tereis aflições” (Jô 16.33), disse o Senhor.

As Escrituras nos revelam verdades preciosas que servem como genuína fonte de consolo sempre que passarmos por lutas.

(1) Deus não nos poupa do sofrimento, mas caminha conosco pelo sofrimento. (Is 43.1-3)

(2) Deus trabalha as circunstâncias dolorosas de nossa vida e canaliza para o nosso bem. (Rm 8.28; Gn 50.20)

(3) Mesmo que as circunstâncias não mudem, Deus mesmo é a razão da nossa alegria. (Hc 3.17-18)

Meu irmão, se você se sente perseguido e injustiçado, se está por Deus sendo provado, não estranhe isso, mas se alegre no Senhor. “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele”. Fp 1.29

“...santos e fiéis em Cristo” Efésios 1.1

Santidade e fé são duas características do povo de Deus. O Dr. Willian Temple disse certa vez: “Ninguém é crente, se não é santo, e ninguém é santo, se não é crente”. Santidade e fé sempre andam juntas, pois são companheiras inseparáveis. Sendo assim, é necessário pensar sobre o significado dessas duas palavras tão importantes na vida cristã.

Alguns cristãos ficam confusos e perguntam: “Como pode um pecador como eu ser chamado de santo? Eu estou longe disso!” Tais pessoas precisam entender que a palavra santo tem dois significados básicos. O primeiro sentido da palavra não significa perfeito, ou sem pecado. Caso contrário, ninguém poderia ser reputado como santo, nem mesmo o apóstolo Paulo. Mas, indica que algo ou alguém foi separado. Ao descrever os cristãos como santos, Paulo quis dizer que estes foram separados por Deus e para Deus. Este ato está consumado e é inalterável. Todavia, uma vez santificados, separados, somos chamados para ser santos. Este segundo sentido implica em um processo através do qual nos tornamos semelhantes a Cristo. Trata-se de uma alteração em nosso caráter que resulta em mudança em nosso comportamento ético.

Aquele que é santo, também tem fé em Cristo. A fé bíblica descrita nas páginas do Novo Testamento envolve tanto confiança quanto fidelidade. O crente, aquele que tem fé, é alguém que confia na obra de Jesus Cristo e, portanto, participa de seus benefícios. Esta fé salvadora é um dom de Deus (Fp 1.29). Nasce e é nutrida em nosso coração pela Palavra de Deus ( Rm 10.17). Tal privilégio envolve, também, responsabilidade. Isso porque, aquele que tem fé, também é fiel, sendo este o outro sentido da palavra fé. Logo, o crente é aquele que confia, mas também é digno de confiança, ou seja, tem fé em Deus e fidelidade a Deus.

A descrição acima não foi dirigida a cristãos excepcionais ou a uma espécie de “elite espiritual”. Tampouco se aplica apenas aos cristãos em Éfeso. São santos e fiéis todos quantos estão em Cristo, isto é, unidos a Cristo e, portanto, contemplados com todas as graças que fluem da cruz de nosso Redentor. Somos santos e fiéis por conta da graça de Deus. Que sejamos sempre agradecidos a Deus por tudo que ele fez e está fazendo em nós. Através da obediência, demonstremos nossa gratidão a Deus por ter feito de nós seus santos e fiéis em Cristo.

George Müller, um exemplo de vida cristã

O gigante da fé, George Müller (1805-1898), nasceu na Alemanha, e converteu-se com idade de 20 anos numa missão morávia. Foi para a Inglaterra em 1829, onde trabalhou para o Senhor até o final de sua vida.

Durante mais de sessenta anos de ministério, Müller iniciou 117 escolas que educaram mais de 120.000 jovens e órfãos; distribuiu 275.000 Bíblias completas em diferentes idiomas além de grande quantidade de porções menores; sustentou 189 missionários em outros países; e sua equipe de assistentes chegou a contar com 112 pessoas.

O texto a seguir é um trecho de sua famosa autobiografia.

Como George Müller começava o seu dia.
"O que aprendi foi isso: vi claramente como jamais antes que o maior e principal assunto com que eu devia ocupar-me todos os dias era ter minha alma feliz no Senhor. A primeira coisa com que me preocupar não era o quanto eu poderia servir ao Senhor, como eu poderia glorificar ao Senhor, mas como poderia levar minha alma a um estado de felicidade, e como poderia alimentar meu homem interior. Isso porque eu poderia colocar a verdade diante dos não convertidos, poderia procurar proporcionar benefícios aos crentes, poderia procurar trazer alívio aos desanimados, poderia de outras maneiras procurar comportar-me como convém a um filho de Deus neste mundo e, mesmo assim, por não ser feliz no Senhor, e não estar sendo alimentado e fortalecido em minha vida interior dia após dia, cuidar de tudo isso sem o espírito correto. Agora vi que a coisa mais importante que tinha a fazer era dedicar-me à leitura da Palavra de Deus e meditar nela, para que meu coração fosse confortado, encorajado, advertido, acusado, instruído; e que, assim, enquanto eu meditava, meu coração, fosse trazido à experiência da comunhão com o Senhor. Por isso comecei a meditar no Novo Testamento, desde o princípio, de manhã cedo."

"A primeira coisa que eu fazia, depois de pedir com poucas palavras a benção do Senhor sobre sua preciosa Palavra, era meditar na Palavra de Deus, investigando, por assim dizer, cada versículo para extrair bênçãos dele; não tendo em vista o ministério público da Palavra, nem com o propósito de pregar sobre o que tinha meditado, mas a fim de obter alimento para minha própria alma. Descobri que o resultado quase invariavelmente é que, depois de uns poucos minutos, minha alma é levada a confessar, ou agradecer, ou interceder, ou suplicar; de modo que, apesar de eu não me dedicar à oração diretamente, mas à meditação, ela se transformava quase imediatamente mais ou menos em oração".
"Depois de ficar assim por algum tempo fazendo confissão, ou intercessão, ou súplica, ou dando graças, passo para as próximas palavras ou versículo seguinte, transformando tudo, à medida que continuo, em oração por mim ou por outros, do modo que a Palavra me conduza; sempre mantendo em vista que alimentar minha própria alma é o objetivo da minha meditação. Pela benção de Deus eu atribua a essa prática a ajuda e força que tenho recebido de Deus para passar com paz por dificuldades de vários tipos, maiores do que jamais tive antes; e, depois de ter experimentado este carinho por mais de quarenta anos, posso recomendá-lo plenamente, no temor de Deus. Que diferença quando a alma foi animada e alegrada de manhã cedo, de quando, sem preparo espiritual, o trabalho, as dificuldades e tentações do dia nos sobrevêm!"

George Mueller , Autobiografia

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

BARACK OBAMA, O PSEUDO MESSIAS DA AMÉRICA


Em tempos de crise a humanidade elege seus messias. Os EUA, apoiados por boa parte da comunidade internacional, pretende entronizar Barack Obama como o novo salvador do mundo. Chamado de “Messias” pelo líder radical muçulmano Louis Farrakhan e de “Meu Jesus” pela editora-chefe de um jornal universitário, Obama segue sua campanha rumo à Casa Branca, suposto trono do mundo. O messianismo em torno de Obama é mais do que um fenômeno sociológico, é a epidemia da burrice coletiva. Quem é esse cidadão divinizado pela massa ignara? É no mínimo curioso que todos históricos inimigos dos EUA estejam apoiando Barack Obama. É estranho que dados altamente comprometedores sobre sua vida sejam escondidos pela mídia, cujos donos são generosos patrocinadores de sua nababesca campanha eleitoral. Barack Obama não é apenas uma incógnita, é uma fraude irrefutável, mas o fideísmo de seus seguidores não lhes permite ver isso. A fé cega faz mais estragos do que qualquer arma de fogo.

Não creio em Obama, embora ele esteja fazendo muitos milagres. Dentre eles, a façanha de ser o primeiro candidato presidencial da história americana a receber o apoio de todos os adversários dos EUA. As pessoas não se apercebem da gravidade do problema. Imagine o escândalo que seria se em 1932, à candidatura de Franklin D. Roosevelt recebesse o apoio ostensivo de Josef Stalin, Adolf Hitler e Benito Mussolini. Duvido da integridade moral e política de Obama. Retórica ele tem, mas isso não é suficiente para ser um chefe de Estado.

Amanhã será um dia decisivo não apenas para americanos, mas para todo o mundo, tendo em vista que a nação americana ainda é a maior potência econômica e militar do planeta.

Leia o esclarecedor artigo de Olavo de Carvalho e avalie se esse falso messias é digno da nossa “fé”.

Milagres da fé obâmica
Por Olavo de Carvalho
Mídia Sem Máscara, 1 de novembro de 2008

Nunca se viu coisa semelhante na história da humanidade.
Em guerra contra o Islam revolucionário, o país já quase vencedor prepara-se para nomear comandante-em-chefe um político apoiado entusiasticamente pela Al-Qaeda, pelo Hamas, pela Organização de Libertação Palestina, pelo presidente iraniano Ahmadinejad, por Muammar Khadafi, por Fidel Castro, por Hugo Chávez e por todas as forças anti-americanas, pró-comunistas e pró-terroristas do mundo, sem nenhuma exceção visível.
É exatamente como se, em plena guerra do Vietnã, se colocasse na Casa Branca um queridinho de Ho-Chi-Minh.

No entanto, se você sugerir, mesmo suavemente, que tantos inimigos dos EUA estão a favor de Obama porque ele deve estar pelo menos um pouquinho a favor deles, metade do eleitorado americano dirá que você é um maldito racista e uma boa parcela da outra metade o chamará de desequilibrado, de paranóico, de teórico da conspiração.

Está proibido aplicar a Obama a velha regra de bom senso: “O amigo do meu inimigo é meu inimigo”. Para provar sanidade, o cidadão americano tem de acreditar piamente que Obama não fará nada, absolutamente nada em favor dos comunistas e islamofascistas que o amam, mas fará tudo para defender a nação que ele mesmo chama de nazista e a Constituição que, segundo ele, é causa de males horríveis.

Se você acha que a aposta na fé obâmica é alta demais e que seria mais prudente investigar um pouco a vida do sujeito, saiba que isso se tornou praticamente inviável: ele mandou bloquear, nos EUA e no Quênia, o acesso a todos os seus documentos, mesmo sobre a sua vida pública, desde a sua certidão de nascimento até a lista dos pequenos doadores da sua campanha, passando pelo seu histórico escolar em Harvard e Columbia, que é alegado ao mesmo tempo como prova definitiva dos altos dons intelectuais da criatura, só negados, evidentemente, por racistas contumazes. A mídia considera um insulto e uma presunção doentia qualquer tentativa de examinar esses papéis, e três tribunais, da Pensilvânia, de Washington e de Ohio, já sentenciaram que o cidadão comum não tem nenhum direito de averiguar sequer a nacionalidade de Barack Hussein Obama. É preciso acreditar nele sob palavra, ou cair fora da sociedade decente.
Mas a palavra dele também não esclarece nada. Ele já inventou tantas lorotas sobre sua vida (que foi membro da Comissão de Bancos do Senado, que seu tio libertou Auschwitz, que seu pai foi pastor de cabras), já omitiu tantos dados essenciais (que foi membro de um partido socialista, que é primo do genocida Raila Odinga, que fez campanha para ele no Quênia, que seu irmão está à míngua numa favela em Mombasa, que sua tia é imigrante ilegal nos EUA), e já camuflou de tal modo suas ligações com a Acorn, com o terrorista William Ayers, com o agitador islâmico Louis Farrakhan, com o vigarista Tony Resko, etc., que tentar descobrir a verdadeira biografia dele é quase missão impossível. Seu próprio livro de memórias, que lhe rendeu a fama de escritor, é de autoria duvidosa: exames realizados com métodos computadorizados de investigação autoral concluíram que não foi escrito por Obama, mas sim por William Ayers.

Resta a hipótese de tentar descobrir alguma coisa através de testemunhas. O que elas contam é interessante. A avó diz que ele nasceu no Quênia e não no Havaí como ele afirma, seus irmãos quenianos dizem que ele é muçulmano e não cristão como afirma, sua irmã diz que ele nasceu num hospital quando ele afirma que nasceu em outro, o patrocinador de seus estudos em Harvard diz que o dinheiro para isso foi fornecido por um notório agitador pró-terrorista, velhos conhecidos contam que ele sempre estava ao lado de Frank Marshall Davis quando este vendia cocaína. Até agora, o único testemunho seriamente desmentido foi o de um maluco de Minnesota que disse ter tido relações sexuais com o então senador Barack Obama – o que, se fosse verdade, não comportaria um milionésimo do risco para a segurança nacional contido nos outros depoimentos.

A essa altura, você pode perguntar: Mas por que os eleitores hão de confiar sob palavra num sujeito que não tem palavra nenhuma, que não se sabe com certeza nem onde nasceu, que esconde dois terços da sua vida e mente sobre o terceiro terço, que é amado por todos os que odeiam o país e mal consegue disfarçar suas afeições pelos amigos deles? Você, aí no Brasil, pode perguntar isso, mas, se estiver nos EUA, pergunte em voz baixa. Se você expuser suspeitas de maneira muito audível, o governo investigará seus antecedentes em busca de crimes hediondos como dívidas de imposto e multas de trânsitos não pagas, como fez com Joe Encanador, ou então o levará para a cadeia como fez com com Brent Garner, de Lawrence, Estado do Kansas (v.
www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=79513). Você corre também o risco de ter sua garagem vandalizada ou levar uns sopapos, como aconteceu com vários militantes republicanos.
A resposta à pergunta sobre os motivos de uma confiança tão despropositada constitui-se de quatro elementos:

1. A grande mídia, quase toda pertencente a adeptos e patrocinadores de Obama, não publica nada do que se sabe de grave contra ele, mas faz um alarde dos diabos em torno das menores insignificâncias que possam sujar a imagem dos seus adversários. A duplicidade de tratamento, que começou nos jornais e na TV, acabou por se impregnar na sociedade inteira como um hábito normal. Exemplo I: O boneco enforcado de Sarah Palin foi saudado pela própria polícia como uma inocente tirada de bom-humor. No dia seguinte dois moleques fizeram um boneco enforcado de Obama – e foram presos. Exemplo II: A jovem militante republicana Ashley Todd, após dizer-se assaltada, surrada e marcada a canivete com um “B” na face direita tão logo o assaltante percebera seu distintivo da campanha McCain, sofreu um bombardeio de insultos na mídia e rapidinho mudou de idéia, jurando que inventara a história toda. Ashley não explicou se foi apenas assaltada e surrada, tendo feito ela própria o corte no rosto, se houve apenas uma surra sem assalto nem corte ou se não houve coisa nenhuma e ela mesma se esmurrou até ficar de olho roxo e, não contente com semelhante desatino, em seguida escavou o “B” na própria face. Embora o desmentido sumário e cheio de lacunas soasse muito mais inverossímil do que a história originária, foi instantaneamente aceito como verdade final pela mídia inteira, sem mais perguntas, ficando portanto provado que esses republicanos são malvados o bastante para desfigurar o próprio rosto só para poder lançar a culpa num negro e, por tabela, no santíssimo Barack Obama. Exemplo III: Faltavam sinais de violência contra a militância obamista, mas logo foram providenciados. Dois jovens skinheads que pensavam em dar uns tiros em Obama, sem ter tomado ainda a menor providência nesse sentido, foram denunciados pela própria mãe. Embora seja virtualmente impossível encontrar algum skinhead nas assembléias evangélicas, nas missas católicas, nas convenções republicanas, no Hudson Institute ou na Heritage Foundation, o fato é o seguinte: se você quer ser considerado um Homo sapiens em vez de um Pithecanthropus erectus, tem de jurar que o plano dos dois idiotas traz a prova cabal de que o conservadorismo americano é racista, nazista e assassino por natureza. A Folha de S. Paulo garante.

2. A sociedade americana acredita na grande mídia porque não é capaz de imaginar uma empulhação geral e sistemática como a que aconteceu no Brasil quando todos os jornais e canais de TV ocultaram propositadamente por dezesseis anos a existência do Foro de São Paulo, a maior organização de delinqüência política que já existiu na América Latina. Tal como no título do famoso romance de Sinclair Lewis, todo mundo acredita que it couldn’t happen here, “isso não poderia acontecer aqui”. Bem, aconteceu.

3. O que quer que se diga contra Obama tem resposta automática: É racismo. A chantagem racial é tão violenta, geral e sistemática, que o simples fato de você dizer que está havendo chantagem racial prova que você é racista. O monopólio da violência verbal fica portanto com os democratas, enquanto os críticos de Obama se resguardam atrás de rodeios e circunlóquios autocastradores.

4. Obama não diz coisa com coisa. Seus discursos, quando não são totalmente vazios de conteúdo, se contradizem uns aos outros com a maior sem-cerimônia – e funcionam exatamente por isso. O conteúdo deles não tem a mínima importância; só serve de excipiente para a substância ativa, constituída de apelos mágicos e mensagens hipnóticas, de modo que após alguns minutos todo mundo está com a inteligência entorpecida ao ponto de aceitar, sem a menor reação crítica, afirmações como esta: “Vocês sentirão uma luz vindo do alto, experimentarão uma epifania e uma voz de dentro lhes dirá: Eu tenho de votar em Barack Obama”. Se o sujeito proclamasse isso por fé espontânea, diriam que é louco. Como o diz no melhor estilo da programação neurolingüística ericksoniana, votam nele para presidente da nação mais poderosa do mundo.
Os efeitos conjugados desses quatro fatores são quase milagres da fé, de um surrealismo atroz: as pesquisas mostram que três entre cada quatro americanos residentes em Israel preferem John McCain, mas três entre cada quatro judeus residentes nos EUA, longe das bombas palestinas e perto de uma TV ligada na CNN, preferem Obama.